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MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SEUS EFEITOS NA ENERGIA E AGROPECUÁRIA

Por:   •  20/5/2020  •  Resenha  •  1.108 Palavras (5 Páginas)  •  8 Visualizações

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MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SEUS EFEITOS NA ENERGIA E AGROPECUÁRIA

A frequente ocorrência de fenômenos naturais extremos, denominados pelos governos e mídias de “tragédias ou desastres naturais”, como: aumento na incidência de eventos extremos, secas prolongadas, enchentes, ventos fortes, entre outros, são algumas das principais consequências causadas pelo fenômeno de mudanças climáticas.

Com a certeza de que tais mudanças têm um impacto nos ecossistemas naturais e especificamente na distribuição de biomas, e por extensão na biodiversidade, na agricultura e nos recursos hídricos e especial interesse dos alunos que se dedicam às ciências da natureza pelo tema, o Prof. Dr. Madson Tavares Silva foi chamado para ministrar uma palestra intitulada “Mudanças climáticas e seus efeitos em sistemas ambientais”.

Inicialmente, foi feita uma abordagem geral sobre a distinção dos conceitos de clima e tempo e uma breve abordagem dos fatores e elementos climáticos. Com base nisso, foi abordado as duas vertentes sobre as mudanças climáticas. De um lado estão aqueles que afirmam que a ciência é imprecisa, que os dados são incoerentes e que ainda existem dúvidas quanto à verdadeira causa dos fenômenos ocorridos. De outro, aqueles para os quais o aquecimento global já é uma realidade.

O fato é que há um conflito de informações- motivo de debates entre cientistas, políticos e a sociedade - e que está cada vez mais evidente que há algo de errado acontecendo no planeta: fenômenos que antes ocorriam ao longo de eras geológicas agora se sucedem no decorrer de uma geração. Uma vez que a mudança climática envolve um dinamismo mais complexo do que a simples elevação da média térmica, mas, além disso, é a reação em cadeia que se estabelece a partir do aquecimento e deve ser avaliada em profundidade e tratadas de forma cautelosa.

Quando focamos no impacto das alterações climáticas nos diferentes setores, observamos mais chances de sinergia nos segmentos de agricultura e energia, em grande medida porque existem mais dados sobre eles, tornando possível a comparação dos custos envolvidos nas medidas de adaptação com os benefícios gerados (representando redução de danos). No outro extremo, a biodiversidade florestal e a zona costeira são apontadas como os segmentos mais carentes de informação primária e conhecimento técnico-científico, resultando em fraca base de análise para a definição de ações de adaptação (Margulis & Dubeux, 2010).  

Dessa forma, o uso de energias e produção agrícola foram o foco da palestra. No entanto, ficaram alguns questionamentos: Independente de qual premissa- ou vertente sobre as mudanças climáticas- seja verdadeira, estamos preparados para lidar com o que nos aguarda futuramente? Atualmente têm-se trabalhado em mitigar os impactos ou adaptar para os impactos causados pelas mudanças climáticas?

No contexto de energias, segundo Lucena (2010) e NOS (2016) a mudança nos padrões de chuva pode trazer graves impactos para o setor energético brasileiro, especialmente na geração hidrelétrica, que responde por cerca de 65% da geração anual de eletricidade. Isso ocorre porque, com menos energia armazenada nos reservatórios das hidrelétricas, é menos provável que o aumento da geração de energia nas usinas localizadas nas bacias do Paraná e Uruguai compensem a perda na geração média nas usinas localizadas nas bacias de São Francisco, Amazônica e Tocantins Araguaia.

A redução na geração média de energia na região Nordeste, compensada pelo aumento da geração das hidrelétricas da Bacia do Atlântico Sul e Bacia do Paraná deve demandar maior uso das linhas de transmissão, aumentando as perdas de energia e demandando maiores investimentos. A mudança na distribuição das chuvas e vazão dos rios deve afetar também a qualidade do planejamento energético, sendo necessária a complementaridade da matriz elétrica atual com outras fontes.

Já na hipótese de que o Brasil mantenha o crescimento econômico, espera-se que o consumo de energia quase triplique até 2050. Tendo em vista que as mudanças climáticas se agravarão, o uso de combustíveis fósseis será cada vez mais restrito por conta de suas emissões e a utilização do potencial hidrelétrico é limitada, é preciso levar em conta que esse crescimento seja limpo e eficiente, oportunizando o crescimento de energias renováveis (em especial a solar, eólica e biomassa).

O fenômeno das mudanças climáticas sofre também impactos decorrentes da atividade agropecuária e, no caso do Brasil, especialmente pelo desmatamento para abertura de novas áreas para cultivo e pecuária. Por outro lado, a atividade agropecuária pode mitigar os efeitos das mudanças climáticas, por meio do desenvolvimento e adoção de tecnologias adaptativas. A biomassa vegetal e o solo podem potencialmente funcionar como sumidouros de carbono; então, a agricultura exerce importante papel na mitigação da emissão de GEE para a atmosfera.

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