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AS AÇÕES DO ENFERMEIRO AOS PACIENTES PORTADORES DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

Por:   •  25/8/2014  •  2.215 Palavras (9 Páginas)  •  371 Visualizações

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INTRODUÇÃO

As atuais condições de vida, trabalho, modificações econômicas e políticas, assim como a expectativa de vida aumentada, tem gerado uma elevação significativa de doenças crônico-degenerativas, especialmente as doenças do aparelho circulatório, dentre elas a hipertensão arterial (LESSA I, 1994; COLOMBO RCR, AGUILLAR OM., 1997).

Nos países desenvolvidos, as doenças cardiovasculares são responsáveis pela metade das mortes, além disso, são as principais causadoras de óbito na população brasileira há mais de 30 anos. Dentre essas doenças, a hipertensão arterial é a mais comum em todo o mundo, sendo responsável por altos índices de morbimortalidade (ROSENFELD, 2003).

Para descrever sobre hipertensão arterial sistêmica, é necessário ter uma noção básica de circulação sistêmica, que segundo Fattini (2000), é definida como a grande circulação, com inicio no ventrículo esquerdo, de onde o sangue é oxigenado e bombeado para todos os tecidos do organismo, retornando pelas veias do átrio direito.

A pressão arterial não é constante, porém, continuamente influenciada por muitos fatores durante o dia. Mesmo sob as melhores condições, a pressão arterial modifica-se de um batimento cardíaco para o outro, os fatores mais comuns que influenciam a pressão arterial são os seguintes: idade, estresse, raça, medicamentos, sexo e variação diurna (POTTER E PERRY, 2004).

Segundo Smeltzer (2005) e Krieger e Irigoyen (1999), a hipertensão arterial sistêmica apresenta-se como condição multifatorial, e para que ela aconteça deve haver uma elevação da pressão sanguínea em consequência a uma alteração em um ou mais fatores que afetam a resistência periférica ou debito cardíaco. Outro motivo pode estar relacionado com os sistemas que controlam ou regulam a pressão.

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) tem maior prevalência na população adulta de 20 a 40% dependendo da região. O que significa que no Brasil 20 a 40 milhões de pessoas são hipertensas. (PORTO, 2008).

Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial (2002), no Brasil, aproximadamente 65% dos idosos são portadores de hipertensão arterial sistêmica, sendo que, entre as mulheres com mais de 65 anos, a prevalência pode chegar a 80%. Considerando que em 2025 haverá mais de 35 milhões de pessoas no país, o número de portadores de hipertensão arterial tende a crescer.

Para Neder e Borges (2006), a hipertensão arterial sistêmica (HAS) é conhecida como um dos principais fatores de risco cardiovascular, e principal causa de morte nos países industrializados e no Brasil.

Consideramos baseado em Cruz (1989), que o atendimento de enfermagem prestado ao paciente hipertenso, deve ser autônomo e independente, com base na sistematização da assistência de enfermagem e na consulta de enfermagem como ferramenta de trabalho, estabelecendo uma relação com o paciente tendo como finalidade a prevenção e controle de doenças e promoção de saúde, de preferência articulada a grupo educativo, fazendo com que o programa de assistência de enfermagem não se torne algo superficial e inefetivo, decorrente de uma patologia tão grave.

Cruz (1989) concorda com Grancio quando ele relata que:

“A essência da prática de enfermagem, no que se refere à hipertensão, é assistir ao cliente e à família no desenvolvimento de habilidades e atitudes que levem a um autocuidado efetivo deste problema crônico de saúde”.

É um desafio para a equipe de enfermagem em propor uma terapêutica eficaz e que perdure por um bom tempo, porque requer que o portador participe e coopere, já que ele convive com a cronicidade e tem dificuldade em alterar seu estilo de vida

Segundo Souza e Jardim (1994), a enfermagem participa em 50% das ações desenvolvidas a pacientes hipertensos, isso mostra a efetividade da participação do enfermeiro de forma sistemática atuando sobre o aspecto psicoemocional do paciente, além do fornecimento de orientação higienodietética, elucidação de duvidas sobre a doença hipertensiva, seu tratamento e fatores de risco.

Conforme Maciel e Araújo (2003), o enfermeiro é um profissional capacitado para desenvolver atividades de promoção à saúde e prevenção de doença, tendo respaldo legal para desenvolvimento da consulta de enfermagem e introdução da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), prescrevendo e implementando medidas que contribuam para a promoção, recuperação, e reabilitação do paciente hipertenso. Concluindo o raciocínio Cruz (1989), sugere que a competência legal se fortalece na competência intelectual, traduzida por conhecimentos adquiridos na formação, mas também pela atualização constante e pela experiência.

Neste contexto apontamos como

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