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Trabalho Escravo Infantil

Por:   •  14/6/2015  •  Dissertação  •  693 Palavras (3 Páginas)  •  252 Visualizações

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A exploração da mão-de-obra infantil se faz presente desde os primeiros momentos da história brasileira. Está enraizada á realidade nacional e tem se perpetuado até os dias atuais.

Durante o período da escravidão, as crianças permaneceram sendo exploradas, principalmente nas atividades rurais, juntamente com os seus pais. A partir dai é que se começou a perceber que elas integravam mão-de-obra mais fácil de conduzir, mais barata e com maior aptidão para se adaptar ao trabalho.

A partir da abolição da escravatura, no final do Século XIX, a indústria de então, ainda incipiente, começou a recrutar jovens trabalhadores, na condição de aprendizes, para as oficinas e fabricas, com o suposto objetivo de preparar o trabalhador nacional. Entretanto, sabe-se que o escopo principal era dispor de mão-de-obra de custo módico e facilmente manipulável. Entretanto, também as crianças eram utilizadas em tais serviços, submetidas que eram a condições de trabalho degradantes e a jornadas longas e estafantes.

Um dos motivos que mais determinaram a ocorrência do trabalho infantil no Brasil é a pobreza, acompanhada pari passu com uma situação de exploração e subserviência que é imposta aos pais ou responsáveis das crianças, fato que os obriga a coloca – lás, desde cedo, na atividade laboral, a fim de reduzir ou minimizar o quadro de miséria e sofrimento da família.

Assim sendo, o trabalho infantil, em certas circunstancias, é consequência do trabalho escravo contemporâneo. A outra situação é a do trabalho em regime familiar, em que o rurícola, dono de uma pequena gleba de terra, coloca os seus filhos, desde bem jovens, para laborar na atividade agrícola de subsistência, com vistas a assegurar a sobrevivência de todos. É um habito arraigado na cultura brasileira, que alia a idéia de que o trabalho engrandece o ser humano á triste realidade da ausência de um sistema educacional que motive a criança a se dedicar aos estudos.

Por tal razão, ele se vê obrigado a se submeter a jornadas de trabalho intermináveis para atender á demanda estabelecida pelo dono da terra.Pior ainda, ele se vê compelindo a colocar seu cônjuge e filhos a partir da mais tenra idade na faina laboral diária, a fim de cumprir a carga de trabalho exigida pelo patrão. A exploração toma maiores proporções, ao verificarmos que a energia pessoal desprendida pelas crianças não é remunerada pelo dono da terra. Ao contrário, o pai, a fim de atingir o limite mínimo de produção fixado pelo proprietário rural.

Quando o pagamento não é feito em tais condições, ainda assim, a exploração do infanti é terrível. Em função do trabalho ao qual são sujeitas, as crianças são obrigadas a deixar a escola muito precocemente. Em outros casos, há um esforço extremo da criança trabalhadora em manter os seus estudos, buscando conciliar ambas as atividades,inclusive com a insistência dos seus pais. Entretanto, na medida que o tempo passa, a queda no rendimento torna-se evidente, provocada, principalmente pelo cansasso e pelas ausências cada vez mais frequentes á sala de aula.

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