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A Atuação Do Assistente Social

Por:   •  6/5/2013  •  2.460 Palavras (10 Páginas)  •  867 Visualizações

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Trabalho: Giovana Modesto

1- INTRODUÇÃO

A atuação do assistente social como profissão se faz intervindo no âmbito das políticas sócio assistenciais, na esfera publicas ou privadas, que possam responder pelo acesso dos segmentos de população aos serviços e benefícios construídos e conquistados socialmente.

O papel fundamental do assistente social é o de contribuir para o fortalecimento e organização social da classe trabalhadora ou das que se encontram de algum modo veneráveis socialmente, na busca por melhores condições de vida, e a garantia dos direitos sociais.

Segundo o COFI – CFESS “Comissão de Orientação e Fiscalização Profissional ”, o trabalho do assistente social vem sendo requisitado em geral por prefeituras, associações, entidades assistenciais e de apoio à luta por direitos, sistema judiciário e presidiário, sistema de saúde, empresas, sindicatos, sistema previdenciário, ONGs, centros comunitários, escolas, fundações, universidades, centros de pesquisa e assessoria.

Dessa maneira o Assistente Social procura decifrar a realidade e criar alternativas que ultrapassem a individualidade, ampliando os canais de cidadania e participação dos usuários como sujeitos políticos, baseando se no código de ética.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1 O Serviço Social e sua inserção no mercado de trabalho.

Antes de falarmos sobre os espaços ocupacionais do Assistente social, vamos lembrar que a profissão do assistente social é recente, e a sua origem foi marcada historicamente, num momento em que os setores dominantes da sociedade (Estado e empresariado) fazem aliança para o fortalecimento da expansão capitalista.

Assim, é preciso fazer um resgate crítico do processo histórico de acumulação capitalista, cujo qual se faz necessário um estudo do seu passado e conhecimento crítico da realidade atual, em sua expansão e metamorfose.

Com o desenvolvimento do capitalismo no Brasil, advém não somente o crescimento econômico, mas também as contradições presentes nesse modo de produção, quais sejam, a propagação do capital, que traz com ela um quadro de fragilização das relações de trabalho e a competição acirrada entre as pessoas, em busca de um lugar no mercado de trabalho.

Com o processo de industrializarão e a concentração urbana que trazia para o cenário o agravamento da questão social, que (ESTEVÃO, 1999, P.42). Coloca como “a necessidade de se levar em consideração os interesses da classe operária, em formação”.

Segundo MARTINELLI (2009), a luta da classe do proletariado representava uma ameaça para a ordem social, e neste contexto o proletário vivendo em condições subumanas e submetido a uma abusiva exploração, lutavam para conquistar uma cidadania social.

Dessa forma os setores dominantes da sociedade viam com muita apreensão a luta da classe do proletariado, e para manter a hegemonia da classe dominante, começam a intervir de forma sistemática e continua nas conseqüências da questão social.

Assim o Estado passa a intervir diretamente nas relações entre o empresariado e a classe trabalhadora, assim afirma (MARTINELLI, 2009. P.124) que desejando o controle das massas e a restauração da ordem social, Vargas em seu governo “valendo de uma manobra política, tratou de absorver a pressão da classe trabalhadora”, criando o Ministério do Trabalho e um sindicato corporativista.

Dessa forma o Estado passa a desempenhar o papel de mediador entre os diversos interesses da burguesia e as reivindicações dos trabalhadores, podemos dizer que o estado entra em uma concepção de bem estar e também assistencial garantindo aos trabalhadores acesso a certos serviços e benefícios mínimos, de modo a evitar qualquer desordem política e social

Neste cenário o serviço social se gesta e se desenvolve como profissão reconhecida na divisão do trabalho, tendo por pano de fundo o desenvolvimento capitalista industrial e a expansão urbana.

Desse modo o Social, vai se posicionar, ganhando espaço, e perde a característica de caridade para se colocar numa perspectiva de assistência preventiva, com essa intervenção podemos dizer que o estado entra em uma concepção de bem estar e também assistencial garantindo aos trabalhadores acesso a certos serviços e benefícios mínimos, de modo a evitar qualquer desordem política e social. , intervindo assim na dinâmica social com políticas que vinham a atender a população carente.

Os processos de

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