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A Bioética e Aids

Por:   •  10/9/2019  •  Trabalho acadêmico  •  460 Palavras (2 Páginas)  •  5 Visualizações

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Bioética e Aids

1983

Como o surgimento da doença era recente ainda haviam informações insuficientes sobre os seus mecanismos e sobre as suas formas de transmissão e isso contribuiu para que a informações mesmo sem base científica fossem repassas à população pela mídia visando saciar a ansiedade de todos por alguma certeza a respeito da recente doença. Essas informações errôneas favoreceram a instalação de um grande pânico ao redor do mundo fazendo com que as pessoas com a doença passassem a ser tratadas como extrema discriminação tanto por parte da população quanto pelos profissionais de saúde e essas pessoas também eram consideradas vítimas da Aids. Muitos profissionais de saúde se recusavam a tratar esses pacientes com medo de um contágio, até porque somente em setembro deste ano que o centro de controle de doenças publicou o primeiro documento sobre o risco de acidentes ocupacionais bem como as suas precauções direcionados a profissionais da saúde envolvidos no tratamento de pacientes com Aids. A situação estava tão grave que foi registrado ainda setembro um caso de um médico em Nova Iorque que recebeu ordem de despejo por tratar pacientes com Aids, e então a procuradoria do estado promoveu a primeira ação discriminatória contra a Aids, a fim de conscientizar, mesmo que juridicamente a população a respeitar o doente.

1984

Descobre-se o retrovírus considerado agente etiológico da AIDS. Dois grupos de cientistas reclamaram ter sido o primeiro a descobri-lo: um do Instituto Pasteur de Paris, chefiado pelo Dr. Luc Montangnier e o outro dos Estados Unidos, chefiado pelo Dr. Robert Gallo, rotulando o retrovírus como HTLV-lll (vírus linfotrópico da célula humana), que hoje sabemos que é um retrovírus da família do HIV. A secretária do departamento de saúde e serviços humanos dos EUA anuncia o desenvolvimento de um exame de sangue de diagnóstico para identificar HTLV-III e expressa esperança de que uma vacina contra a AIDS será produzida dentro de dois anos.

Neste ano, organizações comunitárias de serviços de Aids se unem para formar uma organização nacional em Washington, D.C., para defender as pessoas e comunidades afetadas pela epidemia, ajudar o governo federal a lidar melhor com o aspecto social da doença e mudar a imagem dos doentes perante a sociedade, para que eles sejam reconhecidos como pessoas doentes que precisam de assistência e não serem considerados condenados e excluídos da sociedade.

 

Com os fatos acima citados notamos que a comunidade médica foi dividida, devido principalmente ao pouco conhecimento sobre a doença e a grande discriminação popular e com isso boa parte dos profissionais médicos acabava por discriminar e negligenciar esses pacientes, contudo, outra boa parte da comunidade médica buscava incessantemente por avanços na área da pesquisa e também outros profissionais, mesmo pondo a sua “moral” perante a sociedade cuidavam desses pacientes da melhor maneira que puderam.

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