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Uma Menina Estranha

Por:   •  10/3/2015  •  1.040 Palavras (5 Páginas)  •  110 Visualizações

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Uma menina estranha

Capitulo 1 – Memórias de infância

No inicio a autora relata suas lembranças da infância, conta que quase matou a mãe e a irmã mais nova de susto, por causa de um chapéu azul de veludo. Quando sua mãe o colocou em sua cabeça para chegar bonita na terapeuta, a sensação era que seus dois ouvidos estavam sendo esmagados. “Arranquei o chapéu da cabeça e berrei, pois era a única forma de dizer a minha mãe que não queria usar aquele chapéu”. A mãe parou e ordenou que colocasse o chapéu de volta, mas ela permaneceu com o chapéu na mão esfregando os dedos tentando amaciar o tecido, precisava se livrar daquilo, e decidiu atirar pela janela, mas com três anos não conseguia abrir a janela, então inclinou o corpo para frente e atirou pela janela da mãe, que tentou agarrar o chapéu e jogou o carro para outra pista, batendo em uma carreta vermelha carregada de gelo, foi quando se viu coberta por fragmentos de vidro. A lateral do carro ficou totalmente para dentro disse Temple, também conta que foi um milagre não ter matado todas no acidente, e ser um milagre pronunciar a palavra gelo de maneira clara e sucinta, pela dificuldade em falar do autista, esse também era um de seus maiores problemas, principalmente se estava tensa, aí não saia nada. Ela fala que vê suas memórias como se fosse um filme projetado na tela da mente.

Temple Conta que com seis meses sua mãe percebeu que não aninhava mais, e ficava rígida quando a segurava nos braços. A mãe conta que não entendia seu comportamento e ficava magoada com suas reações hostis. Ter uma filha autista era assustador para ela, pois não sabia como agir com um bebe que a rejeitava.

“Este meu encolhimento ao toque tão típico das crianças autistas foi seguido nos anos seguintes, por outros comportamentos típicos de autista: fixação em objetos que giravam preferências por ficar sozinha, comportamento destrutivo, acessos de raiva, incapacidade de falar, sensibilidade a ruídos repentinos, aparente surdez e intenso interesse por odores.”

Era uma criança destrutiva, desenhava em todas as paredes, sempre que conseguia pegar um lápis de cera. Quando era contrariada jogava o que estivesse à mão, tanto um vaso de porcelana fina e até fezes. Gritava sempre, reagia com violência a barulhos, e outras vezes passava a impressão de ser surda.

Quando Temple tinha três anos, sua mãe a levou em um neurologista para ser examinada, pois seu comportamento era muito diferente das meninas da vizinhança. Foi à primeira filha nem uma família de quatro crianças, e nenhum dos irmãos ou irmãs menores se comportavam como ela.

O eletroencefalograma e o exame de audição deram resultados normais, e foi diagnosticada com autismo clássico (síndrome de Kanner). Depois da avaliação o médico declarou que Temple não tinha nem um problema físico, e sugeriu uma terapia da fala para suas dificuldades de comunicação. “Eu entendia o que me diziam, mas era incapaz de responder”.

A Sra. Reynolds era a terapeuta da fala, Temple tem boas lembranças dela,com exceção da varinha que usava, fazia ela se encolher de pavor quando a apontava para seu lado. Era um medo inexplicável, mas fora isso Temple teve progressos com a Sra. Reynolds.

A mãe de Temple contava que no inicio ela tinha um vocabulário limitado, monossilábico, e isso já a marcava como uma pessoa diferente. Lembra que quando criança a mãe perguntava se ela estava ouvindo, pedia para olhar para ela, Temple tentava, mas não conseguia. O olho esquivo característico de crianças autistas era mais um de seus sintomas. Também gostava de girar como um pião, sentada no chão era como se toda a sala girasse com ela, isso a fazia se sentir poderosa, com controle sobre as coisas. Gostava de girar o corpo, fazer girar objetos e ficava tão distraída observando que não ouvia mais nada, como se fosse surda.

No mundo das pessoas, tinha uma sensibilidade grande a ruídos. Nas férias faziam

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