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Humanismo Importante para Gil Vicente

Por:   •  9/4/2015  •  Resenha  •  1.374 Palavras (6 Páginas)  •  255 Visualizações

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Humanismo importante para Gil Vicente

A Idade Média passa a viver a dualidade das visões teocêntrica (ainda predominante até o Renascentismo) e antropocêntrica. Esse conflito propiciará grandes e profundas mudanças em Portugal. O teatro de Gil Vicente trará mais do que narrativas simples, mas mostrará essa dualidade vivenciada pelos portugueses dessa época. Evidenciando alguns questionamentos cultura da época. É o surgindo a visão humana no humanismo.

O Humanismo se vê rodeado pela Revolução Popular (1383), Esta atitude de pôr o homem no centro será de grande valor aos movimentos vindouros, mas, no Humanismo, será de grande contribuição às críticas de Gil Vicente, pois ele colocará as ideias contidas no ideário e cultura portugueses pontos conflitantes, de sorte que trará, ao menos, alguns questionamentos sobre os regimes da época.

Gil Vicente Não se sabe com exatidão as datas de nascimento e morte de Gil Vicente; assim, presume-se que o autor e dramaturgo português tenha nascido entre 1465 e 1466 e morrido entre os anos de 1536 e 1540. Pouco se sabe sobre sua vida, mas o que se tem registro é que tenha sido funcionário da Coroa. Escreveu diversas obras, dentre as mais populares “O Auto da Barca do Inferno”

 O que tornou Gil Vicente inovador do teatro

O teatro de Gil Vicente, que provém de tradições dramáticas presentes no fim da Idade Média, afasta-se totalmente dos princípios do teatro clássico, defendidos pelas novas teorias poéticas da época. O teatro clássico procurava ser tal como os antigos o praticavam e ensinavam: ele se caracterizava pela concentração dos efeitos emotivos, concentração obtida por meio da prática rigorosa da disciplina conhecida como das “três unidades”: unidade de ação (a peça deve organizar-se em torno de uma só ação principal), unidade de tempo (a ação deve restringir-se a um dia ou pouco mais) e unidade de lugar (a ação deve passar-se em um ou poucos lugares). Em vista dessa concentração, limitava-se o número de personagens, eliminavam-se os elementos que não contribuíssem para o efeito final e procurava-se unificar ao máximo o tom da peça. O auto de Gil Vicente, ao contrário, caracteriza-se pela amplitude temática, assim como pela tendência, cada vez mais visível ao longo da evolução de suas peças, de aumentar a população do palco, de ampliar a duração da ação (não da representação) e de permitir-se a mais audaciosa justaposição de lugares na sua época.


Características essenciais da obra vicentina

Costuma chamar-se a Gil Vicente o fundador ou pai do teatro português. Embora na Idade Média, como se disse, se efetuassem entre nós representações teatrais, sobretudo de carácter religioso, a sua estrutura, por rudimentar, não permite que as consideremos obras literárias em sentido estrito. Daí o interesse manifestado na Corte e até nas classes populares pelas inovações dos autos vicentinos.

  1. Influência de Encina: 

Escreveu as conhecidas Éclogas de Navidad e mistérios sobre a Paixão e a Ressurreição. Nas suas peças já é notória a transição do teatro medievo para o renascentista. Os temas bíblicos são evocados em ambientes de misticismo, tendo pastores por personagens e utilizando uma expressão retintamente popular (o saiaguês, falado na pequena comarca de Sayago, da província de Zamora).

 

     b) Evolução de temas.

   Depois de explorar com candura e simplicidade o teatro   bíblico-bucólico, tentou Gil Vicente um outro género dramático de maior efeito cénico: a farsa. Sem que os motivos religiosos tenham sido postos de parte, foi a sátira aos costumes da época que absorveu o melhor da atividade do dramaturgo numa segunda fase da sua vida de escritor


Principais obras de Gil Vicente e as suas importâncias

O melhor das suas obras encontra-se em suas peças populares, que vão abrir caminho para sua obra-prima, a trilogia das sátiras que compõem o “Auto das Barcas”: “Auto da Barca do Inferno” (1516), “Auto da Barca do Purgatório” (1518) e “Auto da Barca do Paraíso” (1519). Destacam-se também “O velho da horta”, “Auto da Índia” e “Farsa de Inês Pereira

Em “Auto da Barca do Inferno”, a mais conhecida de suas peças, as cenas ocorrem à margem de um rio, onde estão ancoradas duas barcas: uma é dirigida por um anjo e leva as almas que, de acordo com seu julgamento, irão para o céu; a outra é dirigida pelo diabo, que conduzirá as almas para o inferno.

As peças de Gil Vicente inspiraram várias outras produções, como algumas obras do Pe. Anchieta, voltada para a catequese dos índios no século XVI, “Morte e Vida Severina”, auto de Natal pernambucano, de João Cabral de Melo Neto e a peça mais popular e prestigiada de Ariano Suassuna, “Auto da Compadecida”, adaptada para a TV.

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