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A Qualidade De Vida Relacionada à Aptidão física E Saúde

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Por:   •  19/6/2013  •  2.628 Palavras (11 Páginas)  •  637 Visualizações

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A qualidade de vida relacionada à aptidão física e saúde

La calidad de vida relacionada a la aptitud física y la salud

Universidade Federal do Paraná

(Brasil) Raul Roscamp

Maria Gisele dos Santos

mariagisele@yahoo.com

Resumo

O objetivo deste estudo e analisar a qualidade de vida relacionada à aptidão física e saúde. A qualidade de vida é de fundamental importância para se entender as relações do ser humano com a percepção de como está sua saúde. A expressão “qualidade de vida” surgiu em meados dos anos 1960 tendo motivação política pelo discurso do presidente americano na época, Lyndon Johnson, no qual defendeu que o progresso social é avaliado pela qualidade de vida e não pelo balanço dos bancos (CASAGRANDE, 2006).

Unitermos: Qualidade de vida. Aptidão física. Saúde.

EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Año 16, Nº 161, Octubre de 2011. http://www.efdeportes.com/

1. Introdução A expressão “qualidade de vida” ainda não está bem definida. Não há consenso entre os autores sobre o que é qualidade de vida, o que se tem hoje é uma discussão ampla acerca da sua definição e que segundo vários pesquisadores da área, é um conceito subjetivo e multidimensional (PINTO NETO E CONDE, 2008) compreendendo uma realização harmoniosa e equilibrada em todos os níveis como: saúde, família, trabalho, lazer (RAMOS, 1995; MINAYO ET. AL., 2000; TAKAHASHI, 2004) e não somente correlacionada à existência ou não de morbidades (TOSCANO, 2009). O estudo desta área é de fundamental importância para se entender as relações do ser humano com o meio que o cerca os quais fundamentam as diferenças entre cada um, por exemplo, cultura, expectativas, objetivos e padrões (WHOQOL GROUP,1995). Pesquisadores tanto da área de Educação Física, Medicina Esportiva e do Exercício já provaram em diversos estudos que tanto a inatividade física como a baixa aptidão física são prejudiciais à saúde portanto diminuem a qualidade de vida (ARAÚJO E ARAÚJO, 2000). Segundo os autores, a população já começa a perceber que o exercício físico melhora a qualidade de vida, mas muitos ainda não têm acesso por questões financeiras, oportunidade ou até mesmo pela cultura familiar. De todas as faixas etárias, a idosa é a que mais se beneficia com a atividade física regular, pois através dela os riscos de muitas doenças comuns nesta fase são diminuídos (NIEMAN, 1999; ACMS, 1999). O objetivo deste estudo foi reunir, através de revisão de literatura, as principais definições existentes acerca de qualidade de vida e a correlação desta com a atividade física e a população idosa.

2. Qualidade de vida A qualidade de vida é de fundamental importância para se entender as relações do ser humano com a percepção de como está sua saúde. A expressão “qualidade de vida” surgiu em meados dos anos 1960 tendo motivação política pelo discurso do presidente americano na época, Lyndon Johnson, no qual defendeu que o progresso social é avaliado pela qualidade de vida e não pelo balanço dos bancos (CASAGRANDE, 2006). De acordo com Ferreira (2008), as discussões sobre qualidade de vida surgiram logo após o final da Segunda Guerra Mundial, quando se interpretava e se discutia principalmente o efeito de posse material na população, após isto numa análise mais aprofundada correlacionou-se educação, saúde, bem-estar entre outros aspectos refletidos também no modo de vida da população. Não há uma definição estabelecida sobre qualidade de vida por ser uma área subjetiva, mas há entre os estudiosos que está deve ser analisada multidimensionalmente, sendo muito influenciada pela educação e questões socioculturais (PINTO-NETO E CONDE, 2008). Ramos (1995) entende qualidade de vida como um conjunto harmonioso e equilibrado de realização em todos os níveis, como: saúde, trabalho, lazer, sexo, família e desenvolvimento espiritual. Qualidade de vida é a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações (WHOQOL GROUP, 1995). Berger e Mcinman apud Borguetti et al. (2000) relacionam qualidade de vida à satisfação harmoniosa dos objetivos e desejos de alguém, além de implicar numa idéia de felicidade, ou seja, a ausência de aspectos negativos, morbidades. Minayo et al. (2000) definem que esta área de noção eminentemente humana, está cada vez mais correlacionada ao grau de satisfação encontrada na vida familiar, amorosa, social e ambiental e à própria estética existencial. É a capacidade de efetuar uma síntese cultural de todos os elementos que determinada sociedade define como padrão de bem-estar. Qualidade de vida representa as sensações subjetivas de sentir-se bem dentro um sistema de valores, com diferenciações de objetivos entre cada indivíduo (VELARDE-JURADO; AVILA-FIQUEROA, 2002). Takahashi (2004), afirma que para haver qualidade de vida deve-se buscar equilíbrio do homem como ser humano com a sociedade e meio em que está inserido. Para Campos (2007) a qualidade de vida é assunto comum hoje por ser produto da interação entre as expectativas e realizações de uma pessoa, podendo ser mais bem compreendida individualmente numa análise subjetiva. Toscano (2009) define que qualidade de vida deve ser compreendida como uma área influenciada por todas as dimensões da vida e assim não deve estar limitada à existência ou não de morbidades. Seidl e Zannon (2004) defendem que a qualidade de vida foi definida de forma multidimensional e que, empiricamente, as áreas de estudos dentro dela foram as emergentes: 1) física – relacionada à percepção de saúde pelo indivíduo; 2) psicológica – a percepção sobre afetividade e cognição; 3) relacionamento social – sobre o indivíduo e suas relações sociais e papéis adotados nelas; 4) ambiente – os aspectos diversos encontrados no ambiente em que se vive. Além destas, a dimensão global também é citada, na qual se tem uma visão geral do indivíduo. Spilker (1996) refere-se à qualidade de vida em três níveis: 1) avaliação total do bem-estar, 2) domínio global (físico, psicológico, econômico, espiritual e social) e 3) componentes de cada domínio. Sendo o primeiro nível relacionado à

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