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O NEGRO E O ÍNDIO NA FORMAÇÃO DA CULTURA BRASILEIRA

Por:   •  1/10/2013  •  817 Palavras (4 Páginas)  •  571 Visualizações

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UNIMONTES - UNIAFRO

MARIA VALDENICE VIEIRA LIMA

O NEGRO E O ÍNDIO NA FORMAÇÃO DA CULTURA BRASILEIRA

Prof.: Daniela Rocha

BRASÍLIA DE MINAS

2013

INTRODUÇÃO

A influência africana no processo de formação da cultura afro- brasileira começou a ser delineada a partir do tráfico negreiro, onde africanos eram forçados a deixar o continente e despontarem no Brasil para exercer o trabalho compulsório. Desta forma, o africano tornou- se um elemento necessário no campo econômico do período colonial, sendo considerado, segundo Antonil (1982, p.89)), “as mãos e os pés dos senhores de engenho porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar a fazenda, nem ter engenho corrente”. Todavia, os africanos não contribuíram somente no campo econômico no período colonial, pois souberam reviver suas culturas de origem e recriarem novas práticas culturais através do contato com outras culturas. Além dessas práticas culturais diferenciadas, os africanos, ainda, incorporaram algumas práticas europeias e indígenas, além de, influenciá- las culturalmente. O intercâmbio cultural entre os elementos citados contribuiu para uma formação cultural afro- brasileira híbrida e bastante peculiar.

DESENVOLVIMENTO

Dentre os diversos povos que formaram o Brasil, foram os europeus aqueles que exerceram maior influência na formação da cultura brasileira, principalmente os de origem portuguesa, pois durante 322 anos o país foi colônia de Portugal. Quando os colonos portugueses chegaram no Brasil em maior número, no século XVIII, o país era predominantemente católico e de língua dominante portuguesa.

As primeiras décadas de colonização possibilitaram uma rica fusão entre a cultura dos europeus e a dos indígenas, dando margem à formação de elementos como a Língua geral, que influenciou o português falado no Brasil, e diversos aspectos da cultura indígena herdadas pela atual civilização brasileira. Entretanto, com a dizimação dos povos autóctones, a ação da catequese e a intensa miscigenação, ocorreu inúmeras perdas desses aspectos culturais.

Logo, surgiram o que Darcy Ribeiro denomina de “neobrasileiros”, que segundo ele, eram semelhantes aos índios, viviam em comunidades auto- suficientes, produziam para o mercado externo e falavam tupi e nhengatu. O autor ainda salienta que a vida desses neobrasileiros foi bipartida em grupos rurais e urbanos. Os primeiros viviam em fazendas e viviam das plantações. Já o componente urbano servia para administrar a colônia.

Esses novos brasileiros sofreram uma forte rejeição, pois já não eram mais índios nem portugueses, e nessa busca de identidade, só nasceu o sentimento de nativismo com a indiferenciação da cor entre eles. (DARCY RIBEIRO)

A influência indígena se faz mais forte em certas regiões do país em que esses grupos conseguiram se manter mais distantes da ação colonizadora e em zonas povoadas recentemente, principalmente em porções da Região Norte do Brasil.

A cultura africana chegou através dos povos escravizados trazidos para o Brasil em um longo período que dura de 1.550 à 1.850. As práticas desses escravos africanos eram diferenciadas, pois eles eram oriundos de pontos diferentes do continente africano. De acordo com VAINFAS (2001, p.66), durante o período colonial, quase nada se sabia sobre a origem étnica dos africanos traficados para o Brasil. Porém, ao longo do período passou- se a designá- los

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