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Mercado De Bovinocultura De Corte Brasileiro

Por:   •  8/5/2013  •  989 Palavras (4 Páginas)  •  634 Visualizações

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O Brasil pode sofrer críticas em alguns setores da economia, mas quando o assunto é agronegócio, não há do que reclamar. 22,74% (2012), esse é o número que representa a fatia do agronegócio no PIB brasileiro e, contida nesse espaço, se encontra a bovinocultura de corte.

A criação de bovinos de corte e seu consequente melhoramento genético assumem um papel fundamental no desenvolvimento econômico brasileiro. Mas para explicarmos a evolução desse setor precisaremos destacar dois períodos de suma importância, e que serviram como divisor de águas na escolha do caminho a ser trilhado pela pecuária nacional.

Como é de conhecimento da maioria, o Brasil sofreu períodos de grande instabilidade econômica até o fim do século XX. Altas taxas inflacionárias com grandes oscilações num curto espaço de tempo. Momentos como esse ocasionavam grandes problemas financeiros à população como um todo, principalmente às famílias assalariadas que, a todo momento, eram pegas de surpresa com uma súbita alta dos preços de muitos produtos considerados básicos para a sobrevivência (alimentos como arroz, feijão e carnes). O mesmo fenômeno ocorria com os preços das propriedades rurais e com os preços dos animais de produção, neste caso o bovino de corte. Nesse momento, muitas pessoas conseguiam encontrar neste cenário uma oportunidade de ganhar dinheiro. Aproveitando a alta oscilação desses preços, investidores aplicavam seu capital tanto em terras quanto em animais esperando por uma nova alta dos preços, para assim, conseguirem realizar seus lucros. Por conta dessa prática constante, o ramo da bovinocultura de corte ficou conhecido por muito tempo como um negócio de caráter puramente especulativo. Porém, tudo isso estava prestes a mudar.

No ano de 1994, mais precisamente no mês de julho, o então ministro da fazenda do presidente Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, elaborou junto a um grupo de economistas tais como Pedro Malan, Gustavo franco, entre outros, um plano de estabilização econômica que ficou conhecido como Plano Real. Essa medida obteve tanto sucesso que ocasionou uma queda vertiginosa das taxas inflacionárias causando também a estabilização dos preços. Isso pôs fim aos movimentos especulativos envolvendo operações com propriedades rurais e com animais. Com as cotações em um patamar pouco atraente, o número de pessoas envolvidas no negócio diminuiu, restando apenas os produtores rurais de fato, eliminando a presença de meros especuladores que em nada contribuíram para o aumento da qualidade dos rebanhos. A partir desse momento teve início a busca por melhorias tecnológicas visando o aumento da produtividade dos rebanhos assim como um maior investimento em melhoramento genético na intenção de se criar um diferencial no mercado e, ao mesmo tempo, desenvolver qualidade para abocanhar uma fatia maior do mercado internacional.

A pecuária de corte brasileira do século XXI se encontra num nível altíssimo de produtividade e vem servindo como referência internacional no que diz respeito a programas inovadores em melhoramento genético, os números são invejáveis. De acordo com o IBGE, o Brasil possuí o maior rebanho bovino comercial do mundo (212,8 milhões de cabeças-2011) e segundo dados também coletados do IBGE, o ano de 2012 quebrou recordes e apresentou uma quantidade total de 31,118 milhões de cabeças abatidas. Seguem outros dados:

* Receita das exportações de carne in natura no ano de 2012: US$4,5 bilhões. 7,9% a mais que o ano anterior. Fonte: MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio)/ compilado pelo Beefpoint www.beefpoint.com.br

* US$439,888 milhões foi o faturamento fruto das exportações de gado vivo no ano de 2011. Fonte: MDIC/ compilado pela Scot Consultoria www.scotconsultoria.com.br.

Outra questão importante a se levantar são os investimentos em genética voltada para encurtar cada vez mais o ciclo produtivo da pecuária de corte. É de conhecimento da maioria que grande parte dos animais no Brasil são mantidos em regime extensivo (a pasto), fato que prolonga um pouco mais o tempo entre seu nascimento e sua idade para o abate quando comparado ao regime intensivo (confinamento), mas mesmo assim, é possível observar grande evolução no que diz respeito a esse período. Fazendas que investem em aperfeiçoamento

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