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A PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE – PAC

Por:   •  5/4/2016  •  Trabalho acadêmico  •  1.084 Palavras (5 Páginas)  •  7 Visualizações

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FAA – FACULDADE ANGLO-AMERICANO

GRUPO 1 – JUCIMAR, ALINE, JÉSSICA WEIS, JÉSSICA MIRANDA, LUCIANA, ALEXANDRE, SUZANE E NAIARA

PNEUMONIA NA COMUNIDADE

FOZ DO IGUAÇU

MAIO/2015

GRUPO 1 – JUCIMAR, ALINE, JÉSSICA WEIS, JÉSSICA MIRANDA, LUCIANA, ALEXANDRE, SUZANE E NAIARA

PNEUMONIA NA COMUNIDADE

Trabalho ministrado pelo Profº Seidel Guerra,

da disciplina de Microbiologia,

para os alunos do 1º período de Fisioterapia,

da Faculdade Anglo-Americano.

Foz do Iguaçu

Maio/2015

Introdução

Neste trabalho iremos abordar a seguinte doença: Pneumonia na Comunidade, ou PAC (Pneumonia adquirida na comunidade). As infecções do trato respiratório inferior são muito freqüentes e compreendem situações clínicas de gravidade variada.

Descreveremos o conceito desta doença, sua etiologia, epidemiologia, o tratamento, os exames complementares que são feitos e a partir de que se origina a doença.

PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE – PAC

  • Conceito

Pneumonias são doenças inflamatórias do parênquima pulmonar de causa infecciosa que acometem os espaços aéreos e são causadas por vírus, bactérias ou fungos.

A PAC se refere à doença adquirida fora do ambiente hospitalar ou de unidades especiais de atenção à saúde ou, ainda, que se manifesta em até 48 h da admissão à unidade assistencial.

  • [pic 1]Epidemiologia

A incidência de PAC varia de 5 a 11 casos por 1.000 indivíduos no ano e varia muito nas diferentes faixas etárias, sendo maior em crianças pequenas e em idosos. A PAC é uma doença potencialmente grave, constituindo-se na principal causa de óbitos entre as doenças infecciosas. É  a 3ª causa de óbitos no mundo, a 1ª nos países com renda per capita baixa, e no Brasil é a 4ª causa de óbitos.

  • Etiologia

A definição do agente etiológico das pneumonias é difícil. Mesmo quando são empregadas todas as técnicas disponíveis, a definição etiológica só é feita em 30 a 40% dos casos pesquisados. Dos casos de pneumonia adquirida na comunidade com etiologia determinada, os dados disponíveis referentes ao agente etiológico variam significativamente.

O agente mais comum das pneumonias adquiridas na comunidade é o Streptococcus pneumoniae (pneumococo), estando envolvido em 30 a 70% dos casos; as bactérias atípicas (Mycoplasma, Chlamydia e Legionella) têm sido consideradas como o agente etiológico em 8 a 48 % dos casos; infecções mistas, envolvendo uma bactéria e um agente atípico ou viral, têm sido relatadas em até 38% dos pacientes; Haemophilus influenzae tem sido implicado como o agente etiológico em 4 a 18% dos casos, principalmente em pacientes com DPOC (doença crônica intimamente ligada ao tabagismo); enterobactérias (Klebsiela sp., Escherichia coli, Proteus sp., Enterobacter sp.) e Staphylococcus aureus, entre 2 e 10% dos casos, cada [pic 2]agente; Pseudomonas aeruginosa (1 a 4% dos casos).

  • De que forma os microrganismos entram no organismo humano.

O desenvolvimento de uma infecção, em qualquer parte do organismo, geralmente obedece a uma das seguintes circunstâncias: invasão do tecido ou órgão por um microorganismo contra o qual o hospedeiro não apresenta imunidade; invasão por um inoculo bacteriano superior àqueles que os mecanismos de defesa normais são capazes de enfrentar; invasão por qualquer microorganismo em um hospedeiro que apresente algum problema nos mecanismos de defesa.

Assim fatores envolvidos na patogênese da PAC podem ser divididos entre:

  • Os relacionados à chegada do agente etiológico ao trato respiratório;
  • Os relacionados à virulência do patógeno;
  • Os relacionados com as defesas locais e sistêmicas do hospedeiro.

Os microorganismos podem chegar ao parênquima pulmonar pelas seguintes vias:

  • Aspiração de secreções da orofaringe;
  • Inalação de aerossóis;
  • Disseminação hematogênica;
  • Disseminação a partir de um foco contíguo;
  • Reativação local.

  • Sintomas

A pneumonia é, tipicamente, um quadro de apresentação aguda. Geralmente o paciente procura a assistência médica após poucos dias do início dos sintomas. Esses sintomas se caracterizam pela presença de:

  • Tosse: na fase inicial ela pode ser seca ou apresentar expectoração em pequena quantidade e de aspecto mucóide, mas que evolui, frequentemente, para aspecto purulento. Pode haver hemoptise, geralmente de pequeno volume e associada à purulência do escarro.;
  • Dor torácica pleurítica: é localizada, em pontada e piora com a tosse e inspiração profunda. Embora muito relatada, pode estar ausente em um número significativo dos casos. Nas pneumonias de base pulmonar, a dor pode ser referida no abdome ou na região escapular.;
  • Dispnéia: geralmente ausente nos quadros leves. Quando presente, caracteriza sempre um quadro grave, seja pela extensão da pneumonia, seja pela presença de doenças subjacentes (pulmonares ou cardiovasculares, por exemplo);
  • Febre: está presente na maioria dos casos, a exceção de idosos debilitados e pacientes imunossuprimidos;
  • Adinamia: sintoma muito frequente na pneumonia, às vezes com prostração acentuada.

Outros sintomas gerais como mialgia generalizada, suores, calafrios, dor de garganta, anorexia, náuseas, vômitos, diarréia, alterações de sensório são observados com frequência variável. em alguns pacientes, sobretudo idosos, as únicas manifestações da pneumonia podem ser febre e alteração de sensório, sem sintomas respiratórios. Em outros casos surgem quedas ao chão, incontinência urinária, descompensação da doença de base ou insuficiência cardíaca clinicamente manifesta. Isso faz com que sempre complementemos a investigação dessas situações com radiografia do tórax.

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