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FATORES DE RISCO E FATORES DE PROTEÇÃO AO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

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Por:   •  25/6/2013  •  1.664 Palavras (7 Páginas)  •  1.649 Visualizações

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O (ECA) passou a vigorar no Brasil no ano de 1990, a criação deste estatuto foi um meio importante e trouxe mudanças para situação brasileira, sendo um instrumento garantidor dos direitos das crianças e dos adolescentes.

Porém, para que o ECA seja eficaz é preciso que os profissionais que atuam na área da infância e da adolescência conheçam os fatores de risco para o desenvolvimento infantil, para que se necessário possam intervir com precisão na situação de risco.

Com isso percebe-se que os fatores de risco são condições ou variáveis associadas à alta probabilidade de ocorrência de resultados negativos ou indesejáveis.

Em crianças portadoras de determinados atributos biológicos ou sob efeito de determinadas variáveis ambientais têm maior probabilidade de apresentar distúrbio ou atraso em seu desenvolvimento, quando comparadas com crianças que não sofreram efeitos de tais variáveis.

Para (Garmezy) “os fatores de risco são aqueles fatores que, se presentes, aumentam a probabilidade de a criança desenvolver uma desordem emocional ou comportamental”.

O meio em que a criança vive, gera os fatores de risco, levando à violência, agressões e a outros fatos de tal gravidade, mas para que aja uma boa eficácia em tentar amenizar a situação, e preciso a colaboração da sociedade e do Estado.

As condições de risco podem ser de ordem biológica, psicológica ou social e podem estar associadas à própria criança, ou à sua família, ou a outros ambientes que a criança freqüenta.

Com isso o ambiente escolar aborta de todos os lados da questão da proteção ao desenvolvimento infantil como a questão do relacionamento com os mais variados seguimentos da sociedade. outros risco que estão sendo abordados e que não são novidades é a questão do abuso sexual por parte de professores ou até mesmo de amigos.

O fato é, se uma criança nasce em lar bem estruturado, recebendo afeto, carinho, atenção, proteção, respeito, essa criança terá um bom desenvolvimento tendo assim probabilidade mínima de envolver-se em situações adversas.

Temos também a violência psicológica que e uma forma mais subjetiva de abuso, ela e mais difícil de ser identificada, sendo associada com agressões corporais. Isso inclui toda ação ou omissão que causa ou visa a causar dano à autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da criança.

Ela pode levar a pessoa a sentir-se desvalorizada, sofrer de ansiedade e adoecer com facilidade. Situações que se arrastam por muito tempo e se agravam, podem deixar profundas marcas no desenvolvimento, comprometendo toda a vida mental, e em seu estado extremo podem até provocar o suicídio.

Ela ocorre quando um adulto deprecia uma criança, bloqueia seu esforço de autoestima e as ameaçam de abandono e crueldade. Essa forma de relacionamento, também difícil de ser quantificada, provoca grandes prejuízos à formação da identidade e da subjetividade, gerando pessoas medrosas ou agressivas e que, dificilmente, aportarão à sociedade todo o potencial que poderiam desenvolver.

Também a exposição da criança à violência conjugal pode causar-lhe efeitos altamente nocivos, pois vivenciará a ambivalência das emoções e reações entre amor e ódio, o que poderá desencadear o distúrbio de atenção, baixo rendimento escolar, ansiedade, uso de drogas e álcool, entre outros. A violência conjugal é um fator de risco para que ocorra a violência psicológica, e afeta todas as pessoas que sofrem a agressão.

As relações familiares saudáveis ou não é que vão formar um individuo psicologicamente preparado para enfrentar os desafios de se viver em sociedade.

A violência contra a criança e o adolescente é um fenômeno complexo e multicausal, que atinge milhares de vitimas em nosso país e, devido a sua alta prevalência e consequências graves para o desenvolvimento infantil, vem sendo considerada como um sério problema de saúde pública.

Os maus-tratos envolvem as categorias de abuso sexual, abuso físico, abuso psicológico, abandono e negligência, estas práticas eróticas e sexuais são impostas à criança ou ao adolescente pela força física, ameaças ou indução de sua vontade. Fatores de risco nas famílias incestuosas têm sido descritos na literatura, desta forma, a presença de padrasto, abuso de álcool ou drogas, desemprego, mãe passiva ou ausente, pais desocupados e cuidando dos filhos por longos períodos de tempo, dificuldades econômicas, intergeracionalidade da violência e inconsistência de práticas educativas podem ser considerados fatores de risco familiares às ocorrências de abuso sexual infantil.

Pressupostos teóricos da traumatologia do desenvolvimento consideram que eventos traumáticos na infância ativam os sistemas neurobiológicos do estresse, do sistema nervoso, na busca de uma resposta de adaptação às demandas internas e externas. O trauma pode desencadear ativação crônica do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, bem como das áreas cerebrais ligadas à regulação da percepção e das respostas emocionais, cognitivas e comportamentais do medo.

Neste sentido, crianças vítimas de abuso sexual podem apresentar uma variedade de transtornos psicopatológicos, tais como transtorno de estresse pós-traumático, depressão, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtornos alimentares, transtornos psicossomáticos, comportamento delinquente e abuso de substâncias. Particularmente, em crianças vitimas de maus-tratos e que desenvolveram transtorno de estresse pós-traumático, há redução do volume cerebral, do hipocampo, do corpo caloso, giro cingulado anterior giro temporal superior e córtex pré-frontal, bem como aumento dos ventrículos laterais.

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