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A antropologia no quilombo Rio dos Macacos

Por:   •  22/11/2016  •  Dissertação  •  1.173 Palavras (5 Páginas)  •  411 Visualizações

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CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO-UNIJORGE

Curso de graduação em serviço social

ANTROPOLOGIA

Giane de Jesus Nascimento

Jisele Nascimento de Pinho Lopes

Jucicleide Nascimento dos Santos

TRABALHO DA DISCIPLINA

ESTUDO DE CASO: A ANTROPOLOGIA NO QUILOMBO RIO DOS MACACOS

SALVADOR

2016

Giane de Jesus Nascimento

Jisele Nascimento de Pinho Lopes

Jucicleide Nascimento dos Santos

ESTUDO DE CASO: A ANTROPOLOGIA NO QUILOMBO RIO DOS MACACOS

                                                                                  Trabalho da disciplina de Antropologia do curso de serviço social, apresentado á universidade Jorge Amado sob a orientação da professora Nubia Pinto.

SALVADOR

2016

ESTUDO DE CASO

A ANTROPOLOGIA NO QUILOMBO RIO DOS MACACOS

“A pluralidade é a condição da ação humana pelo fato de sermos todos os mesmos, isto é, humanos, sem que ninguém seja exatamente igual a qualquer pessoa que tenha existido, exista ou venha a existir.”

(Hannah Arendt)

Desenvolvido sob a orientação da professora Núbia Pinto para a disciplina de antropologia, o presente trabalho configura-se em um estudo de caso que tem por titulo “A antropologia no quilombo Rio dos Macacos”

Baseado em uma simulação de um estudo antropológico sobre a situação deste quilombo, iremos utilizar subsídios teóricos para descrever os métodos, técnicas e teorias da disciplina de antropologia que melhor poderiam ser aplicados para este fim.

Localizado dentro da Vila Naval de Aratu, em Simões Filho, região metropolitana de Salvador na Bahia, o Quilombo Rio dos Macacos nem sempre teve este nome, inicialmente era chamado de Fazenda dos Macacos uma propriedade produtora de cana de açúcar que pertencia a Família Martins, que após a decadência da produção açucareira abandonou o terreno, este permaneceu habitado por ex-escravos e remanescentes de quilombos por aproximadamente 150 anos.

A ocupação se deu durante este período sem grandes problemas até que no ano de 1960 a maioria das terras foi tomada para a construção de uma barragem. Algum tempo depois se iniciou as obras para a construção da vila Naval, agravando ainda mais a situação, resultando na expulsão das 57 famílias que até então residiam ali.

Desde então os quilombolas que resistiram em deixar o local, tem o acesso restrito alem de enfrentar diversas ameaças, desrespeito e intimidações. Ano após ano permanecem revindicando o reconhecimento das terras que tem uma extensão total de 301,3695 hectares.

No ano de 2009 os moradores solicitaram a intervenção do Ministério Publico Federal com o objetivo de provar que realmente são remanescentes do quilombo e, portanto tem direito a posse.

 O instituto Nacional de Colonização e reforma Agrária (INCRA) realizou uma avaliação técnica para apurar detalhes sobre a ocupação chegando a conclusão que a área é verdadeiramente quilombola, ainda assim no ano de 2010 uma decisão liminar da justiça foi proferida sendo favorável ao pedido de ação reivindicatória da Marinha,culminando numa ordem de despejo ás famílias.

O governo propôs a transferência das famílias para outro terreno da união, mas os quilombolas que ali vivem a gerações não aceitaram abandonar local.

”Não se trata apenas de terra, è a nossa identidade, nossa história, nossa maior riqueza, nossa herança.” nos contou Ana Lucia Almeida, 37 anos de idade e residente no local desde o nascimento. Segundo a mesma os moradores vivem sobre extrema pressão e medo, pois frequentemente homens da marinha, fortemente armados rondam o povoado.

O desrespeito e violação aos direitos humanos são praticados frequentemente pelos oficiais contra os quilombolas sem que nenhuma medida seja tomada pelos órgãos públicos, um exemplo disso aconteceu em 2014 quando após serem  agredidos violentamente na entrada da Vila Naval os irmãos Edinei e Rosemeire dos Santos foram detidos e só após muitos maus tratos foram liberados,tudo isso foi registrado pelas câmeras de segurança e ainda assim os responsáveis não foram punidos.

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