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O Desenvolvimento e Sustentabilidade

Por:   •  6/4/2021  •  Resenha  •  3.118 Palavras (13 Páginas)  •  9 Visualizações

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ROTEIRO LEITURA

Aula 1 – 25/03/2021

Aluna: Amanda Júlia Dias Santos

FARLEY, Joshua, DALY, Herman. Economia Ecológica - Princípios e Aplicações. Economia e Política. Lisboa. Instituto Piaget. 2004. (Partes I, Capítulo 1 p.29-42, capítulo 2, p.43-66, capítulo 3, p.82-88.

CAP. 1: PORQUE ESTUDAR ECONOMIA?

Se não o fizermos, provavelmente acabaremos a servir primeiro os fins menos importantes e a ficar sem recursos, enquanto os fins mais importantes permanecerão inatingíveis. A economia é sobre desejo, o que desejamos e o que estamos dispostos a abdicar parar tê-lo. É o estudo da atribuição de recursos limitados ou escassos entre fins alternativos e competidores.

Economia é a ciência da atribuição de recursos escassos dentre fins alternativos. É possível termos uma economia ecológica equilibrada, compreendendo os serviços ecossistêmicos e toda sua interação, sempre incluindo o fator humano.

A economia neoclássica X Economia ecológica; a clássica ocupa-se do mercado como mecanismo de atribuição; a ecológica reconhece que o mercado é apenas um dos mecanismos possíveis para a atribuição. Os economistas neoclássicos partem do princípio de que os mercados revelam os fins mais desejados e que recursos mais escassos são bens de mercado.

A atribuição eficiente de Pareto, ocorre em uma situação onde nenhuma outra atribuição de recursos poderia melhorar a situação econômica de pelo menos uma pessoa sem piorar a outra. O texto traz ainda diferentes conceitos de eficiente.

Explica que os mercados são necessários. O que deve-se refletir é como nos relacionamos com eles, como atribuímos valor aos bens de consumo. Buscar responder aos questionamentos: Que fim desejamos? De que recursos necessitamos para obter este fim? Que fins são prioritários e até que ponto devemos atribuir-lhes recursos?

O propósito do livro é apresentar a economia ecológica como uma necessária evolução do pensamento econômico tradicional, que tem dominado a academia por mais de um século.

Economia de mercado pró-crescimento

Atribuição, distribuição, escala

Crescimento versus desenvolvimento

Produção

Economia coevolucionária:

CAP. 2: A VISÃO FUNDAMENTAL

Custo de oportunidade, a melhor alternativa que tem de ser sacrificada quando escolhemos fazer algo.

Todo e parte

Sistemas abertos, fechdos e isolados

Escala ótima

Mundo cheio versus mundo vazio

Utilidade marginal decrescente

Custos marginais crescentes

Paradigma e visão pré-analítica

Fluxo circular

Produção linear

Lei de Say

Fugas e injeções

Leis da termodinâmica

Falácia do concreto deslocado

Ampulheta da entropia

Medidas do volume da produção

CAP. 3: FINS, MEIOS E POLÍTICA

Sugere três estratégias para integrar a ecologia e economia:

  1. Imperialismo

  1. Reducionismo ecológico

 

  1. Subsistema estável

Imperialismo e reducionismo são perspectivas monistas.

Fins e meios- um dualismo prático

Uma característica em comum entre a economia ecológica e a ecologia convencional é a definição básica de economia, como o estudo da alocação dos meios escassos entre os fins concorrentes.

Reducionismo ecológico, começa com a perspectiva de que os humanos não estão isentos das leis da natureza.

Subsistema estável,

CONSIDERAÇÕES GERAIS DOS TRÊS CAPÍTULOS

  • A economia é a ciência de alocação dos recursos escassos pelos fins alternativos desejáveis;

CAVALCANTI, Clóvis. Concepções da economia ecológica: suas relações com a economia dominante e a economia ambiental. Estudos Avançados 24 (68), 2010, p. 53-67.

Segundo Clóvis, se o desenvolvimento não for sustentável, ou seja, insustentável, não será desenvolvimento. Será um processo fadado ao fracasso, uma vez que não alia o meio ambiente ao modelo econômico. Trata da questão ecológica sob um viés interdisciplinar, discutindo autores importantes na discussão do pensamento econômico-ecológico, e traz considerações para reflexão sobre as relações natureza-sociedade, com o propósito de aumentar o leque das teorias disponíveis para discussões socioambientais no Brasil e no mundo.

Segundo ele, o modelo econômico típico não contempla a moldura ou restrições ambientais, não considera as conexões que possam existir entre sistema ecológico e as atividades de produção e consumo. Foca apenas fluxos e variáveis do domínio econômico, apresentando fluxos monetários circulando em laço fechado entre famílias e empresas, girando apenas valor de troca. A natureza é vista como uma externalidade. Nessa visão econômica da economia, o sistema não encontra limites, é autossuficiente. Aqui, não envolve custos de oportunidades.

Já na economia ortodoxa, trata impactos ambientais, se porventura deles se ocupa, como fenômenos externos ao sistema econômico, vistos como falhas de mercado. Aqui, as externalidades podem ser internalizadas no sistema de preços, como correção das falhas de mercado.

Segundo cita Whitehead, as formas mais elevadas de vida estão ativamente empenhadas em modificar o seu meio ambiente. Como exemplo, temos a espécie humana que realiza um ataque massivo ao meio ambiente em três etapas: viver; viver bem; e viver melhor. Logo, atacar o meio ambiente é inevitável para os humanos.

O modelo econômico convencional é reducionista, e faz um contraponto com a economia ecológica. O modelo convencional sustenta que o fluxo circular da renda seja o único aspecto importante na vida econômica. A mudança nesse pensamento ocorreu pois passaram a perceber a natureza como algo pleno, fundamentalmente não mecanicista. Na economia convencional, o meio ambiente nunca aparece.

Já a economia do meio ambiente é um ramo da microeconomia, onde seu foco é encontrar preços corretos para alocação ótima de recursos. Nessa visão econômica da ecologia, o meio ambiente aparece como apêndice da economia-atividade. Cita Daly (1991, p.35), “as trocas físicas que cruzam a fronteira entre o sistema ecológico total e o subsistema econômico constituem a matéria-prima da macroeconomia ambiental”. E questiona: Quanto pode ser extraído e quanto pode ser devolvido ao meio ambiente por meio do processo econômico?

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