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DESAFIO PROFISSIONAL - 1° BIMESTRE DISCIPLINAS DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE / ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Por:   •  5/6/2014  •  1.786 Palavras (8 Páginas)  •  2.377 Visualizações

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CURSO DE LICENCIATURA EM HISTÓRIA

CENTRO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA - CEAD

1° SEMESTRE

PEDRO FERREIRA DA SILVA RA9162274917

DESAFIO PROFISSIONAL – 1° BIMESTRE

DISCIPLINAS DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE / ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

CAMILA ANDRIOTTI

TELÊMACO BORBA/PR

2014

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 3

1. A DIVERSIDADE E O MULTICULTURALISMO NAS ESCOLAS 4

2. ANÁLISE CRÍTICA 7

3. DESENHOS SOBRE DIVERSIDADE E MULTICULTURALISMO 8

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 9

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 10

INTRODUÇÃO

Ao ler e pesquisar sobre o multiculturalismo, percebe-se o quanto este assunto gera polêmica e conflitos pelas diferenças, sejam elas socioeconômicas, políticas ou étnicos-raciais.

Sabe-se que atualmente as diferenças muitas vezes prejudicam a convivência e faz-se necessário aprender cada vez mais para que exista o respeito entre os diferentes grupos sociais. O tema do multiculturalismo visa estudar as diferentes culturas existentes no mundo e, deste modo, poder evitar muitos conflitos sociais, buscando obter respeito.

Apesar dos avanços tecnológicos e da globalização, nota-se que estamos muito distantes do ideal, porque entre a teoria e a prática há uma enorme distância. No Brasil, as influências africanas e indígenas são fortemente influentes nas comidas, músicas, religião, etc., porém, a classe dominadora financeiramente impõe a cultura dos colonizadores, do rico para o pobre, do patrão para o empregado, não respeitando as raízes culturais dos menos favorecidos, por isto, caminha-se a passos lentos, sem grandes avanços para um multiculturalismo pleno em todas as áreas.

DESENVOLVIMENTO

1. A DIVERSIDADE E O MULTICULTURALISMO NAS ESCOLAS

Documento: Principais aspectos abordados nos documentos

relacionados ao respeito às diversidades e ao

multiculturalismo.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

(LDBEN 9.394/96) O art. 26-A da Lei 2° 9.394/96 afirma que nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.

O parágrafo 1° informa que o conteúdo programático deverá incluir vários aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos em questão, bem como o estudo da história africana e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.

O parágrafo 2° diz que os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras.

Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) Nos PCN (BRASIL, 1997), verificamos que o Brasil participou de um importante evento sobre o multiculturalismo que foi a Conferência Mundial de Educação para todos em Jostiem, na Tailândia, em 1990, convocada por organizações como a UNESCO, UNICEF e Banco Mundial (Silva e Brandim p.59, 2008).

Mas foi a partir do século XXI que percebemos um significativo avanço, onde foram realizadas ações para promover a inserção de negros e indígenas no sistema de cotas e, consequentemente, a partir de 2003, sendo obrigatórias as temáticas de história e a cultura do negro no Brasil, nos currículos escolares através da Lei 10.639/03.

Diretrizes Curriculares

Nacionais para a Educação

Das Relações Étnico-

Raciais e para o Ensino de

História e Cultura Afro-

Brasileira e Africana De acordo com as DCN (Diretrizes Curriculares Nacionais) para a Educação Infantil, as propostas pedagógicas deverão prever condições para o trabalho coletivo e para a organização de materiais, espaços e tempos que assegurem o reconhecimento, a valorização, o respeito e a interação das crianças com as histórias e as culturas africanas, afro-brasileiras, bem como o combate ao racismo e à discriminação, bem como garantir a autonomia dos povos indígenas na escolha e modos de educação de suas crianças de 0 a 5 anos de idade, as propostas pedagógicas para os povos que optarem pela Educação Infantil devem:

- Proporcionar uma relação viva com os conhecimentos, crenças, valores, concepções de mundo e as memórias de seu povo;

- Reafirmar a identidade étnica e a língua materna como elementos de constituição das crianças;

- Dar continuidade à educação tradicional oferecida na família e articular-se às prática socioculturais de educação e cuidado coletivos da comunidade;

- Adequar calendário, agrupamentos etários e organização de tempos, atividades e ambientes de modo a atender a atender as demandas de cada povo indígena.

No Brasil, a discussão sobre as questões étnico-raciais já vem há tempos, entretanto, o preconceito existente em nossa sociedade faz com que não consigamos maiores resultados. A Constituição Federal de 1988, art. 3°, inciso IV – garante a promoção de todos os cidadãos brasileiros, sem preconceitos de origem, raça, sexo e quaisquer outras formas de discriminação, amparada legalmente pelo Decreto 1904 e 1996. Em 1999, a lei 7716 vem estabelecer penas os atos discriminatórios pelo preconceito de raça e cor.

Referencial Curricular

Nacional para Educação

Infantil, Volume 1. Segundo volume 1 do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, cabe ao professor a tarefa de individualizar as situações de aprendizagens oferecidas às crianças, considerando suas capacidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas assim como os conhecimentos que possuem dos mais diferentes assuntos e suas origens socioculturais diversas. Isso significa que o professor deve planejar e oferecer uma gama variada de experiências que responda, simultaneamente, às demandas do grupo e às individualidades de cada criança.

Considerar que as crianças são diferentes entre si, implica propiciar uma educação baseada em condições de aprendizagem que respeitem suas necessidades e ritmos individuais, visando a ampliar e a enriquecer as capacidades de cada criança, considerando- as como pessoas singulares e com características próprias. Individualizar a educação infantil, ao contrário do que se poderia supor, não é marcar e estigmatizar as crianças pelo que diferem, mas levar em conta suas singularidades, respeitando-as e valorizando-as como fator de enriquecimento pessoal e cultural.

2. ANÁLISE CRÍTICA

Título: Comemoração do dia dos Pais – Casa do Sol

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=X3F71nQlGSQ

Acesso em: 01/05/2014

Assistindo ao vídeo comemorativo do dia dos pais da Escola Casa do Sol, deu-se a confirmar de que a nossa cultura ainda está vinculada à cultura euro-americana dos colonizadores para os colonos, pois com tanta estória próprios do nosso país, do nosso folclore tão rico, eles encenaram a “Branca de Neve”, que não tem nada a ver com a nossa cultura, assim como a música escolhida, pois o Brasil é rico em questão de música.

Precisa-se rever estes conceitos de que o que vem de fora é melhor do que o nosso. Deve-se valorizar o que é do Brasil, não sendo nacionalista, mas promovendo a integração de várias culturas no intuito de respeitar todos os costumes e diferenças para chegar a um multiculturalismo intercultural, livres de qualquer tipo de preconceito, seja ele qual for, de credo, cor, religião, socioeconômica ou opção sexual.

Temos sim que admirar e conhecer todas as culturas, mas porque não inserirmos mais a cultura nacional para ensinar nossas crianças a aprender a gostar também da cultura brasileira, com figuras do nosso folclore como o Boi Bumbá, a Mula sem cabeça, o Saci Pererê, etc., e também no quesito musical, tais como o Samba, a Bossa Nova, a MPB, Carnaval, Frevo e muitos outros.

3. DESENHOS SOBRE DIVERSIDADE E MULTICULTURALISMO

Desenho visualizado por você: Aspectos que podem ser trabalhados com o objetivo de valorizar a diversidade e o multiculturalismo

Duas mulheres de mãos dadas Trabalhar as transformações/mudanças que vem ocorrendo na sociedade, hoje a figura de um casal tradicional (homem x mulher) como eram o modelo familiar, passa a não ser mais o único.

Um menino na cadeira de rodas Trabalhar a inclusão da pessoa com deficiência física/neuromotora e que esta pessoa pode se desenvolver normalmente, podendo realizar as atividades cognitivas como outra criança dita normal e que nas outras atividades que necessita de se locomover que devemos realizar algumas adaptações, como por exemplo:

- Na aula de Educação Física, no intervalo: Que a dificuldade maior para sua acessibilidade e a falta de projetos que facilite a sua locomoção e acesso em todas as áreas.

Um menino gesticulando os braços e mãos Trabalhar sobre o meio de se comunicar através da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Realizar uma palestra para os alunos (surdo e intérprete) para que conheçam um pouco mais sobre o assunto. Confeccionar cartazes usando a Língua Portuguesa juntamente com a Língua de Sinais.

Uma mulher careca Trabalhar a questão da autoestima da pessoa sobre determinadas doenças que fazem o cabelo cair (câncer, alopecia, genética, falta de vitaminas, etc.) e que devemos respeitá-la. Podemos também desenvolver um projeto sobre a alimentação, quais os alimentos e vitaminas que auxiliam para o crescimento saudável do cabelo.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Fazendo este desafio, pode-se ver que o multiculturalismo e a educação ainda requerem muito tempo e discussões em várias esferas, sendo governamental ou privada.

Houveram grandes mudanças nos últimos 30 ou 40 anos, porém, algumas propostas associadas ao multiculturalismo e educação devem situar-se em um contexto maior.

Hoje a classe dominadora impõe sua cultura sobre a classe menos favorecida, impondo o poder socioeconômico.

É importante conscientizar que a educação em nosso país não deve negligenciar a multiculturalidade como condição para uma vida melhor, assim, cabe à escola o papel fundamental no processo formativo do cidadão.

Não há mais espaço para somente a cultura assimilativa, que está arraigada em nosso país, não respeitando as diferenças de outras raças (negros, índios) como religiões, comidas, danças, contos diferentes em cada raça. O multiculturalismo propõe a igualdade em todas as raças, respeitando suas raízes culturais, diferenças e direitos. Em uma democracia ampla e justa, que todos vivam em paz e em harmonia em defesa da diversidade cultural, sem preconceito e discriminação.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em 30 de abril de 2014.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 1996.

BRASIL. Políticas de Promoção da Igualdade Racial na Educação: Exercitando a definição de conteúdos e metodologias. São Paulo, s/data.

BRASIL/MEC. Decreto N° 2.208, de 17 de abril de 1997. In: BRASIL/MEC. Educação Profissional de Nível Técnico. Brasília: MEC, 2000.

BRASIL/MEC. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf. Acesso em 01 de Maio de 2014.

IBGE. Síntese dos Indicativos Sociais: Uma análise das condições de vida da população brasileira. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Rio de Janeiro: Diretoria de Pesquisas Coordenação de População e Indicadores Sociais Estudos e Pesquisas – Informação Demográfica e Socioeconômica, n.26, 2009. P.184 – 200.

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