Michel Foucault: Vigiar e Punir: nascimento da prisão
Por: SIMONE..V.P • 17/5/2026 • Trabalho acadêmico • 9.806 Palavras (40 Páginas) • 1 Visualizações
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL
Simone Vieira da Paz
GRUPO DE ESTUDOS EM SERVIÇO SOCIAL: OPERACIONALIZAÇÃO DO
PROJETO DE PESQUISA
Belo Horizonte - MG Março/ 2026
Simone Vieira da Paz
GRUPO DE ESTUDOS EM SERVIÇO SOCIAL: OPERACIONALIZAÇÃO DO
PROJETO DE PESQUISA
Etapa 1 – Leitura dos Clássicos, TCLE e roteiro de entrevistas
Trabalho apresentado à Etapa 1 do grupo de estudos em desenvolvimento no Eixo 7 do curso de Serviço Social EAD da PUC Minas.
Orientadora: Profa. Monica Hallak Martins Costa
Belo Horizonte - MG
Março/ 2026
FICHAMENTO – PADRÃO ACADÊMICO
LIVRO – Michel Foucault: Vigiar e Punir: nascimento da prisão
Resumo
A obra analisa historicamente a transformação das práticas punitivas, do suplício corporal ao encarceramento moderno, destacando disciplina, panoptismo e prisão como aparelhos de controle social.
Abstract
The book examines the historical transformation of punitive practices, from corporal punishment to modern imprisonment, highlighting discipline, panopticism, and prison as mechanisms of social control.
Palavras-chave
Suplício; Punição; Disciplina; Panoptismo; Prisão.
Key words
Torture; Punishment; Discipline; Panopticism; Prison.
Introdução
Foucault descreve a transição do suplício público para penas mais discretas, deslocando o foco do corpo para a alma e para o tempo.
Produção científica
Estrutura da obra:
Primeira Parte: Suplício – capítulos: O corpo dos condenados e A ostentação dos suplícios. Segunda Parte: Punição – capítulos: A punição generalizada e A mitigação das penas.
Terceira Parte: Disciplina – capítulos: Os corpos dóceis, Os recursos para um bom adestramento e O panoptismo.
Quarta Parte: Prisão – capítulos: Instituições completas e austeras, Ilegalidade e delinquência e O carcerário.
Primeira Parte – Suplício:
Exemplo do esquartejamento de Damiens.
Supressão gradual do espetáculo punitivo no fim do século XVIII.
O corpo deixa de ser alvo principal, mas continua objeto de docilidade e utilidade.
Suplício como função jurídico-política: reafirmação da soberania lesada.
O povo como personagem central das cerimônias de suplício.
Literatura e relatos de cadafalso que glorificavam o crime.
Segunda Parte – Punição:
Protestos contra suplícios → necessidade de punir de outro modo.
Reformadores como Beccaria, Servan, Dupaty, Duport, Pastoret, Target, Bergasse.
Afrouxamento da penalidade ligado à diminuição dos crimes de sangue e aumento dos delitos contra a propriedade.
Nova economia do poder de castigar: distribuição homogênea, universalização, redução de custos políticos e econômicos.
Seis regras do poder de punir: quantidade mínima, idealidade suficiente, efeitos laterais, certeza perfeita, verdade comum, especificação ideal.
Mitigação das penas: criação de sinais-obstáculos para desestimular o crime.
Crítica à prisão: incompatível com técnica da pena-efeito e da pena-representação.
Formação de modelos de encarceramento punitivo: Rasphuis de Amsterdam, Cadeia de Gand, Walnut Street.
Comparação entre modelos → convergência na preocupação com retorno temporal da punição.
Prisão como espaço de correção, isolamento e trabalho.
Terceira Parte – Disciplina:
Analogia com o soldado: corpo fabricado como máquina útil.
Novidades das técnicas disciplinares: controle minucioso, coerção constante.
Disciplina fabrica “corpos dóceis”.
Subcapítulos:
Arte das distribuições: organização dos indivíduos no espaço.
Controle da atividade: horários, decomposição dos atos, correlação corpo-gesto, corpo-objeto, utilização exaustiva.
Organização das gêneses: capitalização do tempo dos indivíduos.
Composição das forças: corpos como peças de máquina multissegmentar.
Disciplina como sonho militar da sociedade.
Capítulo II – Recursos para o bom adestramento: vigilância hierárquica, sanção normalizadora e exame.
Exame: visibilidade obrigatória, documentação, indivíduo como “caso”.
Capítulo III – Panoptismo:
Modelo da cidade invadida pela peste.
Panóptico de Bentham: visibilidade como armadilha, poder automatizado.
Aplicações polivalentes: prisões, hospitais, escolas, fábricas.
Disciplina-bloco e disciplina-mecanismo → sociedade disciplinar.
Formação da sociedade disciplinar: inversão funcional, ramificação, estatização.
Disciplinas asseguram ordenação das multiplicidades humanas, ligadas ao crescimento demográfico e econômico.
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