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Abordagem Humanistica

Por:   •  18/12/2014  •  1.342 Palavras (6 Páginas)  •  184 Visualizações

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ABORDAGEM HUMANÍSTICA DA ADMINISTRAÇÃO

TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS (ESCOLA HUMANÍSTICA DA ADMINISTRAÇÃO)

1. Surgimento

Surgiu nos Estados Unidos, como conseqüência das conclusões da experiência de Hawthorne (*), desenvolvida por Elton Mayo e colaboradores (décadas de 20 e 30 do século XX).

Foi um movimento de reação e oposição à Teoria clássica da Administração.

2. Criticas à Abordagem Clássica

A Teoria Clássica pretendia desenvolver uma nova filosofia empresarial, uma civilização industrial, na qual a tecnologia e o método de trabalho constituem as preocupações básicas do administrador.

Embora não tenha sido questionada durante as quatro primeiras décadas após a sua criação, essa teoria era vista pelos trabalhadores industriais como um meio sofisticado de exploração de empregados a favor dos interesses patronais.

A Teoria das Relações Humanas surgiu da necessidade de corrigir a tendência à desumanização do trabalho com a aplicação de métodos científicos e precisos.

3. As origens da teoria das relações humanas

Necessidade de humanizar e democratizar a Administração - libertando-se dos conceitos rígidos e mecanicistas de Teoria Clássica e adequando-se aos novos padrões de vida do povo americano.

Desenvolvimento das ciências humanas, principalmente a psicologia, bem como sua crescente influência intelectual e suas primeiras aplicações à organização industrial.

As idéias da filosofia pragmática de John Dewey e da Psicologia Dinâmica de Kurt Levin foram fundamentais para o humanismo na Administração.

As conclusões da experiência de Hawthorne, realizada entre 1927 e 1932, sob a coordenação de Elton Mayo, que puseram em cheque os princípios postulados da Teoria Clássica da Administração.

4. Principais nomes

Elton Mayo, fundador da Escola;

Dewey e Lewin, participantes;

Paleto, sociólogo.

5. Conceito de homem social

Para a Teoria das Relações Humanas, a motivação econômica é secundária na determinação do rendimento do trabalhador. Para ela, as pessoas são motivadas pela necessidade de “reconhecimento”, de “aprovação social” e “participação” nas atividades dos grupos sociais nos quais convivem. Daí o conceito de homem social.

6. A experiência de Hawthorne

Em 1924, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos fez uma pesquisa para verificar a correlação entre produtividade e iluminação do local de trabalho, dentro dos pressupostos da Administração Científica, iniciando-se o processo de investigação cujas conclusões são as seguintes:

1) O nível de produção é resultante da integração social – não se dá pela capacidade física ou fisiológica do empregado, cujo resultado advém de normas sociais e expectativas grupais. Quanto maior a integração social do grupo de trabalho, tanto maior a disposição de produzir.

2) Comportamento social dos empregados dos empregados - se apóia totalmente no grupo. Os trabalhadores não agem ou reagem isoladamente como indivíduos, mas como membros de grupos, cujo desvio das normas grupais causa punições sociais ou morais dos colegas.

3) Recompensas e sanções sociais – os operários que produziram acima ou abaixo da norma socialmente determinada perderam o respeito e a consideração dos colegas. As pessoas são avaliadas pelo grupo em relação a normas e padrões de comportamento que o grupo define como aceitáveis.

4) Grupos informais – a empresa passou a ser visualizada como uma organização social composta de grupos sociais informais, cuja estrutura nem sempre coincide com a organização formal da empresa. Os grupos informais constituem a organização humana da empresa, muitas vezes em contraposição à organização formal estabelecida pela direção.

5) Relações humanas – no local de trabalho, as pessoas participam de grupos dentro da organização e mantêm-se em uma constante integração social. Elas querem ser aceitas, reconhecidas e participar, no intuito de atender a seus interesses e aspirações pessoais.

6) Importância do conteúdo do cargo – a especialização não é a maneira mais eficiente de divisão do trabalho. A especialização proposta pela Teoria Clássica não cria a organização mais eficiente porque os operários trocavam de posição para variar e evitar a monotonia, contrariando a política

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