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Liliane Pereira Da Silva

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Por:   •  2/5/2013  •  1.561 Palavras (7 Páginas)  •  676 Visualizações

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O consumo de crack tornou-se popular no Brasil a partir de 1990, alastrando-se na sociedade contemporânea com rapidez e ocasionando uma ruptura nos padrões socioeconômicos das cidades brasileiras afetadas por essa mazela. São diversos os fatores de ordem social, psíquica e econômica , que geram o aumento da demanda desse entorpecente, como: o custo ,o fácil acesso ao mercado de ‘’ varejo”, a rapidez dos seus efeitos , a sensação de euforia nostálgica , e o aumento da infecção por doenças sexualmente transmissíveis .A droga atinge o cérebro de forma tão célere e intensa que é capaz de transformar os mecanismos do sistema cerebral .Nessa perspectiva , o abuso de drogas PE considerado pelos especialistas um padrão de conduta socialmente adquiridos e reforçados por aspectos psicológicos, sociológicos e fisiológicos .Tal padrão serviu de base para traçar um perfil sociodemográfico dos usuários de crack, o que possibilita uma interação de dados e informações importantes para o bom emprego da política Nacional de Combates ás drogas no país .Analisando essa questão social,em relação ao aumento da dependência química entre a sociedade contemporânea, outro participante ativo desse processo é a família.

O problema das drogas é universal. Ninguém ainda explicou por que se implanta esse mundo da auto-destruição. Mundo em que as pessoas se condenam a uma escravidão absoluta do sofrimento com a perda da autoestima e a dilaceração da alma, vivendo uma alucinação em busca da sublimação dos prazeres. Pior ainda, essa epidemia atinge em quase sua totalidade os jovens, meninos e meninas e para maior desgraça, os mais pobres, que sem dinheiro e dependentes do vício, marcham para a marginalidade e o terreno do crime. As estatísticas revelam que 70% dos crimes de homicídio ocorridos no Brasil estão, de uma maneira ou de outra, ligados à droga. Para lamento de todos nós, estes 70% dos que matam e morrem estão na faixa etária entre os 17 e 25 anos. Os jovens estão matando e sendo mortos.

Depois da maconha e da cocaína, agora, de maneira avassaladora, surge o crack, a mais perigosa e nociva das drogas, de custo baixo e alto poder destrutivo, capaz de viciar na primeira vez. O problema tornou-se tão grave e com tanto poder de contágio que já não existe cidade, por menor que seja.

2 DESENVOLVIMENTO

Estatísticas e apreensões policiais demonstram um aumento percentual do consumo de crack em relação às outras drogas, vindo seus usuários das mais variadas camadas sociais. Outros estudos relacionam a entrada do crack como droga circulante em São Paulo ao aumento da criminalidade e da prostituição entre os jovens, com o fim de financiar o vício. Na periferia da cidade de São Paulo, jovens prostitutas viciadas em crack são o nicho de maior crescimento da aids no Brasil. Outras drogas, sobretudo a cocaína, funcionam, via de regra, como porta de entrada para o crack que o usuário recorre por falta de dinheiro, para sentir efeitos mais fortes, ou ainda por curiosidade. Assim, na degenerescência do vício, o crack aparece como o degrau mais baixo (o "fundo do poço") Introdução

Entretanto, em menos de dois anos a droga alastrou-se por todo o Brasil. Recentes reportagens demonstram que o entorpecente tornou-se o mais comercializado nas favelas cariocas multiplicando os lucros dos traficantes. Atualmente, pode-se dizer que há uma verdadeira "epidemia" de consumo do crack no País, atingindo cidades grandes, médias e pequenas. Alguns consumidores, em especial do sexo feminino, na prostituição de baixo nível, visando somar recursos para manter o própio vício, utilizam-se da introdução de pequenas porções de crack em cigarros de maconha, no que é chamado de "desirée", "craconha" ou "criptonita", na gíria do meio consumidor e traficante de crack. Esta prática também é utilizada por traficantes, que adicionam uma pequena quantidade de crack à maconha e vendem aos usuários, sem que estes saibam. É uma tátia cruel para obter novos viciados. O objetivo desse trabalho consiste em realizar uma revisão bibliográfica sobre o conhecimento dos profissionais da atenção básica, identificando se os mesmos detêm informações a cerca de métodos de reconhecimentode reconhecimento: triagem por uso de instrumentos de fácil aplicação e critérios diagnósticos; na abordagem aos usuários dependentes de CRACK e quais as atitudes em relação a: prevenção, tratamento; recuperação; reinserção social; redução de danos sociais e à saúde; avaliações e as praticas de saúde no cuidado básico aplicados a estes clientes usuários de crack, bem como a aceitabilidade do uso da Terapia Comunitária como forma de prevenção no Brasil. A diversidade de problemas e de pessoas envolvidas com as drogas permite dizer que o abuso de substâncias psicoativas é um problema de saúde pública da maior importância. Segundo a Organização Mundial de Saúde (2004), cerca de 10% das populações dos centros urbanos de todo o mundo, consomem abusivamente substâncias psicoativas independentemente de idade, sexo, nível de instrução e poder aquisitivo; a dependência química é determinada por uma série de motivos, todos com papel importante, como: fatores biológicos, genéticos, psicossociais, ambientais e culturais. A dependência de drogas é um estado mental e, muitas vezes, físico, que resulta da interação entre um organismo vivo e uma droga psicoativa, e sempre inclui uma compulsão de usar a droga para experimentar seu efeito psíquico ou evitar o desconforto provocado pela sua ausência. No Brasil, esse problema é avaliado de acordo com a freqüência de internações em instituições psiquiátricas e pesquisas realizadas no meio estudantil. Em pesquisa realizada no país

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