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A Abordagem Clássica

Por:   •  26/6/2017  •  Resenha  •  1.106 Palavras (5 Páginas)  •  519 Visualizações

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Bruno Petrocchi 

A Abordagem Clássica

Os textos introduzem a concepção da formação dos conceitos de Fluxo Circular da Renda e suas variáveis, a Lei de mercados e da preservação do poder de compra de Jean-Baptiste Say e o consenso dos economistas da definição de Mercado Livre.

Uma definição clássica de renda é a de que ela é a remuneração dos fatores de produção, ou seja, salários remuneram o fator trabalho, aluguéis remuneram o fator terra, juros e lucros remuneram o capital. A despesa é a representação dos gastos necessários para a obtenção de receita, gastos que não se identificam com o processo de transformação ou produção dos bens e produtos, e a despesa está principalmente relacionada aos valores gastos com as estruturas administrativas e comerciais. E o produto é a mensuração de bens e serviços produzidos num determinado período de tempo, seja dentro de um determinado território (Produto Interno), seja por residentes deste território em todo o planeta (Produto Nacional).

O fluxo circular da renda é um diagrama que simplifica as relações básicas da economia e ilustra a igualdade entre produto, renda e despesa. Empresas disponibilizam bens e serviços no mercado para o consumo das famílias, que possuem os fatores de produção (terra, capital e trabalho). Para produzir estes bens e serviços (ótica do produto), as empresas precisam dos fatores de produção disponibilizados pelas famílias, constitui-se assim o mercado de fatores de produção. Nele, as famílias ofertam estes fatores em troca da sua remuneração (salários, lucros, aluguéis e juros), a ótica da renda, com esses fatores as empresas possuem insumos que possibilitam a produção dos bens e serviços, e, as famílias possuem demanda por estes, que são transacionados no mercado de bens e serviços, em troca do consumo (despesas) das famílias, a ótica do dispêndio.

A lei de Say, ou a lei dos mercados, na economia clássica, afirma que a produção agregada cria necessariamente uma quantidade igual de demanda agregada. O economista francês Jean-Baptiste Say (1767-1832) introduziu a ideia em 1803, em sua obra principal (Traité d'économie politique):

“Um produto não é mais cedo criado, do que, a partir desse momento, oferece um mercado para outros produtos em toda a extensão do seu próprio valor.”

“Cada um de nós só pode comprar as produções de outros com suas próprias produções - como o valor que podemos comprar é igual ao valor que podemos produzir - quanto mais os homens poderem produzir, mais eles vão comprar.”

Say argumentou ainda que esta lei dos mercados implica que um excesso geral (excesso generalizado de oferta sobre a demanda) não pode ocorrer. Se há um excedente de um bem, deve haver demanda não satisfeita por outro, ou seja, se certos bens permanecem não vendidos, é porque outros bens não são produzidos.

Say argumentou que os agentes econômicos oferecem bens e serviços para venda, para que eles possam gastar o dinheiro que esperam obter. Portanto, o fato de que uma quantidade de bens e serviços é oferecida para venda é evidência de uma quantidade igual de demanda. Essa afirmação é muitas vezes resumida como "A oferta cria sua própria demanda".

É bom observar que um produto acabado oferece sempre, a partir desse instante, um mercado para outros produtos equivalente a todo o montante de seu valor. Com efeito, quando o último produtor acabou seu produto, seu maior desejo é vendê-lo para que o valor desse produto não fique ocioso em suas mãos. Por outro lado, porém, ele tem igual pressa de desfazer-se do dinheiro que sua venda propicia, para que o valor do dinheiro não fique ocioso. Ora não é possível desfazer-se do dinheiro, senão procurando comprar um produto qualquer. Vê-se, portanto, que se, só o fato da criação de um produto abre, a partir desse mesmo instante, um mercado para outros produtos” (Say, 1983, p.139).

A lei de Say tem sido uma das principais doutrinas usadas para apoiar a crença do laissez-faire de que uma economia capitalista tenderá naturalmente para o pleno emprego e a prosperidade sem a intervenção do governo.

Laissez-faire foi dito pela primeira vez pelo escritor francês Pierre de Boisguilbert e em tradução livre pode ser entendido como “Deixe livre”. O termo faz referência à ideia de que um mercado livre, sem a interferência do governo, é um mercado muito mais eficiente, e, que por haver de fato a concorrência leal (sem que o governo favoreça uma empresa ou outra), a economia atinge um estado de equilíbrio.

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