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Terapia por pressão negativa-vácuo

Por:   •  19/5/2013  •  Artigo  •  368 Palavras (2 Páginas)  •  309 Visualizações

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Terapia por pressão negativa-vácuo

Negative pressure therapy - vacuum

Marcus Castro Ferreira1, André Oliveira Paggiaro2

1. Professor Titular da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

2. Médico Assistente-Doutor da Divisão de Cirurgia Plástica e Queimaduras do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

Endereço para correspondência: Marcus Castro Ferreira. Laboratório de Investigação Médica (LIM 04). Av. Dr. Arnaldo, 455 - Sala 1363 - CEP: 01246-913 - São Paulo, SP, Brasil. e-mail: mferrei@uol.com.br

Ferreira MC, Paggiaro AO. Terapia por pressão negativa-vácuo. Rev Med (São Paulo). 2010 jul.-dez.;89(3/4):142-6.

Resumo : O tratamento das feridas ditas complexas é um desafio para o médico por constituir oneroso problema para os portadores, profissionais e gestores de saúde. O desenvolvimento de uma ferida de difícil tratamento aumenta o tempo de hospitalização, eleva os custos e acarreta maiores taxas de morbi-mortalidade. O método de utilizar a pressão negativa sobre o leito da ferida através de esponja de poliuretano, popularizado como terapia a vácuo, foi introduzido por Argenta et al. há cerca de 15 anos, atribuindo seu sucesso ao controle do edema, redução do número de colônias de bactérias e aumento do fluxo sangüíneo local,com conseqüente melhoria do tecido de granulação. A partir de então, estudos têm sido desenvolvidos, com o objetivo de esclarecer o mecanismo de ação de pressões abaixo da pressão atmosférica no leito da ferida. A avaliação desse sistema iniciou-se em São Paulo, Brazil, pela Disciplina de Cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da FMUSP em 2001, inicialmente no tratamento de feridas complexas como úlceras por pressão, úlceras venosas e pé diabético, que são lesões crônicas com presença de tecido desvitalizado e dificuldade de formar um bom leito para receber um enxerto. Com o uso do vácuo, observa-se a formação mais precoce do tecido de granulação, o que possibilitou enxertia também mais precoce e fechamento mais rápido dessas feridas quando comparados com os longos tempos antes observados. Os resultados obtidos até o momento revelam que a terapia a vácuo é de grande auxilio também nas feridas agudas traumáticas, no tratamento de lesão cirúrgica infectada no esterno e no abdôme complicado e na integração de enxertos de pele.

DES CRITORES : Ferimentos e lesões/terapia; Tratamento de ferimentos com

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