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Língua Brasileira de Sinais - Libra

Por:   •  7/11/2013  •  Tese  •  2.513 Palavras (11 Páginas)  •  434 Visualizações

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CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTANCIA DA UNIVERSIDADE UNIDERP

LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS

CAMPO GRANDE

NOVEMBRO/2012

LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS

Trabalho acadêmico da disciplina de LIBRAS, do curso de graduação em Pedagogia apresentado como exigência na obtenção de nota entregue à Universidade Anhanguera – Uniderp Centro de Educação à Distância, realizado sob a orientação da

CAMPO GRANDE

NOVEMBRO/2012

Na antiguidade, os gregos e romanos não consideravam os surdos como pessoas normais, eles eram isolados da sociedade sob o argumento de que não se acreditava que pudessem ter uma educação devido a sua “anormalidade”.

Segundo Moura, 2000, p.16:

“O pensamento não podia se desenvolver sem linguagem e que esta não se desenvolvia sem a fala. Desde que a fala não se desenvolvia sem a audição, quem não ouvia, não falava e não pensava, não podendo receber ensinamentos e, portanto, aprender .”

No início do século XVI, o médico italiano Girolamo Cardamo, declara que os surdos podiam

receber instruções, ele afirmava que essas pessoas podiam ser ensinadas a ler e escrever sem fala. Outros educadores procuraram criar condições para que o surdo se comunicasse como foi o caso de Pedro Ponce de Leon, Juan Pablo Bonet, Abade L’ Epée dentre outros.

A maioria desses educadores buscaram alternativas para atender as demandas da sociedade como foi o caso de Pedro Ponce de Leon, que ensinou surdos a falar, ler, escrever e rezar, etc. Sendo que a pessoa “muda” não era reconhecida perante a lei, pois no caso de serem primogênitos perderiam o direito ao título e a herança, com isso a força do poder financeiro se constituiu, juntamente com os grandes impulsionadores do oralismo, pois era através da fala que o indivíduo tinha representação na sociedade.

Em 1880, realizou se o congresso internacional de surdos em Milão, trazendo uma completa mudança aos rumos da educação de surdos e justamente por isso e considerado o clímax da história de surdos. Nesse congresso definiu se uma nova corrente de educação de surdos onde o oralismo declarou sua superioridade sobre o uso da língua de sinais.

Após o congresso, as maiorias dos países incluíram o método oral nas escolas para surdos, vedando a língua de sinais, com isso iniciou uma longa e sofrida batalha do povo surdo para defender seu direito linguístico cultural.

Durante quase 100 anos existiu o império oralista e somente na década de 1960 que despontaram estudos sobre a língua de sinais, dando inicio a essa nova proposta pedagógica educacional em relação à educação de surdos. No Brasil a educação de surdos deu inicio em 1857, através do professor surdo francês Ernest Huet, que fundou o Imperial Instituto de Surdos Mudos.

Com o passar dos anos denominou-se deficiência auditiva, a ausência da percepção normal de sons, podendo ser considerado o indivíduo surdo ou parcialmente surdo, sendo aquele que consegue obter alguma funcionalidade de sua audição com o uso ou não de prótese auditiva.

As causas da surdez podem ser congênitas ou adquiridas através de: hereditariedades, viroses maternas, doenças tóxicas da gestante, quando se existe predisposição a meningite, viroses e incestos de remédios etc; apenas com exame de audiometria pode se classificar a surdez em diversos graus: leve, moderado, severa e profunda.

A expressão “deficiente auditivo” tem sido utilizada por profissionais ligados à educação dos surdos, seu uso já foi muito criticado refletindo uma visão médico-organicista. Nela, o surdo é visto como portador de uma patologia localizada, uma deficiência que precisa ser tratada, para que seus efeitos sejam debelados.

Existem diversos fatores que podem afetar o processo de aprendizagem de pessoas surdas, como por exemplo: o período em que os pais reconhecem a perda auditiva, o envolvimento dos pais na educação das crianças, os problemas físicos associados, os encaminhamentos feitos, o tipo de atendimento realizado, entre outros.

É muito importante considerar que o surdo difere do ouvinte, não apenas porque não ouve, mas porque desenvolve valores culturais, hábitos e modos de socialização, portanto os surdos possuem uma cultura própria e

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