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O Mal de Parkinson

Por:   •  9/3/2017  •  Trabalho acadêmico  •  1.954 Palavras (8 Páginas)  •  1.175 Visualizações

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1 INTRODUÇÃO

As doenças neurológicas se não são as mais difíceis, certamente são as mais desafiadoras, principalmente por se tratar de uma área complexa da medicina, e por afetar partes do individuo, que possuem um grau de complicação pela região onde se desenvolve como: o cérebro, medula, nervos e músculos.

Uma destas doenças é o Parkinson que é definida como crônica e progressiva, que não tem identificada claramente sua etiologia, mais os estudos apontam para o acometimento do sistema nervoso central, comprometendo desta forma as funções motoras do individuo. O Parkinson incide com maior frequência nos indivíduos com maior faixa etária, principalmente quando se alcançam os 70 anos de idade.

E a fisioterapia é um mecanismo eficaz no tratamento dos pacientes, ele tem por objetivo impedir o avanço demasiado da patologia, buscando reparar a mobilidade afetada, a força muscular, gerando uma melhora na qualidade de vida do indivíduo. Seu trabalho multidisciplinar com as demais áreas da saúde promovem resultados mais significativos no controle da Doença de Parkinson.

O objetivo do trabalho é reunir um referencial teórico coeso e conciso, da atuação da fisioterapia na Doença de Parkinson, atribuindo ainda à abordagem da psicomotricidade como ferramenta para o tratamento fisioterapêutico. Para tanto, nos baseamos em artigos científicos publicados em revistas datados nos dez últimos anos.

O trabalho foi realizado em duas principais divisões, primeiramente descrevendo a Doença de Parkinson, destacando seu conceito, causas, principais sintomas e tratamento multidisciplinar. E em seguida, aprofundamos no tratamento fisioterapêutico, abordando principalmente a psicomotricidade para alcançar resultados na patologia.


2 PARKINSON

O Parkinson é uma patologia crônica que possui um caráter progressivo que foi descrita pela primeira vez na Inglaterra, por James Parkinson, o cirurgião responsável pelo batismo da patologia no século XIX. É uma patologia neurodegenerativa principalmente por estar diretamente ligada ao processo de envelhecimento. Segundo Gouveia (2015, p. 3), “afirma-se ainda que o processo de envelhecimento esteja intimamente ligado a esta afecção devido à aceleração da perda de neurônios dopaminérgicos com o passar dos anos”.

A etiologia ainda é indefinida e por alguns autores é considerada como desconhecida, porem estudos aponta que a diminuição da dopamina que é produzida na substância negra tem forte relação com a patologia. Pois com o envelhecimento a velocidade com que os impulsos nervosos são conduzidos é reduzida, provocando assim alterações nos neurotransmissores. Os Parkinsonianos de acordo com Camargos, et.al. (2004, p. 268), “apresentam sinais e sintomas clássicos resultantes da depleção de dopamina na substância negra, como tremor em repouso, rigidez muscular, bradicinesia, hipocinesia e alterações na postura e equilíbrio”.

O Parkinson, também chamada de Mal de Parkinson e ainda Paralisia agitante, apresenta outros sintomas de natureza não motora, como a diminuição do olfato, alteração do ritmo intestinal, deterioração da fluência da fala, distúrbios do sono e depressão e ansiedade, e destaca-se ainda a demência na Doença de Parkinson. Além de apresentar danos à qualidade de vida do individuo, que é afetada pela influência mútua entre saúde física, estado mental, a espiritualidade, e os relacionamentos participativos entre o individuo e os elementos do ambiente.

Estes danos estão relacionados à incapacidade funcional que o individuo com Doença de Parkinson sofre, e que se caracteriza pela dificuldade no desenvolvimento de algumas atividades diárias. Segundo Silva (2010, p. 464), “os aspectos sociais estão relacionados com a qualidade de vida dos indivíduos piorando com a evolução da doença”. Principalmente quando levamos em conta que a maioria dos indivíduos mais afetados pela patologia, já se encontro no processo de envelhecimento. A população mais atingida tem idade a partir dos 50 anos, embora alguns casos raros foram diagnosticados em pacientes com menos de 30 anos de idade.

O Parkinson é classificado em quatro partes, sendo elas o Parkinsonismo primário ou o tão como é mais conhecido Doença de Parkinson, que é caracterizado pela evidencia frequente de sintomas em apenas um lado do corpo. O Parkinsonismo secundário ou pós-encefálico, que é causado por drogas, intoxicações exógenas, infecções, doença vascular cerebral, traumatismo crânio-encefálico, hidrocefalia e distúrbios metabólicos e outros.

Outra classificação é o Parkinsonismo plus ou degeneração de múltiplos sistemas, denominado desta forma por possuir quadros neurológicos em que uma síndrome parkinsoniana está associada a distúrbios autonômicos, cerebelares, piramidais, de neurônio motor inferior, ou, ainda, de motricidade ocular extrínseca. E por ultimo o Parkinsonismo eredodegenerativo ou familiar, que embora raramente o parkinsonismo ocorra em base familiar. As mutações no gene parkina são a principal causa de parkinsonismo familiar autossômico recessivo de início precoce e de doença de Parkinson juvenil esporádica

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