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Leitura Um Processo De Aprendizagem

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Por:   •  28/7/2013  •  3.430 Palavras (14 Páginas)  •  524 Visualizações

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METODOLOGIA

O presente estudo, por ser de caráter teórico, está sendo desenvolvido fundamentalmente por meio da análise de textos, ou seja, através da pesquisa bibliográfica, em livros, teses, artigos e todo tipo de material impresso referente ao assunto em questão.

Inicialmente, optou-se pelo estudo das obras de Jean Piaget, Emilia Ferreiro e principalmente Kétilla Maria Vasconcelos Prado, do qual espera-se conseguir o máximo de informações sobre o conhecimento e a aprendizagem e a forma como a criança constrói o seu conhecimento, a sua compreensão de mundo e principalmente como começa a dominar os códigos da escrita, enfim, como ela aprende a ler. Todos estes autores consultados, contribuíram muito com construção do nosso conhecimento sobre o assunto em foco, proporcionando um entendimento mais rico e significativo sobre a aprendizagem da leitura por parte da criança, sendo que todos os livros e/ou materiais consultados, utilizados ou não, serão devidamente descritos na seção voltada para as Referências Bibliográficas no término da redação deste trabalho.

O resultado deste estudo culminou no primeiro capitulo deste trabalho, o qual tem como título o termo: Concepção de conhecimento e aprendizagem no qual tece-se uma discussão fundamentada sobre o conceito, o processo e, dentro do que fora aprendido, todas as variáveis que envolve a construção do conhecimento por parte do aluno.

CAPITULO I

1.0 Concepção de conhecimento e aprendizagem

A leitura é uma habilidade que não se tem como transmitir de uma pessoa para outra, pois o seu domínio é individual e construído com a ajuda de muitos mecanismos internos e externos, mas acima de tudo é uma construção pessoal, que depende muito do empenho e da dedicação do sujeito aprendente.

Neste caso, convém, voltar um pouco a atenção para o que seja de fato esse “conhecimento” buscando definir o seu conceito e a diferença entre outro termo muito parecido no que se refere ao sentido da palavra, que é a aprendizagem.

Dessa forma, torna-se importante destacar que, quando nos propomos a ensinar uma criança, precisamos compreender a forma como esta criança vai aprender, ou seja, como de fato se dá esse processo de aprendizagem, na verdade, como ela realmente aprende.

Nos últimos anos, mais precisamente nas últimas décadas, inúmeros estudos foram desenvolvidos na área da psicologia, com a finalidade de compreender o funcionamento da mente humana diante de situações de aprendizagem. Nesta perspectiva, os estudos de Jean Piaget, foram fundamentais na busca da compreensão de como de fato a criança constrói o seu conhecimento, ou seja, como ela aprende.

De acordo com seus estudos, a aprendizagem ocorre a partir da assimilação de novos conhecimentos e de seu acréscimo a conhecimentos que o individuo já possui. De maneira que é na relação com o meio que a criança se desenvolve, sendo que nessa relação, ela constrói e reconstrói suas hipóteses sobre o mundo que a cerca.

Devido a essa concepção, essa abordagem de aprendizagem passou ser chamada posteriormente de construtivismo, em alusão ao fato de que o conhecimento é “construído pelo sujeito que aprende”.

Emilia Ferreiro (psicolinguista argentina) desenvolveu muitas de suas pesquisas com base nos estudos de Jean Piaget. Lev Vygotsky também desenvolveu estudos sobre o processo de aprendizagem humana. Suas pesquisas mostraram que o conhecimento é construído socialmente, no âmbito das relações humanas. Para ele, a interação e a formação lingüística são fatores primordiais para a construção do conhecimento.

No entanto, a mudança de ponto de vista sobre como o individuo aprende levou muitos educadores a repensar a educação de um modo geral. Antes, havia apenas a preocupação com o ensinar e não com o aprender. Piaget, Vygotsky e Emilia Ferreiro colaboraram significativamente para que as práticas educacionais fossem revistas e chegassem a forma como é pensada e praticada hoje.

Com a divulgação das teorias desses pesquisadores no meio educacional, o papel do professor deixo de ser mero transmissor de conhecimentos para se tornar mediador, facilitador do conhecimento do aluno, sendo tarefa do educador promover situações didáticas que garantam a aprendizagem efetiva por parte do estudante.

Torna – se importante resaltar que essas teorias não resultam e não podem ser consideradas como método de ensino, mas como reflexões fundamentais para se repensar e remodelar a prática pedagógica.

1.1 A aprendizagem da leitura

Segundo Cagliari (2013, p. 148) atividade fundamental desenvolvida pela escola para a formação dos alunos é a leitura. É muito mais importante saber ler do que saber escrever. O melhor que a escola pode oferecer aos alunos deve estar voltado para a leitura. Se o aluno não se sair muito bem nas outras atividades, mas for um bom leitor, penso que a escola cumpriu em grande parte sua tarefa. Se, porem, outro aluno tiver notas excelentes em tudo, mas não se tornar um bom leitor, sua formação será profundamente defeituosa e ele terá menos chances no futuro do que aquele que, apesar das reprovações se torno um bom leitor.

Nesse sentido, o objetivo do trabalho com a leitura deve ser sempre a formação de leitores competentes. Segundo os PCN/LP (1997, p. 54), formar leitor competente supõe formar alguém que compreenda o que lê; que possa aprender a ler também o que não esta escrito, identificando elementos implícitos; que estabeleça relações entre o texto que lê e outros já lidos, que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto; que consiga justificar e validar a sua leitura a partir da localização de elementos discursivos.

O mesmo documento (PCN/LP, 1997), para tornar os alunos bons leitores, para desenvolver muito mais do que a capacidade de ler, o gosto e o compromisso com a leitura, a escola terá de mobiliza-los internamente, pois aprender a ler (e também ler para aprender) requer esforço. Precisara fazê-los achar q a leitura é algo interessante e desafiador, algo que, conquistado plenamente, dará autonomia e independência. Precisara torna-los confiantes, condição para poderem se desafiar a “aprender fazendo”. Uma pratica de leitura que não desperte e cultive o desejo de ler não é uma pratica pedagógica eficiente.

Nessa perspectiva, para aprender a ler é necessário que os alunos participem de situações de leitura de fato, que entrem em contato com textos de verdade e interajam

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