Economia e Mercado
Por: N3 S7 • 11/5/2026 • Trabalho acadêmico • 1.596 Palavras (7 Páginas) • 5 Visualizações
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CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO
CURSO SUPERIOR EM ADMINISTRAÇÃO
ANÁLISE ECONÔMICA DE MERCADO
Salvador-BA
2026
ANÁLISE ECONÔMICA DE MERCADO
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Salvador – BA
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AVALIAÇÃO 2
A CRISE DE 1929: CONTEXTO, CAUSAS E DESDOBRAMENTOS GEOPOLÍTICOS
Com o fim da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos viviam um período de prosperidade e otimismo. A industrial de automóveis crescia, e o mercado de ações se fortalecia. Esse excesso de otimismo, se transformou em especulação. Havia uma sensação de que a bolsa iria subir eternamente, com isso a população começou a comprar ações com dinheiro emprestado (hipotecavam suas casas e utilizam suas economias).
Conforme Lima e Carvalho (2016), o clima de euforia gerado pela escalada da bolsa nos anos 1920 fez com que investidores recorressem a empréstimos para ampliar seus ganhos. A certeza de que os preços das ações só subiam fez com que muitos aplicassem todas as suas poupanças e, além disso, todo o dinheiro que conseguissem tomar emprestado. O colapso do mercado ocorreu em 29 de outubro de 1929, data que ficou conhecida como "Terça-Feira Negra". Nesse dia, foram negociados 16 milhões de ações, caracterizando uma debandada dos investidores e um prejuízo de US$ 14 bilhões para a bolsa dos Estados Unidos.
Setores produtivos notaram que os consumidores não tinham mais dinheiro para comprar seus produtos, o que gerou grandes estoques e consequentemente redução da produção e queda de compra de matérias-primas. A queda da produção industrial, chamou atenção dos especuladores que começaram a vender suas ações em massa, levando a desvalorização dos papéis das grandes empresas.
A crise se estendeu pelo mundo, já que os Estados Unidos eram os principais credores e compradores do planeta. O colapso gerou alta do desemprego, miséria e hiperinflação pelo mundo, o que fomentou o surgimento de regimes fascistas, como o Nazismo de Hitler.
A Alemanha, dependente do capital americano para honrar as reparações da Primeira Guerra, viu sua economia ruir após a retirada dos investimentos dos EUA em 1929. O colapso financeiro gerou hiperinflação e desemprego em massa, cenário que impulsionou a popularidade do partido de Hitler.
A CRISE DE 2008: CONTEXTO, CAUSAS E DESDOBRAMENTOS GEOPOLÍTICOS
A crise econômica de 2008 teve seu estopim com o colapso imobiliário americano, decorrente de empréstimos de alto risco. Os Estados Unidos vinham numa trajetória de juros extremamente baixos e alta liquidez dos mercados. Em paralelo, muitos países possuíam excedentes financeiros e buscavam retorno em mercados ocidentais, porém a busca pela alta rentabilidade fluiu para o mercado de hipotecas americanas e fomentou a crise.
A entrada excessiva de capital no segmento de hipotecas, culminou na disparada dos preços dos imóveis, criando uma bolha especulativa. Em consonância, houve também o aumento da inadimplência que resultou na falência de muitos bancos nacionais e estrangeiros e na alta do desemprego mundial.
Carvalho (2011), relata que a falência do Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, representou o auge do colapso financeiro. O banco, um gigante do setor, levou consigo a confiança do mercado, desencadeando uma reação em cadeia que atingiu bancos de mais de 20 países e deixou um rastro de desemprego e perda de moradias, paralisando a economia mundial.
Houve uma crise de credibilidade nos Estados Unidos e na Europa, fazendo com que imergissem novas potencias, como a China, que rapidamente conseguiu ocupar papel relevante de grande investidor mundial. Além da criação do G20, reunindo as maiores potências mundiais, fator que reequilibrou o jogo do poder.
O declínio da influência unilateral dos EUA e o fortalecimento de potências como China, Índia e Brasil provocaram uma redistribuição do poder mundial. Neste novo cenário, os países emergentes deixaram de ser coadjuvantes para se tornarem arquitetos de uma nova ordem, com capacidade de propor modelos e impor suas agendas nas negociações internacionais (POLO, 2023).
Podemos citar também o surgimento de uma onda de protecionismo e populismo, como a primeira eleição de Donald Trump nos EUA e a saída do Reino Unido da União Europeia.
POLÍTICAS IMPLEMENTADAS NO BRASIL PARA A SUPERAÇÃO DA CRISE DE 1929
Para superar a crise de 1929, o Brasil iniciou uma transição do modelo agroexportador para o de industrialização, com forte intervencionismo do estado e reorganização estrutura econômica. O país do período era extremamente dependente de exportar de espécies agrícolas, como o café e foi profundamente afetado pela grande depressão.
A estratégia adotada pelo governo federal para socorrer o setor cafeeiro, iniciada em 1929, baseou-se essencialmente na aquisição dos estoques excedentes, visando proteger a renda dos produtores. Curiosamente, essa medida, que tinha como alvo amparar o principal segmento exportador da época, gerou um efeito colateral positivo: ao preservar o poder de compra e os postos de trabalho, ela acabou estimulando o mercado interno e pavimentando o caminho para a expansão industrial (Furtado, 2007).
O descontentamento generalizado provocado pela depressão econômica acirrou as tensões políticas que já corroíam a República Velha, precipitando o movimento revolucionário de 1930. Com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, instaurou-se um governo de perfil centralizador, que marcou a emergência de novas forças sociais na cena política e a implementação de estratégias estatais voltadas para a reorientação do desenvolvimento nacional (Fausto, 1997).
O Estado Novo representou o aprofundamento do modelo intervencionista iniciado em 1930. A proposta era estruturar um poder executivo forte e centralizado, capaz de conduzir a modernização econômica do país. Para isso, o governo passou a atuar diretamente em setores considerados vitais para a industrialização, como a siderurgia. A prioridade, então, tornou-se garantir os recursos necessários para construir uma indústria de base nacional, reduzindo a dependência externa (Goyena, 2024).
A crise de 1929, de certo modo contribuiu para reorganizar a estrutura social e econômica do Brasil, de modo que diversificou a produção agrícola, fortaleceu o consumo interno, ajudou na industrialização do país e a introdução de políticas sociais.
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