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Diálogos Escolares Para Identificar E Desarticular Discursos De Preconceito Racial Na Escola

Por:   •  2/4/2014  •  1.032 Palavras (5 Páginas)  •  323 Visualizações

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DIÁLOGOS ESCOLARES PARA IDENTIFICAR E DESARTICULAR DISCURSOS DE PRECONCEITO RACIAL NA ESCOLA

AUTOR: Leir de Arruda¹

ORIENTADORA: Wanirley P. Guelffi²

Resumo

O presente artigo teve como objetivo fazer uma reflexão sobre a questão da manutenção do preconceito e do racismo na escola e na sociedade. Debate a organização e reprodução de discursos que valorizam uma categoria de pessoas em detrimento de outras, buscando subsídios para identificá-los e desarticulá-los. Esses subsídios são reflexões sobre novos encaminhamentos de ensinar a cultura afro-brasileira e africana, nos bancos escolares. Buscou-se o processo de valorizar da cultura negra como legado de uma das grandes contribuidoras à construção do Brasil, onde professor foi chamado ao debate com os alunos, assumindo a responsabilidade de ser o mediador dos conflitos raciais existentes no meio escolar, procurando ao menos minimizar as atitudes que desrespeitam pessoas tratadas como subclasse, por apresentarem estereótipos, comportamentos diferenciados do convencional. Também coletou o resultado da aplicação do Projeto de Intervenção Escolar realizado no Colégio Estadual Aníbal Khury Neto, com jovens de 3º e 2º anos, estudando a Lei do Racismo e o Código Penal, e suas aplicabilidades. Envolvidos no compromisso reflexivo com a questão do negro, somou-se ao artigo, importantes reflexões à identificação e desarticulação de discursos, velados ou não, que tendem a reafirmar, às crianças e jovens em fase escolar, a naturalidade da exclusão do exercício de direitos do negro e descendente.

PALAVRAS-CHAVE: afrodescendentes, racismo, preconceito, negros, cultura afro brasileira.

Apresentação.

A opção pelo tema Identificação e Desarticulação dos Discursos de Preconceito Racial na Escola, deve ao entendimento da necessidade de resgatar um grupo de pessoas que historicamente foi esquecido, ignorado e explorado pela nossa sociedade: os negros. A ideia é trazer ao debate um novo olhar para a cultura afro-brasileira, que inserida como obrigatória nos bancos escolares, ainda está distante de atender a realidade tanto de alunos como de professores. Valorizar a cultura afro-brasileira parece ser o ponto de partida para o combate do preconceito e racismo.

As reflexões sobre as relações raciais ou qualquer tema que se refere à pessoa de origem negra têm ficado no esquecimento, ou quando abordada, se dá de modo superficial, restringindo a datas comemorativas, como, 13 de Maio e 20 de Novembro. Corre-se o risco de dar um tratamento folclórico sobre a história do negro e, como consequência às questões que o envolve; torna-se um problema somente dele, já que historicamente o negro sempre esteve às margens da sociedade.

A discussão do tema é bastante delicada, podendo trazer tensão e desconforto, o que obriga os educadores estarem preparados ao enfrentamento dos problemas que envolvem a questão de preconceito ou racismo nos ambientes escolares. O professor não pode silenciar diante dos fatos, pois segundo CAVALHEIRO (2001), “a ausência de iniciativas diante dos conflitos raciais entre alunos e alunas mantém o quadro de discriminação. (...) O silêncio revela conivência com tais procedimentos”.

Assim, o reconhecimento da existência de atitudes discriminatórias no ambiente escolar é o primeiro passo para o diálogo da questão e a escola é o local onde o debate deve ocorrer, haja vista que ela é o espaço de produção e desconstrução de saberes, e, responsável pela transformação dos sujeitos. Dar atenção a estes fatos é valorizar o potencial do aluno negro trazendo lhe ao sucesso no seu rendimento escolar. Conhecer bem o assunto é provocar nos alunos, reflexões sobre as relações inter-raciais e despertar neles o interesse pelo tema. A partir daí professores e alunos negros e não negros podem construir caminhos que ao menos minimizem as práticas discriminatórias a negros e descendentes, garantindo lhes cidadanias comuns a todos os brasileiros.

Reconhecer que o preconceito racial está presente nos diversos setores da nossa sociedade e que a escola é uma de suas células, é

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