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Infarto Agudo do Miocárdio

Por:   •  17/9/2017  •  Artigo  •  2.072 Palavras (9 Páginas)  •  56 Visualizações

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INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO: UMA ANÁLISE DOS CASOS OCORRIDOS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ENTRE 2008 E 2015

ANA PAULA RAMOS

GIORDANA WEBER

KAREN FONSECA

RESUMO

As doenças cardiovasculares representam a principal causa de mortalidade e incapacidade no Brasil e no mundo, sendo o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) uma das afecções coronarianas mais comuns. Considerando a gravidade deste caso clínico e sua relação com fatores de risco como má alimentação, sedentarismo e tabagismo e outras doenças crônicas, objetiva-se com este artigo realizar um levantamento epidemiológico do IAM no Estado do Rio Grande do Sul, durante o período de tempo de 2008 a 2015, a fim de obter informações a cerca da incidência e índice de óbitos deste problema de saúde, bem como as populações mais afetadas, para uma possível correlação com fatores de risco existente no Estado e formulação de intervenções preventivas para a diminuição dessas taxas.

ABSTRACT

Cardiovascular diseases are the leading cause of mortality and disability in Brazil and in all over the world, so that the Acute Myocardial Infarction (AMI) is one of the most common coronary diseases. Considering the seriousness of this case history and its relationship with risk factors such as poor diet, physical inactivity and smoking and other chronic diseases, this article aims to carry out an epidemiological survey of AMI in the state of Rio Grande do Sul, during the time period 2008 to 2015, in order to obtain informations about the incidence and death rate of this health problem as well as the most affected populations, for a possible correlation with existing risk factors in the state and development of preventive interventions to reduce these rates.

INTRODUÇÃO

O século XX assistiu a aumentos ímpares na expectativa de vida e a uma grande virada nas causas das doenças e mortes por todo o mundo. Antes de 1990, as doenças infecciosas e a desnutrição eram as causas mais comuns de morte, as quais foram superadas em alguns países devido ao avanço das medidas nutricionais e de saúde pública, o que resultou no aumento da expectativa de vida1.

A longevidade aumentada associada ao tabagismo, dietas altamente gordurosas e a outros fatores de risco para doenças crônicas tem contribuído para fazer da doença cardiovascular (DCV) umas das causas mais comuns de morte no mundo inteiro, inclusive no Brasil1.

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), também conhecido como ataque cardíaco, é uma das afecções coronarianas mais comuns e reflete a morte de células cardíacas, miócitos, causada pela isquemia, o que é resultado de desequilíbrio entre a oferta e o consumo de oxigênio ao tecido, consequente à obstrução do fluxo coronariano2.

Os principais fatores responsáveis pelo Infarto Agudo do Miocárdio compreendem: faixa etária, hereditariedade, gênero masculino, hipercolesterolemia, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar e estresse3.

Entre os sintomas do IAM, pode-se notar combinação de desconforto torácico, como “dor”, desconforto epigástrico, dor na mandíbula, em exercício ou em repouso. O desconforto associado ao infarto usualmente permanece por, pelo menos, 20 minutos. Normalmente este desconforto é difuso e pode ser acompanhado por dispneia, náuseas e símcope2.

Após o inicio dos sintomas, a morte celular inicia-se mais ou menos após 20 minutos de isquemia, dessa forma, quanto maior a eficácia, em termos de restauração de fluxo, e a precocidade da reperfusão do miocárdio decorrente da rapidez do atendimento ao paciente, menores serão as taxas de mortalidade no IAM (GOLDSTEIN e WIEL, 2005).

Segundo a OMS, para um adequado diagnóstico de IAM, o paciente deve apresentar pelo menos dois dos três elementos a seguir: história de desconforto torácico do tipo isquêmico; alterações seriadas no traçado do ECG; elevação dos marcadores de necrose cardíaca.

A maioria das mortes por IAM ocorre nas primeiras horas de manifestação da doença, sendo 40%-65% dos casos na primeira hora e, aproximadamente, 80% nas primeiras 24 horas. Assim, a maior parte das mortes por IAM acontece fora do ambiente hospitalar, geralmente desassistidas pelos médicos (TIMERMAN e FEITOSA, 2003).

Considerando a gravidade deste caso clínico e sua relação com fatores de risco como má alimentação, sedentarismo e tabagismo e outras doenças crônicas, objetiva-se com este artigo realizar um levantamento epidemiológico do IAM no Estado do Rio Grande do Sul, durante o período de tempo de 2008 a 2015, a fim de obter informações a cerca da incidência e índice de óbitos deste problema de saúde, bem como as populações mais afetadas, para uma possível correlação com fatores de risco existente no Estado e formulação de intervenções preventivas para a diminuição dessas taxas.

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