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Analogia: O "bem" E O "mal" Na Obra De Gil Vicente.

Por:   •  25/3/2015  •  2.498 Palavras (10 Páginas)  •  691 Visualizações

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Analogia: O “bem” e o “mal” na obra de Gil Vicente.

A literatura é comparada e considerada à arte, pois através dela, leitores obtêm o contato com experiências, imaginações, sonhos, desejos do autor da obra. O leitor é capaz de sentir e imaginar sem que precise vivê-las assim como o autor.

A maioria das obras literárias serve como um instrumento de comunicação, conhecimento, informação e também de compreensão sobre nossa própria identidade. Observando as mudanças e o comportamento do homem no decorre dors anos até os dias contemporâneos.

Literatura é a arte de compor obras em que a linguagem é usada esteticamente e em que é usada uma língua como meio de expressão. Analisando minunciosamente, esse significado deixa em aberto algumas dúvidas, pois nem todos os textos conhecidos são considerados como obras literárias. Não há critério para definir quais as diferenças entre um texto “literário” e outro sem essa característica.

Segundo José de Nicola, o que torna um texto “literário” é a função poética da linguagem, ou seja, a forma da escrita e de passar a mensagem é mais importante do que o conteúdo. Podendo ser apresentado de diversas maneiras, como música, poesia, teatro, entre outras.

Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.

Fernando Pessoa. P.505

O texto literário apresenta a ficção, não faz necessariamente parte a realidade. A função estética em que o autor tenta a partir de sua visão apresentar a realidade e de certa forma fazer com que o leitor traga essa realidade para si e para o mundo em que vive.

Em vários textos algumas palavras assumem significados diferentes dos conhecidos e a subjetividade de cada autor evidencia experiências, emoções e sentimentos chamada de plurissignificação.

A palavra literatura é derivado do termo latim litterae, que faz referência ao conjunto de conhecimentos e competências para escrever e ler bem. O conceito está relacionado com a arte da gramática, da retórica e da poética.

Com todas essas informações a literatura é de grande influência em todo o mundo, a partir desse conceito conhecemos os textos como obra de arte. Porém esse conceito não surgiu do nada. A literatura é agrupada em várias escolas literárias, cada uma com suas características, épocas distintas, autores diferentes, críticas a realidade. As escolas literárias correspondem aos acontecimentos históricos que envolvem a escrita. E essas escolas fazem parte de épocas diferentes. Em Portugal, as épocas foram divididas em: Época Medieval, Época Clássica, Época Moderna e Época Contemporânea. Foram agrupadas assim, pelo fato das circunstâncias como as condições do meio, as influências filosóficas e políticas.

O movimento classicista por sua vez faz parte da Época Clássica, teve origem na Itália e se disseminou por todo o continente europeu graças à criação da imprensa. Esse período literário fundamenta-se basicamente no controle entre razão e emoção, prevalecendo a razão nas decisões, opiniões e nas obras dos escritores classicistas. Foi marcado por algumas características gerais identificadores desse período: o racionalismo, uso de linguagens sóbrias, simples, claras, busca do equilíbrio formal, entre outras.

Teve como cenário principal o período renascentista, cujo ser humano começa a adquirir e possuir novos valores, novos pensamentos passam a vangloriar-se por descobrir que podem raciocinar e tem essa capacidade.

A filosofia do antropocentrismo, cujo o homem é considerado o centro do universo passa a dominar a época. A vida do homem deixou de estar centrada em Deus (teocentrismo) e passou a ser centrada em si próprio, como se o homem fosse o personagem principal de toda a existência.

No período classicista observa-se também uma critica às visões de mundo pautada pela religião. A igreja católica possuía grande poder no Estado. Comerciantes, artesãos e reis, todos estavam submissos à Igreja. E por isso faziam o que era correto aos olhos do papa, e assim seria correto e melhor aos olhos da sociedade.

Os autores dessa escola literária procuraram em suas

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