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A Vida de Immanuel Kant

Por:   •  9/4/2018  •  Projeto de pesquisa  •  4.022 Palavras (17 Páginas)  •  143 Visualizações

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

Ludmilla Malta Figueiredo

Matrícula:

Leonardo Ferreira Silva

Matrícula:

Roseli Rodrigues de Arruda Couto

Matrícula: 2013.01.680.95-8

Trabalho de Filosofia da Educação

Macaé

2013

 INTRODUÇÃO

        Este trabalho foi solicitado pela Professora Ana Maria Pujol, na disciplina de Filosofia da Educação, com o tema: Biografia e contribuições de Immanuel Kant.

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A vida de Immanuel Kant

Ele nasceu (1724), viveu e morreu (1804) em Konigsberg, Prússia Oriental. Filho de artesãos humildes estudou no colégio Fridericianum (onde mais tarde tornou-se professor catedrático), Kant nunca se casou e nem teve filhos e nunca saiu de sua cidade natal.

Em 1755, doutorou-se em filosofia, trabalhou por alguns anos como preceptor para filhos de famílias abastadas, ele era conhecido por ser um homem metódico e de saúde frágil. Kant dedicou toda sua vida para elaboração de uma das obras mais importantes da história da filosofia que foi a “Critica da Razão Pura” (1781).

Kant tornou-se um filósofo respeitado e muito conhecido, contudo devido a suas idéias sobre religião, foi proibido pelo Rei Frederico Guilherme II, da Prússia em 1792 de lecionar sobre temas religiosos. Cinco anos mais tarde com a morte do Rei, Kant voltou a publicar suas idéias religiosas em 1798.

Kant sofreu duas influências contraditórias: A influência do Pietismo que é um movimento oriundo do Luteranismo que valoriza as experiências individuais do cristão. E a influência do Racionalismo que defende que existem princípios e verdades inatas que regem todo o comportamento humano.

Algumas obras de Kant

  • O ensaio sobre o mal radical (1763): Kant usa o Ensaio para introduzir na filosofia a noção de grandeza negativa e se opõe ao otimismo de Leibnitz, herdeiro do otimismo dos escoláticos, assim como o da Aufklärung.

  • A Crítica da Razão Pura (1781): Neste livro Kant tenta responder a primeira das três questões fundamentais da filosofia: "Que podemos saber? Que devemos fazer? Que nos é lícito esperar?"

Trecho do livro: Da Distinção Entre o Conhecimento Puro e o Empírico

        Não se pode duvidar de que todos os nossos conhecimentos começam com a experiência, porque, com efeito, como haveria de exercitar-se a faculdade de se conhecer, se não fosse pelos objetos que, excitando os nossos sentidos, de uma parte, produzem por si mesmas representações, e de outra parte, impulsionam a nossa inteligência a compará-los entre si, a reuni-los ou separá-los, e deste modo à elaboração da matéria informe das impressões sensíveis para esse conhecimento das coisas que se denomina experiência?

        No tempo, pois, nenhum conhecimento precede a experiência, todos começam por ela.

  • Crítica da razão prática (1788): A segunda das três "Críticas" publicadas por Kant, dá continuidade à sua investigação crítica acerca dos princípios da moral, então iniciada em 1784, com a publicação da "Fundamentação da Metafísica dos Costumes". Nela Kant analisa as condições de possibilidade para uma moral com pretensão universalista e apresenta mais uma vez o imperativo categórico, forma da lei moral para uma vontade imperfeita. O imperativo categórico - agir de tal modo que a máxima da tua ação possa valer como lei universal - é tomado então como um fato da razão, a revelar como essência sua a liberdade da vontade, liberdade que é assim compreendida como autonomia.
  • Crítica do Julgamento ou Juízo (1790): Nesta terceira obra, Kant busca além da razão, ele investiga os limites daquilo que podemos conhecer pela nossa faculdade de julgar, que leva em consideração não apenas a razão, mas também a memória e os sentimentos. Em sua primeira parte – Crítica da Faculdade de Juízo Estético – Kant realiza a analítica do belo através das categorias (qualidade, quantidade, finalismo e modo), do sublime e introduz a noção de gênio. Apesar de Kant discorrer sobre o sublime, ao gênio e consequentemente às Belas Artes não se pode dizer que formulou uma teoria estética já que o juízo estético é reflexionante, portanto subjetivo. Kant não chega numa teoria estética, mas funda as bases da teoria de Hegel, poucos anos depois.

  • A Religião nos Limites Simples da Razão (1793): é o escrito capital de Kant sobre a religião, embora não seja o único. De facto, Deus, a liberdade e a imortalidade, sempre ocuparam um lugar privilegiado entre os problemas fulcrais da sua filosofia. A redução da religião à moral leva Kant a expor de modo simbólico os princípios da religião cristã, a propor a distinção entre fé histórica (fé eclesial, que é desvalorizada) e a fé da razão (fé religiosa), a encarar as verdades reveladas como simples auxiliares da religião enquanto sentimento moral.

  • A Doutrina do Direito (1795): Kant advoga nesta obra o seu republicanismo explosivo, a sua crítica e a sua recusa de um governo paternalista, o seu federalismo das nações como remédio para a violência humana constitutiva, a sua condenação da ação revolucionária; mas também descobrirá com surpresa a sua justificação da propriedade privada, da pena de morte e de outros aspectos da vida em comum. 
  • A Doutrina da Virtude (1795): Kant procura nesta fornecer uma base sólida e pura, que a isente de tudo o que é espúrio. Daí, a indagação dos seus princípios metafísicos, o exame do seu conceito, a exploração da noção de dever e da sua divisão em deveres para consigo mesmo, para com os outros e para com Deus. O filósofo completa aqui o que já expusera na Crítica da Razão Prática e na Fundamentação da Metafísica dos Costumes - as três obras arrojam uma luz recíproca e deixam ver, nos elementos comuns, nos contrastes, nos complementos, a trama subtil do pensamento moral de Kant.
  • Ensaio Filosófico sobre a Paz Perpétua (1795): Neste ensaio, Kant busca ressaltar não só como alcançar a paz perpétua, como também esboçar o projeto de um órgão responsável por promover a união entre as nações, o papel que hoje cabe à Organização das Nações Unidas (ONU).
  • Conflito das Faculdades (1798): Kant já com 74 anos escreveu O Conflito das Faculdades onde trata de três conflitos particulares que a filosofia, Faculdade inferior, mantém com as três Faculdades superiores, a Teologia, o Direito e a Medicina.

Kant e a educação

        Embora Kant tenha vivido século atrás, seus pensamentos são vivenciados até os dias de hoje. De acordo com ele “O homem é a única criatura que precisa ser educada e é isso justamente que o difere dos animais”.

Contribuições

  • Disciplina é essencial

Segundo Kant, a disciplina transforma a animalidade em humanidade. Nos dias atuais, disciplina pode ser caracterizada como “conjunto de regras éticas para atingir um objetivo” (Tiba, 1998, 113), ou “algo a ser adquirido e transformado em autonomia” (Vasconcellos, 1996, 232).

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