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A ERA DE OURO DA ASTRONOMIA

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Por:   •  23/3/2014  •  463 Palavras (2 Páginas)  •  489 Visualizações

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Enfim, chegamos à Grécia, palco do ápice da astronomia na Antiguidade. Entre os séculos VII AEC e III da Era Comum, uma grande safra de astrônomos gregos elevou o nível do conhecimento humano acerca desta ciência de forma somente superada no Renascimento. Foi, sem dúvida alguma, um momento singular da História, no qual muitas ideias hoje sedimentadas tiveram origem e puderam ser desenvolvidas.

No início, os gregos faziam o mesmo uso da astronomia que seus antecessores e contemporâneos: basicamente, medir o tempo a fim de conhecer bem a relação entre a posição de alguns objetos celestes e constelações com determinados fenômenos sazonais. Os primeiros registros escritos desse povo evidenciam esta característica, como os grandes épicos dos poetas Homero (A Ilíada e A Odisséia, produzidos por volta do século VIII AEC) e Hesíodo (Os Trabalhos e os Dias, escrito provavelmente no século VII AEC). Nestas obras, podem-se encontrar facilmente várias destas relações identificando os principais astros e agrupamentos, e os períodos do ano que eles marcavam, por exemplo, a época do plantio ou o melhor momento para navegar. As referências astronômicas mais comuns nesses livros eram as constelações do Órion e da Ursa Maior, os aglomerados estelares Plêiades e Híades (ambos na constelação do Touro), e as estrelas Sirius e Arturus (da constelação do Boieiro).

Boa parte das constelações adotadas pelos gregos foi herdada dos mesopotâmicos, bem como alguns de seus mitos. Obviamente, neste processo de intercâmbio cultural, algumas adaptações foram feitas para adequar certos grupos com a mitologia grega, esta talvez, juntamente com a romana, a mais famosa dentre todas. Os planetas foram batizados com nomes de deuses do panteão grego, sendo posteriormente substituídos por seus correspondentes na mitologia romana, permanecendo assim até hoje. Além disso, muitas histórias de sua cultura foram reproduzidas em outros agrupamentos, como é o caso da lenda de Andrômeda e Perseu, que envolve diversas constelações boreais.

Para enfatizar ainda mais a importância que a astronomia teve durante a hegemonia grega, vale destacar a criação de uma “musa” para esta ciência, visto que as principais atividades desenvolvidas na época tinham musas que as representavam. Totalizando nove, eram elas: Calíope, a de bela voz (musa da poesia épica); Clio, a proclamadora (musa da história); Érato, a amável (musa da poesia romântica); Melpômene, a poetisa (musa da tragédia); Euterpe, a doadora de prazeres (musa da música); Terpsícore, a rodopiante (musa da dança); Polímnia, a de muitos hinos (musa da poesia sacra); Tália, a que faz brotar flores (musa da comédia); e Urânia, a celestial (musa da astronomia).

Mas os gregos estavam longe de estabelecer apenas uma relação mítica e religiosa com os astros. Foi a partir deles que análises sistemáticas e quantitativas começaram a ser realizadas e aplicadas em astronomia. O avanço matemático empreendido por eles foi essencial para o desenvolvimento astronômico como veremos adiante.

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