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Relatório de Bioquímica

Por:   •  25/5/2017  •  Relatório de pesquisa  •  1.252 Palavras (6 Páginas)  •  113 Visualizações

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FARMÁCIA

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE DA ENZIMA AMILASE SALIVAR

Disciplina: Bioquímica

VILA VELHA E.S

2015

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AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE DA ENZIMA AMILASE SALIVAR

VILA VELHA

2015

INTRODUÇÃO

A ptialina (ou amilase salivar) é uma enzima da saliva, que em pH neutro, ou ligeiramente alcalino, digere parcialmente o amido e converte-o em glicose. É na boca, com a ptialina da saliva, que começa a digestão química dos polissacarídeos ingeridos. A água umedece o alimento, o muco lubrifica o e a amilase catalisa a hidrólise do amido que o transforma em moléculas de açúcares mais simples (oligossacarídeos e monossacarídeos). A ptialina é produzida pelas glândulas salivares, em especial pela glândula parótida. (LEHNINGER et.al., 2014)

A atividade enzimática pode ser avaliada medindo-se a velocidade de consumo do substrato ou a velocidade de aparecimento do produto. Esta atividade depende de vários fatores, tais como o tempo de reação, a concentração da enzima, a concentração do substrato, a temperatura, o pH do meio e a presença de cofatores e/ou inibidores. Esta enzima e hidrolisa as ligações glicosídicas do amido, glicogênio, poli e oligossacarídeos. Como resultado da ação não ordenada da amilase salivar, obtém-se rapidamente uma mistura complexa de produtos de hidrólise que incluem: amido solúvel, maltodextrinas, maltoses, e, eventualmente, glicose. Na boca, a amilase salivar tem participação na digestão de carboidratos. A amilase pancreática é a maior responsável pela digestão glicídica no duodeno. Esta enzima é também normalmente encontrada no soro e a elevação de sua atividade enzimática sérica pode auxiliar no diagnóstico de diversas patologias pancreáticas (obstrução, tumores, pancreatite aguda, etc). (LEHNINGER et.al., 2014)

As amilases são enzimas que catalisam a hidrólise da amilopectina, da amilose e do glicogênio. A amilase presente no sangue e na urina de indivíduos normais é de origem pancreática e das glândulas salivares. A avaliação dos níveis séricos da amilase tem grande utilidade clínica no diagnóstico das doenças do pâncreas e na investigação da função pancreática. (VIEIRA et.al., 1999)

 A magnitude da elevação da amilase não se correlaciona com a gravidade da lesão pancreática. Cerca de 20% dos casos de pancreatite aguda podem cursar com valores normais de amilase. Por isso, a dosagem concomitante dos níveis de lipase é importante, permitindo o diagnóstico desses casos. (LEHNINGER et.al., 2014)

Nos casos que evoluem com formação de pseudocistos, os níveis de amilase continuam elevados por mais tempo. Os abscessos pancreáticos também podem elevar os níveis séricos da amilase. As pancreatites crônicas cursam com níveis normais ou pouco elevados de amilase. O carcinoma pancreático cursa com níveis normais; a elevação é vista em menos de 5% dos pacientes. Na maior parte dos casos, os níveis de amilase só se elevam quando o tumor provoca a obstrução do ducto pancreático principal.(VIEIRA et.al., 1999)

As causas não pancreáticas de aumento da amilase incluem lesões inflamatórias das glândulas salivares, como parotidite, apendicite aguda, úlcera péptica perfurada, trauma pancreático, obstrução intestinal, aneurisma dissecante da aorta, pós-operatório decirurgias torácicas e abdominais, queimaduras, doenças do trato biliar, traumas e uso de um grande número de drogas como morfina e derivados. (LEHNINGER et.al., 2014)

OBJETIVOS

Avaliar a ação da amilase salivar sobre o seu substrato (amido);

Verificar o efeito do pH sobre a atividade da amilase salivar.

REAGENTES E SOLUÇÕES

Materiais:

  • Béquer de 50 mL – 2 unidades;
  • Tubos de ensaios com volume 20 mL – uma unidade;
  • Estante com tubos 20 de ensaio (13x100 mm);
  • Estante com tubos 10 de ensaio (13x100 mm);
  • Banho-maria com controle de temperatura em 37±1,0ºC;
  • Espectrofotômetro l = 620nm;

Soluções:

  • Solução aquosa de amido solúvel a 1%;
  • Solução tampão de fosfato de pH3,0; 4,0; 5,0; 6,0; 7,0; 8,0 e 9,0
  • Solução de lugol (solução de iodo);
  • Solução aquosa de Cloreto de sódio a 0,9%;
  • Saliva diluída em água destilada na proporção de 1:10;

MÉTODOS

Foram enumerados vinte tubos de ensaio:

(I) Diluiu-se solução de saliva 100 vezes em um béquer de 50 ml. Juntou-se em outro béquer 1,0 ml de saliva com 9,0 ml de solução NaCl 0,9%.

(II) Preparou-se uma série de 20 tubos de ensaio pequenos contendo cada um deles 0,5 ml de solução de lugol (solução de iodo). Nomeou-se um tubo de Controle.

Colocou-se em um tubo de ensaio:

a) 7,0 ml de solução de amido a1%

b) 2,0 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9%

c) 2,0 ml de solução tampão de ph 7,0

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