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Tempos Modernos

Por:   •  11/11/2014  •  442 Palavras (2 Páginas)  •  133 Visualizações

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O filme "Tempos Modernos" mostra a vida urbana nos Estados Unidos nos anos 30, logo após a crise de 1929, quando a recessão, o desemprego e até a fome atingiu grande parte da sociedade norte-americana. O personagem Carlitos que foi interpretado pelo Ator Charles Chaplin consegue um emprego em uma fábrica e com pouco tempo vira um líder grevista.

O foco principal do filme é a crítica à industrialização focada na linha de montagem onde o operário é vítima do poder capitalista. As jornadas de trabalhos são exploradoras de até 14 horas sem condições sanitárias e de trabalho, as cenas do filme são devastadores operários sujos e mal cuidados englobando crianças e mulheres submetidas a jornadas massacrante de trabalho sabendo que o salário era medíocre e com uma remuneração ainda menor para as mulheres e crianças.

Devido as suas idéias subversivas Carlitos passa a ser perseguido pelos patrões.

Verificamos também grandes desigualdades entres as classes mais pobres e as mais ricas, onde é totalmente visível as diferenças de perspectivas de vida de cada grupo.

Segundo mostra uma das cenas, os gestos dos operários são extremamente simples e repetitivos. A esteira que passa em frente aos operários define a ação necessária de cada um e sua velocidade regula o ritmo dos movimentos.

Em torno dos operários, supervisores controlam o ritmo e a adequação das tarefas. Eliminam as circunstâncias externas que possam atrapalhar o trabalho. Cuidam das “relações humanas” no trabalho (cena do supervisor, interferindo na briga de Carlitos com seu companheiro de bancada). Substituem, eventualmente, um operador... O dedo indicador, apontando em direção ao operador ou à tarefa, sinalizando uma ordem ou uma ameaça, é o gesto reiterado do supervisor.

Na cena que se segue, Carlitos sintetiza a figura do operador. Aperta, incessantemente, parafusos que passam em velocidade na esteira. Em certo momento é substituído pelo supervisor. Não consegue controlar as mãos e os braços que continuam fora do contexto e como seres de máquina, os movimentos anteriores. Anda pela fábrica e “bate o ponto” diante de uma porta. Entra no banheiro. A música de fundo sugere liberdade e descontração. Acende um cigarro. A expressão revela alívio, alegria e prazer, que sucedem a saída de uma situação muito desagradável. A figura do presidente aparece em uma tela na parede. Ordena a volta ao trabalho. Carlitos sai, “bate o ponto” e volta à bancada. O retorno ao trabalho é reticente. Lixa as unhas, assume o papel de supervisor e, finalmente, não tendo alternativa, volta a apertar parafusos.

Assim, percebe-se que para a psicologia não é possível pensar o trabalho deslocado da ação humana, justamente porque seu objeto de estudo está relacionado com fenômenos ou processos psicológicos presentes na atividade de trabalho.

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