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Seminário: Estimulação Sensório Motora do Recém Nascido

Por:   •  20/11/2016  •  Seminário  •  2.025 Palavras (9 Páginas)  •  1.063 Visualizações

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Seminário: Estimulação Sensório Motora do Recém Nascido

    INTERVENÇÃO PRECOCE

   Intervenção Precoce é a forma de potencializar a interação da criança com o ambiente através dos estímulos visuais, auditivas e táteis. Respostas próximas ao padrão de normalidade e à inibição da aprendizagem de movimentos e posturas anormais.

    Neonato é a capacidade mínima para controlar e manter suas funções fisiológicas básicas e responsivo aos estímulos do meio ambiente. Princípios: baseados na predisposição do RNPT para distúrbios biológicos e psicológicos. Programas de intervenção: modificação do ambiente da UTIN, minimizar o estresse, adequação da manipulação, facilitar a organização, promover o sono profundo, aumentar o ganho de peso.

   Programas de intervenção (Vandenberg) Normas: Adequar o ambiente de acordo com as limitações impostas pelos cuidados intensivos, Estar de acordo com a maturidade da criança, Ser apropriado em relação ao estado do paciente, Ser individualizado e modificado conforme as condições clínicas e maturidade da criança, Ser sensível aos sinais estimados pela criança, Considerar a quantidade de estímulos sensoriais que a criança pode tolerar.

AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA

  O fisioterapeuta deve ser minucioso, coletando dados de nascimento, evolução nas primeiras horas de vida, evolução clínica, estado de consciência, tono muscular, reflexos primitivos, desenvolvimento motor, maturidade dos sistemas, doenças associadas, intercorrências durante o período de internação. A estimulação precoce na UTIN é iniciada quando a criança estiver hemodinâmica e clínica estável, com mais de 72 horas de vida, peso acima de 1.100 gramas, e em curva de ganho ponderal ascendente, respeitar sinais de estresse, sono profundo e dois terços (2/3) do tempo após a última alimentação.

 TÉCNICAS FISIOTERAPÊUTICAS SENSÓRIO- MOTORAS

O Fisioterapeuta neonatal atua diretamente na motricidade global, através de técnicas específicas. Com objetivo de eliminar as reações posturais inadequadas, facilitar a motricidade normal. As técnicas utilizadas visam á aprendizagem e estimulação das funções corticais. Objetivo do tratamento: normalização do tono global, inibição de padrões anormais de movimento e postura, indução e facilitação de padrões normais, estimulação proprioceptiva, aumento do limiar de sensibilidade tátil e cinestésica, promoção do estado de organização, integração entre os familiares e o RN, adequação do comportamento autoregulatório, prevenção de anormalidades musculoesqueléticas iatrogênicas.

 EXERCÍCIOS TERAPÊUTICOS

  • Dissociação do tronco, o RN deve ser posicionado em decúbito lateral e sua cervical deve ser retificada (queixo encaixado), com flexão do tronco e dos MMII. As mãos do terapeuta devem ser dispostas da seguinte maneira: uma sobre o ombro e a outra sobre o quadril do paciente. Devem ser realizados movimentos simultâneos alternados de cintura escapular e pélvica. Tem como objetivo relaxar o tronco, MMSS e MMII, relaxar para rolar e movimentar os membros.
  • Alcance alternado, o RN deve ser posicionado em decúbito dorsal, sua cervical deve ser retificada e o quadril fletido. O terapeuta deve envolver os braços e cotovelos da criança com as mãos e, suavemente, realizar movimentos alternados para frente e para trás (abdução e adução da escápula). Para melhorar a interação, o terapeuta deve fazer com que o RN alcance, toque e sinta sua face ou um brinquedo macio. Tem como objetivo relaxar o tronco e cintura escapular, estimular movimentos isolados dos MMSS, estimular sensibilidade tátil das mãos.
  •  Sentir a cabeça e as mãos, o RN deve ser posicionado em decúbito dorsal, a cervical deve ser retificada e o tronco e os MMII flexionados. O terapeuta deve segurar uma das mãos da criança levando-a até o alto da cabeça, fazendo com que a palma da mão deslize suavemente sobre a face. Esse movimento permite que o bebê sinta a própria cabeça. As mãos do bebe devem ser movimentadas para frente, de modo que ele possa focá-las e, em seguida, esfregadas uma contra a outra. Tem como objetivo o relaxamento dos MMSS.
  •  Chutes alternados, o RN deve ser posicionado em decúbito dorsal, sua cervical deve ser retificada e o tronco flexionado. O terapeuta deve envolver as coxas e os joelhos do RN com as mãos, realizando movimentos de chutes alternados, como se o bebe estivesse alcançando o céu com os pés. Para melhorar a interação, recomenda-se estimular o RN, beijando a sola dos pés ou esfregando-as no rosto.  Tem como objetivo relaxar tronco e pelve, proporcionando sensações agradáveis aos pés
  • Rolando de lateral para ventral, o RN deve ser posicionado em decúbito lateral e sua cervical deve ser retificada. O terapeuta deve colocar as mãos na linha média, envolvendo as coxas e os joelhos do RN e mantendo os MMII fletidos. Rolar o RN até que o joelho supralateral toque o leito, voltando á posição inicial de forma suave. O movimento é de balanço. Tem como objetivo relaxar tronco e pelve, estimular flexão cervical do tronco e dos MMII, realizar movimentos dissociados dos membros, colocar as mãos na linha média.
  • Colocação plantar, o RN deve ser posicionado em decúbito lateral com o dorso voltado para o terapeuta, e sua cervical deve ser retificada. As mãos do terapeuta devem ser colocadas na linha média e dispostas uma sobre o tronco e a outra sobre a perna supralateral do bebê. Realizar a rotação interna do quadril e joelho supralateral, colocando a planta do pé á frente do quadril infralateral. Iniciar movimentos de tronco para frente e para trás, descarregando o peso na borda externa do pé. Tem como objetivo relaxar tronco e cintura pélvica, estimular dorsiflexão, preparar os pés para sustentar o peso na posição ortostática, proporcionar estímulos proprioceptivos.
  • Rolando o quadril, o RN deve ser posicionado em decúbito dorsal, com a cabeça na linha média. As mãos do terapeuta devem ser dispostas  envolvendo as laterais do quadril e coxa do paciente. Elevar o quadril em flexão, realizando movimentos de rotação nos sentidos horário e anti-horário. Nas crianças pequenas, uma das mãos é utilizada para manter a cabeça na linha media, enquanto a outra envolve o quadril. Tem como objetivo relaxar tronco e MMII, estimular flexão cervical, do tronco e dos MMII.
  •  Rolando com as mãos nos joelhos, o RN deve ser posicionado em decúbito dorsal, com a cabeça na linha média. As mãos do terapeuta devem ser dispostas ao redor da pelve e das coxas do paciente. Deve-se manter o quadril em flexão e, com os dedos, tracionar as mãos do bebê sobre os joelhos, mantendo-as abertas. Rolar suavemente o RN para ambos os lados, parando sempre na linha media, para que ela possa focalizar o terapeuta. Recomenda-se estimular o bebê a seguir a face do terapeuta. Tem como objetivo estimular e fortalecer a flexão cervical, do tronco e dos MMII, protusão dos ombros, consciência corporal, posicionamento da cabeça na linha média, auxílio da focalização e seguimento visual.
  •  Mãos sob o quadril, o RN deve ser posicionado em decúbito dorsal, com flexão do quadril e extensão dos MMSS e as mãos espalmadas sob a coluna lombar ou quadril. Rolar suavemente a criança de um lado para o outro. Tem como objetivo estimular e fortalecer a flexão cervical, do tronco e dos MMII, relaxar e alongar o tronco superior.
  • Rolando de ventral para lateral, o RN deve ser posicionado em decúbito ventral, transversalmente ao terapeuta, com os MMSS elevados( flexão do ombro e extensão do cotovelo). Sustentar o ombro com uma das mãos e, com a outra, rola a pelve do bebe para dorsal, elevando-a a aproximadamente 45graus. Voltar a posição inicial e elevar o outro lado. Tem como objetivo, fortalecer pescoço e tronco, dissociação dos movimentos dos MMII, estimulação do aprendizado de chutes alternados, rolar e engatinhar.
  • Cócoras, o RN deve ser posicionado na vertical, com o dorso em contato com o tórax e abdome do fisioterapeuta, que deve estar sentado e recostado a 45 graus. Segurar o RN sob os artelhos e calcanhares, fletindo os MMII levemente abduzidos, em posição de cócoras. Balancear suavemente o tronco inferior e o quadril de um lado para outro. Tem como objetivo estimular flexão cervical, do tronco e dos MMII, proporcionar estímulos proprioceptivos aos pés, encorajar o início do controle de cabeça e tronco.
  • Estimulação tátil, o toque é o mais antigo dos sentidos, o toque é uma questão de ritmo, sendo sua variação importante para aumentar os tipos de sensações. Os movimentos devem ser feitos com firmeza, sempre em direção centrífuga ou caudocefálica, duração 5 e 15 minutos, com  objetivos traçados de maneira individual para cada RN, observando-se com cuidado a  aversão ao toque, os sinais de estresse, sono profundo e ciclo noite/dia, integração do ser humano com o meio. Tem como objetivos promoção da sensação de segurança, melhora da função gastrointestinal e geniturinária, aumento do ganho ponderal,  adequação do crescimento neuromuscular, maturação dos reflexos,  desenvolvimento da percepção.
  • Estimulação Visual, Todos os bebes, ao nascer, possuem uma deficiência na precisão do controle e coordenação da musculatura intrínseca ocular, são sensíveis à luz e atraídos por figuras simples com grandes contrastes em preto e branco. Com a evolução do estimulo, o RN se satisfazem com o aumento da complexidade das figuras. Com o amadurecimento das conexões nervosas, a percepção e fixação do objeto evoluem. RN prematuros, tempo de fixação: 1 a 2 segundos, distância 18 a 21 centímetros. Do RN, tempo de fixação: 3 a 10 segundos, distância, 20 a 30 centímetros.
  • Estimulação Auditiva, o ruído intermitente, de alta intensidade, pode ser danoso ao RN na UTIN. As alterações na estabilidade fisiológica na forma de sustos, apnéia, bradicardia,  alterações de coloração e quedas de saturação, lesão cerebral (hipoxemia, alterações na PA e fluxo sanguíneo cerebral), estavam relacionadas aos sons. A estimulação auditiva, através da musicoterapia, tem sido efetiva nos prematuros, particularmente quando relacionada a ganho de peso, diminuição do comportamento de estresse, tempo de hospitalização e aumento dos níveis de saturação. A musicoterapia deve ser iniciada a partir da 28ª semana de idade corrigida, as contra-indicações incluem a hiper-responsividade à música e perda auditiva.
  •  Estimulação Vestibular, A Postura e o balanço são causados por respostas reflexas corticais (como as reações de equilíbrio) e reações dos níveis medulares (como os reflexos tônicos). Como realizar: Ninar (colo), estímulo de balanço latero-lateral ou ântero-posterior, forma gentil e suave, sensação de segurança e organização, rede, bola, cadeira de balanço.
  • Estimulação Proprioceptiva, Os Receptores localizados nos fusos musculares responsáveis por detectar alterações no comprimnto muscular (estiramento), são os proprioceptores. Sensação corporal, alongamento (cervical, cintura escapular e pélvica), minimizar lesões iatrogênicas, favorecer a organização da postura flexora, favorecer o equilíbrio das cadeias cinéticas.
  •  Posicionamento Terapêutico, é uma forma de intervenção que permite o desenvolvimento de respostas adaptativas semelhantes áqueles apresentadas por recém-nascidos a termo (RNT) saudáveis.  Tem como objetivo promover regulação do estado neurocomportamental e auto-regulação, proporcionar suporte postural e de movimento. O posicionamento deve promover contenção e a adaptação suave ao ambiente extra-uterino, promover flexão - padrão postura e de movimento do RNT saudável, otimizar a estabilidade fisiológica e a organização neurocomportamental, facilitar a colocação das mãos na linha média, manter alinhamento articular, prevenir as assimetrias posturais e o desenvolvimento de padrões posturais anormais, estimular a exploração visual do ambiente, facilitar o desenvolvimento do controle da cabeça, auxiliar o movimento antigravitacional, encorajar o desenvolvimento das habilidades motoras, reflexas e do tono postural, promover interação familiar

Tipos de posicionamento:

Prona: Promove estabilidade para a caixa torácica, reduz consumo de oxigênio,  regulariza FC, reduz o número de episódios de apnéia, diminui a pressão intracraniana (PIC), diminui a FR,  aumenta o tempo de sono profundo, diminui o tempo de choro e desorganização, favorece o esvaziamento gástrico, reduz os episódios de refluxo gastroesofágico (RGE).

Supino: Diminui a incidência para a Síndrome da Morte Súbita, leva ao atraso das aquisições motoras, dificulta o movimento de alcance, permite movimentos amplos dos MMSS e MMII, favorece a hiperextensão cervical, predispõe a obstrução do retorno venosos cerebral quando a cabeça cai para o lado, favorece a rotação da cabeça (lado direito), favorece a postura assimétrica, ocasiona assimetria na região occipital.

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