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Iniciação a História da Arte - E. H. Gombrich

Por:   •  19/4/2016  •  Resenha  •  1.928 Palavras (8 Páginas)  •  1.694 Visualizações

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1. INTRODUÇÃO

“Iniciação à História da Arte.” (2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1996.), publicado por H. W. Janson com a ajuda do seu filho A.F. Janson.

Horst Waldemar Janson (São Petersburgo, 4 de outubro de 1913 - 30 de setembro de 1982), que publicou como H. W Janson, foi um historiador de arte estado-unidense, mais conhecido pela sua obra "História da Arte", publicada pela primeira vez em 1962. Estudou na Universidade de Munique e depois na Universidade de Hamburgo, no programa de história da arte, onde foi aluno de Erwin Panofsky. Em 1935, por sugestão de Panofsky, emigrou para os Estados Unidos da América. Completou o doutorado na Universidade de Harvard em 1942, com dissertação sobre Michelozzo. Lecionou no Museu de Arte de Worcester (1936-38) e da Universidade de Iowa (1938-1941). Em 1941 casou-se com Dora Heineberg Jane (1916-2002), um estudante de história da arte na Radcliffe College, e ele se tornou cidadão estado-unidense em 1943. Lecionou na Universidade de Washington em St. Louis 1941-1949, ano em que ingressou na faculdade da Universidade de Nova Iorque, onde fundou o departamento de graduação em artes e lecionou na pós-graduação do Instituto de Belas Artes. Foi reconhecido com um grau honorário em 1981 e morreu num trem que se deslocava entre Zurique e Milão em 1982 na idade de 68 anos.

A resenha apresentada a seguir tem como objetivo a análise do 4º capítulo - Arte grega (p. 46-66), da obra acima citada. O autor busca retratar para o leitor nessa parte do livro a história encantadora e influente da arte grega, desde sua existência até a consolidação, de fato, do estilo grego. Exemplificando bastante, ele faz comparações para que possamos compreender de fato as fundamentações dessa arte, explicando suas origens e apresentando as influências egípcias e orientais existentes, lembrando que posteriormente essa arte estrutura características tão singulares que as tornam facilmente identificáveis como vindas da natureza grega.

2. ARTE GREGA

Para o autor, as obras de arte que havíamos conhecido até então eram como estranhos impressionantes, porém a partir do século VI a.C., na Grécia, percebeu-se que esses já não eram mais estranhos, e sim, membros mais antigos da nossa família.

2.1. Pintura

2.1.1. Estilo geométrico

A fase de formação da civilização grega envolve cerca de quatrocentos anos. Sabe-se pouquíssimo sobre os três primeiros séculos desse período, entretanto, após 800 a.C., os gregos aparecem rapidamente à plena luz da história. Nesse período desenvolveu-se o mais antigo estilo caracteristicamente grego nas artes plásticas, o denominado estilo geométrico. Inicialmente a cerâmica só era decorada com desenhos abstratos, mas, por volta de 800 a.C. figuras humanas e de animais passaram a aparecer no interior de uma concepção geométrica.

2.1.2. Estilo arcaico

Por volta de 700 a.C., a arte grega, estimulada por relações comerciais com o Egito e o Oriente Próximo, começou a absorver poderosas influências dessas regiões. Do final do século VII até cerca de 480 a.C., produziu-se aquilo que ficou conhecido como estilo arcaico. Esse estilo tem características que fazem com que muitos o considerem a fase mais vital da arquitetura grega.

2.1.3. Figuras em preto

A cena de Hércules estrangulando o leão de Neméia, na ânfora de Psíax, é uma exposição já muito distante das figuras características do estilo geométrico. Ao contrário da maior parte da arte mais antiga, o vaso de Psíax conta uma história. Essas narrativas eram o resultado da fusão de divindades e heróis dóricos e jônios locais com o panteão de deuses olímpicos e sagas homéricas. Retratavam também uma vasta tentativa de compreensão do mundo. O aspecto principal estava em interpretar a razão pela qual os míticos heróis do passado pareciam mais grandiosos do que os homens do presente.

2.1.4. Figuras em vermelho

Essa técnica das figuras em vermelho sobrepôs o velho método, por volta de 500 a.C. Os detalhes agora eram traçados com o pincel de maneira espontânea, em vez de dificilmente entalhados, de tal forma que o artista ficava menos preso à visão em perfil do que anteriormente. Ao contrário, neste caso, o pintor explorava as linhas de comunicação internas, que lhe permitiam mostrar membros em uma perspectiva e aplicação corajosa. As figuras eram feitas do tamanho máximo possível e agora representavam a vitória da civilização sobre os bárbaros.

2.1.5. Estilo clássico

De acordo com fontes literárias, os artistas gregos do Período Clássico, que se iniciou por volta de 480 a.C., obtiveram grandes avanços na pintura, alcançando o domínio do espaço ilusionista. Entretanto, não restaram muitos registros que permitissem a confirmação e veracidade dessa alegação. Nesse estilo, o fundo branco era tratado como um vazio pelo qual as formas pareciam surgir. Não eram muitos os pintores de lécitos capazes de criar essa ilusão.

2.2. Templos

As realizações gregas em arquitetura têm sido identificadas, desde os tempos romanos antigos, com o surgimento das três ordens arquitetônicas clássicas: a dórica, a jônica e a coríntia. Dentre elas, a dórica pode ser considerada a ordem básica, sendo mais antiga e mais definida do que a jônica; a coríntia é uma variante da última. Para o autor, os templos gregos possuem caracteres únicos, que os identificam de maneira geral.

2.2.1 Ordem dórica

A expressão ordem dórica refere-se aos padrões e seqüências que constituem o exterior de qualquer templo dórico. Suas principais características já haviam se estabelecido por volta de 600 a.C., mas como se desenvolveram, e a razão pela qual se fixaram tão rapidamente em um sistema, continua sendo um enigma cuja solução conta com poucos registros confiáveis.

Os templos egípcios destinavam-se a serem apreciados a partir de seu interior, já os templos gregos são dispostos de tal forma que a parte exterior torna-se muito mais importante. Poderíamos interpretar um templo dórico como uma entrada com colunas de um santuário egípcio pelo avesso.

2.2.2 Pesto

Das construções gregas antigas a mais antiga é a Basílica em Pesto. Aproximadamente cem anos mais tarde foi construído o Templo de Poseidon. A Basílica parece baixa e possui aspecto pesado, já o Templo

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