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O que é gráfico de Porter e swot e onde se aplica

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Por:   •  28/9/2013  •  Tese  •  1.812 Palavras (8 Páginas)  •  538 Visualizações

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O que é gráfico de Porter e swot e onde se aplica?

As Cinco Forças de Porter - A Análise Estrutural de Indústrias

As Cinco Forças de Michael E. Porter é uma ferramenta estratégica para análise do ambiente competitivo. Conhecendo as 5 forças e suas implicações na indústria uma empresa poderá adotar estratégias mais adequadas para cada situação em que se encontrar. O grau de concorrência na indústria dependerá de cinco forças competitivas básicas: novos entrantes, compradores, produtos substitutos, fornecedores e concorrentes.

"É o conjunto dessas forças que determina o potencial de lucro final na indústria, que é medido em termos de retorno a longo prazo sobre o capital investido" Porter, (1996).

Esta é uma ótima ferramenta também para aqueles que estão estudando a viabilidade de entrada em diferentes indústrias. Essa ferramenta ajudará na escolha da melhor estratégia para a sua organização estabelecida ou ainda em fase de planejamento.

Para PORTER, (1996) "O conhecimento dessas fontes subjacentes de pressão competitiva põe em destaque os pontos fortes e os pontos fracos críticos da companhia, anima o seu posicionamento em sua indústria, esclarece as áreas em que mudanças estratégicas podem resultar no retorno máximo e põe em destaque as áreas em que as tendências da indústria são da maior importância, quer como oportunidade, quer como ameaça."

O interessante é que Porter apresenta essa ferramenta mostrando também o seu aspecto financeiro. Ele comenta que se a rentabilidade na indústria for inferior a rentabilidade de títulos do governo mais um ajuste para cima que representa a tolerância ao risco, dificilmente as empresas vão continuar nessa indústria.

No Brasil a taxa de retorno livre de risco, que Porter chama de retorno de "mercado livre" ou taxa básica competitiva, são os 12 % ao ano da taxa SELIC (Abril/2010).

Empresas que estejam operando em uma rentabilidade inferior as estes 12% ao ano não estão aplicando seus recursos na melhor oportunidade de investimento. Muitas empresas além de não possuirem essa informação, não possuem a medição da sua rentabilidade.

Um exercício interessante é dividir o seu lucro líquido de 2009 pelo seu patrimônio líquido no início de 2009. Se o valor for superior aos 12% mencionados então você está numa situação favorável, caso contrário poderia ser interessante pensar em outras formas de investimento ou ainda em como aumentar a sua rentabilidade utilizando as 5 Forças.

Para Porter os clientes, fornecedores, produtos substitutos e novos entrantes são todos concorrentes de uma empresa estabelecida na indústria. O que quebra a ótica antiga de que os concorrentes são apenas as empresas que estão competindo pela mesma fatia de mercado. Um novo produto no mercado, uma nova empresa, consumidores mais exigentes, fornecedores mais poderosos, todas essas esferas estão competindo com a sua empresa e possivelmente poderão reduzir a sua rentabilidade.

Para fixar as cinco forças são.

Força 1 - Ameaça de Entrada

Força 2 - Rivalidade entre os concorrentes

Força 3 - Produtos Substitutos

Força 4 - Poder de negociação dos compradores

Força 5 - Poder de negociação dos Fornecedores

FONTE: PORTER, Michael E. ESTRATÉGIA COMPETITIVA: Técnicas para análise de indústrias e da concorrência - Editora Campus. Rio de Janeiro, 1996.

E onde isso se relaciona com a Qualidade?

Empresas competindo em ambientes pouco rentáveis poderão ter poucos recursos para produzir produtos com a qualidade exigida pelos clientes. É a velha história do empreendedor que abre uma padaria no seu bairro, ele foi o primeiro, niguém vendia pão ali, e ele se deu muito bem. Sua rentabilidade foi bem acima da taxa livre de risco. Os negócios estão indo melhor a cada dia. Isso porque não existem concorrentes, os fornecedores só possuem um único cliente, os compradores de pão só possuem uma única padaria e não existem ameaças significativas de novos entrantes e nem de produtos substitutos. Pouco dinheiro é investido em marketing ou promoção. O negócio é uma boa!

Até que uma segunda padaria aparece nas proximidades, o segundo empreendedor logicamente não terá o mesmo retorno do primeiro quando este entrou no mercado, mas espera ter um retorno acima da taxa livre de risco. Como o mercado não cresceu a tendência agora é que ambas as padarias dividam esse faturamento. Reduzir custos pode ser uma forma de aumentar a rentabilidade, comprar ingredientes de menor qualidade, reduzir a quantidade e qualidade das contratações de mão-de-obra, o que pode afetar o resultado. É lógico que uma opção estratégia competitiva seria investir em melhores produtos para ganhar a concorrência, ou seja, buscar a melhoria contínua, mas nem sempre é isso o que vemos.

Se outras padarias forem entrando nesse mercado a tendência é que a rentabilidade chegue a zero, e todos sofram as consequências de não conhecer e aplicar os ensinamentos deixados por Michael Porter.

Conhecer a lógica das 5 forças pode te ajudar a escolher o melhor lugar para aplicar o seu dinheiro e também a como entrar em negócios menos turbulentos, onde se pode desprezar o efeito da concorrência, que como vimos, não é consequência apenas dos concorrentes diretos da empresa, mas da interação das 5 forças mencionadas.

A análise SWOT é uma forma muito difundida de fazer o diagnóstico estratégico da empresa. O que se pretende é definir as relações existentes entre os pontos fortes e fracos da empresa com as tendências mais importantes que se verificam na envolvente global da empresa, seja ao nível do mercado global, do mercado específico, da conjuntura económica, das imposições legais, etc. O modelo SWOT é também conhecido como o modelo de Harvard, já que a sua metodologia se baseia no modelo de Harvard.

SWOT é a junção das iniciais (em inglês) dos quatro elementos-chave desta análise estratégica. A saber:

• Strenghts - pontos fortes: vantagens internas da empresa em relação às empresas concorrentes

• Weaknesses - pontos fracos: desvantagens internas da

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