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A Compreensão dos conteúdos geométricos a partir do Cesto de BambÚm (Tchitundo)

Por:   •  30/1/2018  •  Monografia  •  5.598 Palavras (23 Páginas)  •  125 Visualizações

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Índice

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  1. Introdução

A etnomatemática é um programa que identifica-se com o pensamento contemporâneo e, por isso, não limita-se somente ao registro de fatos e práticas históricas. Isto significa que a etnomatemática identifica-se com a filosofia actual, pois é uma interpretação e uma releitura da história e da contemporaneidade. Nesta perspectiva, a etnomatemática está atenta aos fatos e às práticas marginalizadas, principalmente às práticas do homem comum, das comunidades dos rejeitados, das minorias, e dos povos que foram vencidos no processo de colonização. No que concerne ao trabalho de pesquisa científica, concretamente a monografia intitulada: Compreensão dos conteúdos geométricos a partir da cesto de Bambúm (Tchitundo), veio propor novas alternativas metodológicas no ensino da geometria que logo a prior entende-se como um conhecimento do outro mundo, mas trata-se do resgate das ideias matemáticas escondidas nos objectos que a sociedade produz no dia-a-dia de forma despercebida que estão produzindo um conhecimento matemático. Nesta, foi-se colocar ao centro como base, cesto de Bambúm (Tchitundo) que constituiu o objecto principal da pesquisa, que fez-se abordagem sobre o contexto científico a partir da observação e analisou-se rigorosamente o objecto no campo Matemático, através da pesquisa exploratória que se desenvolveu ao longo da pesquisa.

As informações descritas nessa pesquisa foram obtidas por meio de observação e entrevista. Teve como foco principal de pesquisa o conhecimento das práticas culturais do povo yão, em especial os artesões  moradores de Changanane, que de modo geral favoreceu uma possível conexão com a matemática escolar, visto que, os conhecimentos tradicionais desenvolvidos pelos indígenas durante a realização de suas actividades quotidianas evidenciam ideias da matemática formal, no caso cesto de Bambúm, que para os praticantes, estes são fazeres tradicionais e laborais, ou seja, são apenas saberes ou conhecimentos herdados de seus antepassados, os quais são repassados de geração a geração através da oralidade e observação participativa, como forma de manifestação cultural.

O trabalho foi estruturado em 5 capítulos na sua íntegra, com vista a dar mais detalhe relevante. No primeiro capítulo esta a introdução e a questões metodológicas, no segundo capítulo está a fundamentação teórica, no terceiro e no quarto capítulo o desenvolvimento do trabalho e finalmente no quinto capítulo contemplou a parte conclusiva e considerações finais da pesquisa.

  1. Justificativa

A Matemática é uma disciplina que estuda os factos abstractos (números) para além disso, confronta a realidade dos objectos na sua forma de se apresentar na natureza. Dai que surge a Etnomatemática que vem se encaixar na reflexão sobre a descolonização e na procura de reais possibilidades de acesso para o subordinado, o desconhecido e ate o marginalizado assim como o excluído.

A motivação do tema em alusão surge-nos basicamente através das aulas de Etnomatematica que tidas no 4º ano nas instalações do campus da Universidade Pedagógica delegação do Niassa que impulsionou bastante na visão de abstracção matemática no sentido de observar, analisar e resgatar uma certa ideia matemática existente em alguns objectos produzidos ao nível da artesões da cidade de Lichinga.

Ao levantarmos este tema, é que no caso do nosso dia-a-dia, verificamos a produção dos instrumentos que o povo necessita, através do material precárias sem precisar de gastar muito dinheiro e nem aplicar técnicas estabelecidas nos livros como no caso da Tchitundo, mas com isso acabam chegando ao mesmo objectivo.

A motivação do tema surgiu ainda nesta perspectiva de analisar o conteúdo após a produção da Tchitundo, que ao decorrer das aulas, verificou-se que havia um despertar amplo, isto é, uma visão geral na identificação das ideias matemática que se podem encontrar nos diversos objectos que se encontra ao redor da sociedade. Ou seja, as práticas que uma certa cultura desenvolve empiricamente no nosso dia-a-dia.

Uma das motivações do autor deveu-se pelo facto de ter convivido com este belíssimo objecto durante muito tempo. Na sua produção, as tiras pintadas depende da criatividade do fabricante, é verdade que quando o artesão faz não põe em conta que esta perante um vasto conteúdo matemático, mas sim, olhando pelo rendimento ao criar a beleza do próprio Tchitundo.

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