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Agenda Setting

Por:   •  21/6/2018  •  Trabalho acadêmico  •  1.769 Palavras (8 Páginas)  •  90 Visualizações

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INTRODUÇÃO

A Escola Norte Americana desenvolveu o Estudo dos Efeitos a Longo Prazo, o qual ganhou maior notoriedade nas décadas de 1970/1980. Por muito tempo acreditou-se nas premissas que Schulz (1982) definiu como Transfermodell der Kommunikation, que definia que um sujeito ativo, com um objetivo, emitia um estímulo e, um sujeito passivo, o recebe e reage, sendo cada processo comunicativo um episódio isolado e independente. Além disso, a comunicação era vista como individual e deveria ser estudada em cada indivíduo (Wolf, 1985, p. 60).

O Estudo dos Efeitos a Longo Prazo fez com que os efeitos do processo comunicativo passassem a ser entendidos não mais como mudanças a curto prazo, mas sim como mudanças a longo prazo. A finalidade era entender a cobertura global de todos os sistemas mass media (ou meios de comunicação de massa), centrado em determinadas áreas temáticas. Para a realização do estudo, não mais baseou-se em entrevistas com o público, mas sim em metodologias complexas que visavam a observação da reconstrução do processo que o indivíduo modifica a própria representação social (Noelle Neumann, 1983);(Wolf, 1985, p. 60).

Os efeitos passam a ser encarados como cognitivos, frutos do consumo das comunicações de massa do indivíduo, que enxerga os mass media como estáveis. Além disso, os efeitos são colocados como cumulativos, sedimentados no tempo (Wolf, 1985, p. 60).

O Estudo possui cinco hipóteses (teorias ainda não validadas): Knowledge Gap, Gatekeeper, Newsmaking, Agenda Setting e Espiral do Silêncio, sendo as últimas duas foco do presente trabalho.

2. AGENDA SETTING

Dentro dos estudos dos Efeitos a Longo Prazo, Wolf (1985) trabalhou em seu livro “Teorias da Comunicação” com o desenvolvimento dos efeitos causados pelos meios de comunicação e percebeu, essencialmente, que houve uma mudança em relação a isso. O que antes estava ligado às atitudes, aos valores e comportamentos das pessoas, agora é um efeito cognitivo sobre o conhecimento do receptor, como ele estrutura o que recebe, e como é seu consumo das comunicações de massa. Outra mudança percebida foi em relação ao quadro temporal, agora os efeitos são cumulativos e sedimentados no tempo, ou seja, as durações dos efeitos são amplas (Wolf, 1985, p.63).

Após todas as modificações, surgiu a hipótese do agenda setting, a qual defende que existe uma tendência das pessoas de selecionar seus conhecimentos de mundo a partir do que a mídia disponibiliza em seu conteúdo ou não. Esta hipótese não defende o argumento de que as mídias de massa tentam manipular o público, mas sim que eles apresentam aspectos que a mídia considera importante para serem debatidos e pensados pelo público, a fim de afirmar a ideia de que a realidade é apresentada para as pessoas por meio da da mídia de massa. (Wolf, 1985, p.62)

Ainda no pressuposto cognitivo dos mass media, Wolf (1985) diz sobre o impacto direto que estes têm sobre os destinatários, de modo que surgem dois níveis para atingi-los, sendo um deles a ordem dos temas, dos dias e assuntos que estão na agenda das mídias de massa, e o outro uma ordem de relevância e prioridade dos assuntos que estão em voga no dia. (Wolf, 1985, p.63).

De modo a sintetizar a hipótese de agenda setting tem-se algumas de suas características principais em relação aos meios de comunicação de massa:

Eles selecionam temas que serão divulgados;

Indicam ao público o que eles devem pensar ou falar e como agir;

Selecionam a ordem e montam uma agenda com tudo que será exposto às pessoas.

2.1 Agenda setting e os diferentes tipos de mídia.

Em pesquisa realizada por McClure e Patterson (1976), foi indicado que a televisão tem menor efeito sobre o público do que a escrita, por exemplo, o jornal escrito traz importância sólida, o que causa maior impacto do que um noticiário televisivo, que tende ser mais breve e heterogêneo (McClure - Patterson, 1976, 24; 28); (Wolf, 1985, p.64).

Na conclusão dessa pesquisa, Wolf considera os diferentes impactos dos mass medias, sendo que a televisão apontou resultados menos influentes. Além de que, após a análise de campanhas eleitorais, percebeu-se controvérsias e competições a favor da informação considerada mais importante pela mídia televisiva. A omissão de certos assuntos afeta no modo como outros temas serão vistos, a mídia faz isso propositalmente e esse tipo de agenda setting funciona de modo igualitário para todos os tipos de meio de comunicação de massa. (Wolf, 1985, p.65).

O agenda setting se aplica aos meios

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