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A IMAGINAÇÃO SOCIOLÓGICA DESEMPREGO NA CIDADE DE CORUMBÁ

Por:   •  11/1/2019  •  Abstract  •  1.628 Palavras (7 Páginas)  •  19 Visualizações

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL

CAMPUS DO PANTANAL

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

ADNILCE GONZAGA ORTIZ

IMAGINAÇÃO SOCIOLÓGICA

DESEMPREGO NA CIDADE DE CORUMBÁ

CORUMBÁ – MS

2018

ADNILCE GONZAGA ORTIZ

IMAGINAÇÃO SOCIOLÓGICA

DESEMPREGO NA CIDADE DE CORUMBÁ

Trabalho de imaginação sociológica atividade avaliativa da disciplina de Sociologia do curso de Administração da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Campus do Pantanal.

Professora Me Vivian da Veiga Silva

CORUMBÁ – MS

2018


  1. Desemprego na cidade de Corumbá

Um dos significados para o nome Corumbá é derivado do termo indígena curupah, que quer dizer "lugar distante". O lugar foi explorado pela primeira vez em 1524 pelos portugueses, motivados pela busca de ouro. Somente séculos mais tarde, a cidade receberia mais atenção por causa da sua posição geográfica estratégica para a defesa do território brasileiro frente ao interesse do Império Espanhol. O Rio que banha a cidade se torna uma importante via de navegação influenciando muito a história de Corumbá, principalmente em relação ao desenvolvimento comercial.

O ambiente contribuiu para que as pessoas se instalassem, as atividades desenvolvidas foram a criação de fazendas, explorando o comercio de gado e na zona urbana a cidade abrigou um intenso comercio. Em 1856 o Rio Paraguai passa ter livre acesso para o comércio de embarcações brasileiras e estrangeiras. E a cidade torna-se um importante centro comercial, chegando a ocupar o posto de 3º maior porto da América Latina, trazendo para cidade o interesse da coroa portuguesa e como consequência houve explosão populacional e de construções que levaram os governantes a traçar o plano de urbanização.

Durante a Guerra do Paraguai a capital do pantanal foi invadida e destruída, foram 5 anos até a sua retomada. Com a saída dos paraguaios foi possível a volta do comércio marítimo e chegam a cidade imigrantes de várias nacionalidades. Com o fim da Guerra do Paraguai, o governo concede incentivos fiscais, beneficiando a instalação de empresas. O centro urbano é reconstruído e o comercio retoma suas atividades assim como a reconstrução das fazendas. Nesta altura a pecuária se consolida como importante investimento, as fazendas começam a crescer e por consequência o comércio. Corumbá tinha tanta importância comercial ao ponto de receber companhias de teatros da Europa e tinha vários bancos internacionais, chegando ao número de 25 agências bancárias internacionais. Esse interesse econômico fez com que o governo brasileiro abrisse a 14ª agência do Banco do Brasil em Corumbá.

O volume da movimentação de cargas, negócios e embarcações eram significativos. Da Europa vinham vários produtos, na volta os navios levavam produtos da região. Em 1914 ocorre a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil que ligava Bauru ao Porto Esperança essa construção deslocou o eixo comercial do sul do Estado - então Mato Grosso - para Campo Grande. Os grandes comerciantes locais mudaram-se para outras cidades. A BR 262 dá uma nova dinâmica ao comércio a partir de 1986.

O turismo só passa a ser considerado como potencial econômico em 1970, ainda sim de forma muito precária e com grande ênfase no turismo de pesca, com o passar do tempo é ele o responsável pela geração de divisas e investimentos com barcos hotéis, característicos da região. Também por causa do turismo que toda uma infraestrutura é criada para atender essa nova demanda.

A cidade recebe regulamente dois tipos de comentários: um referente ao calor e o segundo relativo a falta de oportunidades de trabalho. Segundo IBGE em 2016, o salário médio mensal era de 2.7 salários mínimos. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 14.6%. Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, tinha 37.6% da população nessas condições, o que o colocava na posição 26 de 79 dentre as cidades do estado e na posição 3077 de 5570 dentre as cidades do Brasil.

Ao questionar os acadêmicos de Administração da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul sobre o motivo da escolha do curso, mais de 90% responderam que escolheram o curso por pretenderem concorrer a concurso público. Ao questionar estudantes da mesma universidade que fazem licenciatura a resposta não foi diferente. Este dado é um reflexo da realidade dos jovens da cidade, a maioria vê no funcionalismo público a única opção válida frente ao desemprego.

Por outro lado, quando procuramos a Casa do trabalhador de Corumbá que é o local onde os desempregados da cidade podem buscar uma vaga no mercado. Encontramos a quantidade de vagas bem escassa. Geralmente são ofertas para empregados domésticos (babá, cozinheira) e de fazenda (peão) ou para cargos que precisam de formação superior e experiência (farmacêuticos, médicos, engenheiros). Frequentemente os funcionários ouvem as queixas dos usuários e empresários. Se por um lado o empregado considera o número de vagas insuficiente ou as vagas pouco atrativas e os salários baixos e altas as exigências, em contrapartida o empregador tem dificuldade de encontrar mão de obra qualificada e com experiência. Principalmente no ramo de comercio exterior, profissionais com curso de formação superior que não possui oferta na cidade.

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