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Fichamento Caso Ranbaxy

Por:   •  15/6/2016  •  Trabalho acadêmico  •  844 Palavras (4 Páginas)  •  509 Visualizações

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O estudo de caso demonstra como os Laboratórios Ranbaxy conseguiram o reposicionamento na indústria farmacêutica Indiana e Mundial seguindo os planos do Dr. Parvinder Singh, que herdou o cargo de CEO de seu pai, Bhai Mohan Singh, em 1993. Apresenta também as maiores dificuldades encontradas para que conseguissem atender os mercados nacional e internacional.

Até a década de 90 o mercado farmacêutico indiano convivia com um controle de preços bastante restritivo utilizado pelo governo (DPCO – Drug Price Control Order) que garantia preços baixos para os medicamentos com o intuito de torna-los acessível à população de baixa renda. Além disso também existiam diversas outras restrições em relação a importação de produtos e acesso ao capital estrangeiro, restringindo abruptamente a entrada de multinacionais no país.

Outro ponto importante é que as empresas farmacêuticas indianas acabavam sendo incentivadas a trabalhar com engenharia reversa sobre produtos de outras marcas ao invés de investir em pesquisas, pois o reconhecimento de patentes na Índia só estava vinculado aos processos utilizados e não aos produtos.

Devido às restrições existentes neste período as exportações e importações farmacêuticas na Índia eram voltadas basicamente para os princípios ativos. A exceção que existia, devido a um acordo bilateral, era com a antiga União Soviética e com países que não reconheciam a patente de 20 anos dos produtos, efetuando assim a venda de medicamentos desenvolvidos por concorrentes. Somente assim conseguiam contornar as limitações de preços e receber concessões fiscais por lucrar em moeda estrangeira.

Em abril de 1994, com a entrada da Índia no GATT - General Agreement on Trades and Tariffs, muitas das regras restritivas começaram a sofrer mudanças, dentre as mudanças destaca-se o respeito as patentes e também uma maior flexibilização para entrada de empresas estrangeiras no mercado farmacêutico indiano.

Como consequência destas modificações a Ranbaxy perdeu, momentaneamente, posições para uma de suas concorrentes. Com isso os dirigentes da empresa perceberam que não podiam se descuidar do mercado interno, pois foi através dele que conseguiram metade dos lucros da empresa em 1995.

Mesmo em uma época incomum, a Ranbaxy, seguindo uma estratégia própria, investiu em pesquisas, desenvolveu novos processos de produção e diminuiu seus custos. Estas atitudes fizeram com que conseguissem realizar contratos com empresas estrangeiras e uma aliança global com a Eli Lilly, uma importante companhia farmacêutica norte-americana.

Buscando crescer no mercado internacional, iniciaram seu comercio na Ásia atuando com dois grandes mercados, a antiga União Soviética e China. Também buscaram expandir a empresa em outros diversos países onde atuavam adquirindo joint ventures (união com empresas já existentes).

O próximo passo seria atingir os mercados de primeiro mundo. Com o declínio dos países socialistas os destinos escolhidos foram os dois mercados mais exigentes e que possuíam fortes agencias controladoras, os EUA (Estados Unidos da América) e o Reino Unido.

Para atender as exigências das agências desses mercados as indústrias Ranbaxy voltaram a investir em suas fábricas. Transformaram os métodos de produção e processos em todas as suas fábricas, não restringindo essas transformações somente as fábricas que atenderiam esses mercados. Essa postura garantiu acesso direto e indireto

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