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Atividades Genéricas Do Professor Pedagogo Nos Estabelecimentos De Ensino De Educação Infantil, Educação Profissional, Ensino Fundamental E Ensino Médio.

Por:   •  11/10/2013  •  1.483 Palavras (6 Páginas)  •  999 Visualizações

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INTRODUÇÃO

Este trabalho será realizado como uma reflexão sobre o trabalho do pedagogo nos espaços educativos. Após a leitura do texto foram destacadas algumas atribuições do pedagogo de maior importância. Sendo as seguintes:

• Organizar a realização dos conselhos de classe, de forma a garantir o processo coletivo de reflexão-ação sobre o trabalho pedagógico desenvolvido pela escola e em sala de aula, além de coordenar a elaboração de propostas de intervenção decorrentes desse processo;

• Promover e coordenar reuniões pedagógicas e grupos de estudo para reflexão e aprofundamento de temas relativo ao trabalho pedagógico e para a elaboração de propostas de intervenção na realidade da escola

• Participar e intervir junto à direção na organização do trabalho pedagógico escolar no sentido de realizar a função social e a especificidade da educação escolar.

• Subsidiar o aprimoramento teórico-metodológico do coletivo de professores, promovendo estudos sistemáticos, trocas de experiência, debates e oficinas pedagógicas;

• Atuar junto ao coletivo de professores, na elaboração de projetos de recuperação de estudos a partir das necessidades de aprendizagem identificadas em sala de aula, de modo a garantir as condições básicas para que o processo de socialização do conhecimento científico e de construção do saber realmente se efetive.

DESENVOLVIMENTO

Sabemos que o ato de ensinar consiste na elaboração de situações que favoreçam ao aluno a construção de representações e o desenvolvimento de comportamentos que contribuam de forma gradativa à preparação para a atuação cidadão no ambiente sócio cultural e científico.

A ênfase numa inovação metodológica inclui o os quatro pilares da educação editada pela UNESCO, resumidos em Saber Saber, Saber Fazer, Saber Conviver e Saber Ser.

Nesse sentido uma metodologia que empregue o desafio, a solução de problemas, enigmas, etc., favorece o desenvolvimento das habilidades e competências básicas do aluno além de possibilitar a formação do pensamento crítico, da consolidação de conceitos e formação de atitudes individuais e coletivas.

O trabalho pedagógico compreende todas as atividades teóricas- práticas desenvolvidas pelos profissionais do estabelecimento de ensino para a realização do processo educativo escolar.

A organização democrática no âmbito escolar fundamenta-se no processo de participação e responsabilidade da comunidade escolar na tomada de decisões coletivas, para a elaboração, implementação e acompanhamento do Projeto Político Pedagógico.

O pedagogo é um profissional preparado para atuar a favor de um pleno desenvolvimento do ser humano, considerando diferentes culturas e formas de aprender do ser humano, preocupado com a sua formação de forma integral, tanto intelectual quanto emocional, e por isso seu campo de atuação só se amplia, uma vez que estamos numa sociedade que se transforma muito rapidamente, cada vez mais globalizada e tomada por um número enorme de informações.

A "Educação" é uma palavra forte: "Utilização de meios que permitem assegurar a formação e o desenvolvimento de um ser humano. O termo "formação", com suas conotações de moldagem e conformação, tem o defeito de ignorar que a missão do didatismo é encorajar o autodidatismo, despertando, provocando, favorecendo a autonomia do espírito. O ensino, arte ou ação de transmitir os conhecimentos a um aluno, de modo que ele os compreenda e assimile, tem um sentido mais restrito, porque apenas cognitivo.

É exatamente nesse momento que o pedagogo vem atuar na transformação das informações em conhecimento, de uma forma sistemática, atendendo a pressupostos epistemológicos seus ou do seu entorno, de forma dialética, e por isso esse ato é político, como nos afirma Paulo Freire.

Busco explicitar a inconsistência da própria concepção de Conselho de Classe, subjacente às orientações que normatizam sua organização e funcionamento, ao associar seu sentido, essencialmente, à função classificatória da avaliação e, ainda, ao buscar contemporizar uma ênfase na avaliação como responsabilidade individual do professor com a avaliação como responsabilidade coletiva dos profissionais da Escola."

"Além de se identificarem as causas do não-aproveitamento do aluno, em determinadas disciplinas, também é nos Conselhos que são veiculadas informações sobre o caráter pessoal dos alunos e sobre seu desempenho anterior.

O momento do Conselho, especialmente do Conselho final, é significativo para a vida escolar do aluno, pois é o espaço onde se discute e se defende o seu prosseguimento ou não para a série posterior. É o espaço onde se decide não só sobre a aprovação ou reprovação, mas também sobre a própria expulsão dos alunos da Escola."

"O Conselho de Classe, a meu ver, ganhará sentido se vier a se configurar como espaço não só possibilitador da análise do desempenho do aluno e, mais, do desempenho da própria Escola, de forma conjunta e cooperativa pelos que integram a organização escolar (professores e outros profissionais, alunos e pais), como também de proposição de rumos para a ação, rompendo-se com as finalidades classificatórias e seletiva a que tem servido."

Um princípio muito importante que está em lei, diz respeito a recuperação dos estudos, a autonomia da definição da escola de sua proposta pedagógica e do compromisso dela e de seus profissionais com a aprendizagem de seus alunos.

Entendemos, portanto, que a legislação citada fornece aos educadores meios capazes de neutralizarem os malefícios causados aos alunos pelo uso de métodos e técnicas que se mostrem incapazes de conseguir que todos eles aprendam, razão pela qual define e determina que cabe à escola e aos seus educadores "prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento".

Uma questão muito presente no universo de desafios enfrentados pelos professores em seu dia-a-dia nas salas de aula é a que diz respeito às turmas em que a faixa etária dos alunos é muito variada. Se, por um lado, toda sorte de diversidade deve ser vista pelo professor como fonte de enriquecimento da ação pedagógica, também é verdade que se precisa lançar mão de estratégias especiais para envolver a todos, para evitar que linguagem, metodologia e conteúdo se tornem inatingíveis para os mais jovens ou desinteressantes para os mais velhos. Ou vice-versa.

Nos perguntamos frequentemente, quais são, então, os caminhos mais indicados para que a diferença de idade entre os alunos seja encarada como riqueza e não como ameaça para o trabalho em sala de aula?

A valorização de um princípio que deve ser preservado diante de desafios pedagógicos de qualquer natureza: o apoio institucional é fundamental, porque a ação pedagógica não se faz sem parcerias, e a mais importante delas deve acontecer dentro da escola. A direção e a coordenação pedagógica devem garantir espaço para o planejamento conjunto de atividades e estratégias; devem estar previstos momentos para a equipe de professores trocar experiências e socializar propostas exitosas. A solidão pedagógica não ajuda em nada. A formação continuada não se dá apenas por meio de cursos ou palestras, mas no cotidiano da escola, na troca com os pares, na construção conjunta de estratégias e soluções.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Paulo Freire é avaliado como um dos pensadores mais extraordinários na história da pedagogia, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. De acordo com Paulo Freire “todo ato cultural é pedagógico e todo ato pedagógico é cultural”. Afirma que educação popular é tudo que se aprende informalmente, ou seja, fora dos muros das instituições educacionais. Para ele, “educação popular” é a educação das massas populares.

A Pedagogia é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, classificação, a sistematização e a análise do processo educativo. O desafio dos profissionais pedagogos é manter-se atualizado sobre as novas tecnologias de ensino e desenvolver práticas pedagógicas competentes. Os professores pedagogos de hoje têm a probabilidade de, cada vez mais buscarem aprimoramento de seus conhecimentos aumentando suas competências, com isso os alunos são os beneficiados, pois estão diante de professores bem preparados. Oséculo XXI é o século do conhecimento, que exige métodos e atitudes empreendedoras na educação. No mundo tecnológico em que vivemos é imprescindível desenvolver novas competências para ensinar, pois essa é a exigência de um mundo que tem compassos apressados de transformações.

O professor empreendedor é aquele que, abdica de posturas tradicionais e adquire competências permeadas por múltiplas linguagens, em um contexto cultural e tecnológico que ultrapassa os muros da escola, em busca da capacidade de formular perguntas que possam desencadear os processos de criatividade, de maneira a executar em parceria com os alunos estudos interdisciplinares e contextualizados, desenvolvendo eficiente método de aprendizagem. O professor precisa estimular o aluno a se auto-conhecer e a ter visão de novas oportunidades, o que as escolas não ressaltam muito. O professor, não precisa mudar o conteúdo programático, no entanto, precisa usar uma metodologia que privilegie o auto-aprendizado. O professor é um organizador. Ele não dá respostas, pois o empreendedor é alguém que busca a sua própria resposta. Precisamos motivar o aluno a constituir um grande projeto de vida.

REFERÊNCIAS

GRECO, Myriam G.. O pedagogo Empresarial. Rio de Janeiro, 2005.

HAMZE, Amélia. Importância e área de atuação da pedagogia. Brasil escola, canal do educador. LIBANÊO, J. C. Diretrizes curriculares da Pedagogia: imprecisões teóricas e concepção estreita da formação profissional de educadores. Revista Educação e Sociedade, Campinas, v.27 n.96, p.843-876, out. 2006.

MATURANA, H. e VERDEN-ZÖLLER, G. Amar e Brincar. 1º reimpressão. São Paulo. Palas Athenas, 2006.

MINARELLI, J. A. Empregabilidade: o caminho das pedras. São Paulo: Editora Gente, 1995.

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