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O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DENTRO DE UMA PERSPECTIVA DE FUTURO. - LAZER, EDUCAÇÃO E FAMÍLIA -

Por:   •  6/10/2013  •  1.725 Palavras (7 Páginas)  •  412 Visualizações

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01. A GLOBALIZAÇÃO E A NOVA ORDEM.

O homem está em constante evolução e busca, neste movimento transformar o mundo que o circunda, para torná-lo menos hostil. Esta busca se dirige ao aprimoramento de técnicas produtoras de instrumentos, relacionando-se com o mundo material e com regras de conduta, que se dirigem às relações interindividuais.

Esta evolução ganha, na atualidade, o contexto mundial, passando, a partir de então, a ser designada de globalização, terceira revolução industrial, sociedade pós-moderna, sociedade em rede, sociedade pós-industrial e outras designações equivalentes.

Extrai-se, desta nova ordem, reflexos e conseqüências para toda a sociedade. De forma exemplificativa, em relação ao trabalho, constata-se que este se apresenta com uma concepção diferente daquela até então reinante. Como decorrência dessas mudanças e das necessidades produtivas, requer-se um novo tipo de trabalhador para contemplar estas alterações, independente da sua área de atuação. As modificações proporcionadas requerem um profissional com perfil diferenciado que atenda a estes avanços, o que reclama uma adequada formação para o desempenho de seu mister.

Estas alterações e mutações também foram sentidas pelas crianças e adolescentes, bem como pela educação, família, havendo necessidade de se repensar o papel de cada um frente às estas novas exigências.

02. CRIANÇA E ADOLESCENTE.

Quanto às crianças e os adolescentes verifica-se uma mudança de concepção e tratamento dispensados aos mesmos, tanto no aspecto relacionado às relações de conduta (legal) como no aspecto sócio-psicológico (familiar e social).

Em relação às regras de condutas, a trajetória histórica das Constituições Federais bem como da legislação na área menorista, demonstram esta evolução, cujo ápice, em nível nacional, pode ser traduzido pela Constituição Federal de 1988 e o pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. O ECA. dentro desta perspectiva representa o instrumento legal para o desenvolvimento da criança e do adolescente. Trata-se de uma verdadeira constituição infanto-juvenil, pois regulamenta os direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes, como direito à vida, à saúde, à educação, à convivência familiar e comunitária, ao lazer e profissionalização.

Comparando a atual legislação com as passadas que disciplinavam a matéria, verifica-se que se rompeu com um passado marcado pela discriminação e violência, colocando a criança e o adolescente no lugar que merecem, ou seja, como prioridade absoluta, para o governo, para a família e para a sociedade em geral.

Assim, o desenvolvimento da criança e do adolescente, dentro de uma perspectiva legal, implica em ações que venham contemplar o que estabelece a lei, em especial, no que diz respeito à família, educação, esporte e ao lazer.

No aspecto sócio-psicológico, a concepção de criança e de adolescente também sofreu evolução. Na antiguidade, a criança era caracterizada por uma idéia de ser inacabado e que os primeiros anos de existência fazia parte de um período insignificante de sua vida.

Até o século XVIII, a criança foi tida como estranha e era desprezada por seus próprios pais naturais que as tinham como estorvo. A ordem era se livrar das crianças sem qualquer sentimento de culpa. Esta situação somente foi desaparecendo com o surgimento da família burguesa, quando então as crianças são incorporadas no grupo e se desenvolve o amor materno. No entanto, o aparecimento da família burguesa mudou em parte este cenário, pois se antes dela todas as crianças, ricas ou pobres estavam sujeitas ao abandono, com o seu surgimento, passam a ser exposto o diferente, o pobre e o marginalizado.

A mudança em relação à concepção de criança foi gradativa e lenta. Somente nas “últimas duas décadas do século passado é que a infância passou a ser reconhecida como a fase do desenvolvimento pessoal onde se encontram as melhores qualidades humanas”, chegando a contemplar as crianças e os adolescentes como sujeitos de direitos. Esta evolução ocorreu diante das transformações verificadas na organização familiar, que culminou com a família moderna, é na evolução da própria sociedade.

Hoje, diante do mundo globalizado e da atual concepção de criança e adolescente, torna a mesma o centro das atenções para ações que venham a proporcionar-lhes um “desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade” (ECA., art. 3º). Revela-se importante para cumprir tal desiderato à família e a educação.

03. EDUCAÇÃO.

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