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Dragas E Doenças Relacionadas Ao Citoesqueleto

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Por:   •  25/11/2013  •  817 Palavras (4 Páginas)  •  9.892 Visualizações

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DROGAS QUE AFETAM O CITOESQUELETO

• Drogas que interferem com os microtúbulos:

Colchinina

Alcalóide que paralisa a mitose na metáfase vem sendo utilizada em estudos sobre os cromossomos e a divisão celular. A colchinina se combina especificamente com os dímeros de tubulina e causa o desaparecimento dos microtúbulos menos estáveis, como os do fuso mitótico. Os microtúbulos dos cílios e flagelos são resistentes à colchinina, talvez devido às proteínas a eles associadas. A colchinina se combina com os dímeros de tubulina e, quando o complexo colchinina-tubulina é integrado no microtúbulo, impede a adição de novas moléculas de tubulina na extremidade (+) do microtúbulo. Como a despolimerização não cessa na extremidade (-), o microtúbulo se desintegra.

Taxol

Outro alcaloide que interfere com os microtúbulos é o taxol, seu efeito molecular, porém, é contrário ao da colchinina. O taxol acelera a formação de microtúbulos e os estabiliza, interrompendo a despolimerização. Toda a tubulina do citoplasma se polimeriza em microtúbulos muito estáveis. Desse modo, não há tubulina livre no citoplasma para formar os microtúbulos do fuso e a mitose não se processa.

O taxol é empregado no tratamento de tumores malignos, por sua capacidade de impedir a formação do fuso mitótico, atuando como poderoso antimitótico. A colchinina é usada em medicina para o tratamento da gota, desde a antiguidade até os dias atuais, embora o mecanismo de ação, nesse caso, não esteja ainda bem esclarecido.

Vincristina e vimblastina, que agem de modo semelhante à colchinina, são drogas também usadas no tratamento de tumores malignos, pois impedem a formação dos microtúbulos do fuso mitótico, interrompendo a divisão celular.

• Drogas que interferem sobre a estrutura dos filamentos de actina:

Citocalasinas e faloidinas (ambas extraídas de fungos), interferem com os movimentos celulares e, têm sido usadas em experimentos sobre esses movimentos. As citocalasinas se combinam com as moléculas de actina e impedem a polimerização dessas moléculas para formar filamentos. As faloidinas se combinam lateralmente com os filamentos de actina, estabilizando-os. Tanto as citocalasinas como as faloidinas impedem os movimentos dependentes de actina.

Fonte: JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 5 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991.

DOENÇAS RELACIONADAS AO CITOESQUELETO

Epidermólise Bolhosa

A Epidermólise Bolhosa (EB) é uma doença grave e rara, não contagiosa, que se caracteriza por uma sensibilidade muito acentuada na pele e mucosas com formação de bolhas nas células epidérmicas, especialmente nas áreas de maior atrito, como resposta a qualquer acidente doméstico ou casual, ou mesmo mudanças climáticas.

O estudo das alterações moleculares das epidermólises bolhosas tem contribuído para que se compreenda melhor essas enfermidades. Na epidermólise bolhosa simples a maioria dos casos está associada com alteração nas citoqueratinas basais 5 (gen KRT5) e 14 (gen KRT14), o que modifica o citoesqueleto na camada basal da epiderme, levando à degeneração dessa camada, formando bolha intra-epidérmica.

http://www.appeb.org.br/epidermolise.php

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0365-05962002000500002&script=sci_arttext

Câncer

As mais notáveis alterações morfológicas que ocorrem no citoplasma de uma célula cancerosa envolvem o citoesqueleto. Enquanto uma célula normal contém organizada rede de microtúbulos, microfilamentos e filamentos intermediários, o citoesqueleto da célula cancerosa é desorganizado.

http://www.lb.ufs.br/openbook/index.php/citoesqueleto?showall=&start=3

Esferocitose Hereditária

Caracteriza-se por uma anemia de gravidade variável, com icterícia intermitente, presença de esferócitos no esfregaço de sangue periférico, fragilidade osmótica aumentada, esplenomegalia e com uma resposta favorável à esplenectomia-SPL.

Essa doença é causada por um

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