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Perspectivas E Desafios Para O Jovem Arquiteto No Brasil

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Por:   •  16/6/2013  •  1.486 Palavras (6 Páginas)  •  1.433 Visualizações

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Resumo do Texto.

Perspectivas e desafios para o jovem arquiteto no Brasil

A leitura do texto Perspectivas e desafios para o jovem arquiteto no Brasil”, faz uma reflexão sobre o que é esperado do arquiteto e suas relações com o mercado e o meio urbano. A questão é que o destaque das grandes produções dos nobres nomes da arquitetura não deve ser o único aspecto que representa o “sucesso” na profissão.

O comentário “a arquitetura brasileira é fenomenal, mas aparece para nós como uma arquitetura apenas de casas chiques, e quando não, de prédios habitacionais e comerciais de luxo”, diz quase tudo o que se quer discutir no artigo. A fama de nobres nomes da arquitetura mundial, cria uma espécie de mito em torno da profissão. Além disso, quando há a produção arquitetônica nos centros urbanos, ela não é uma arquitetura de qualidade, pois não inova em nenhuma característica e exclui os ideais de “boa arquitetura”, verticalização feita sem pensar no coletivo, o grande aumento de automóveis ao invés da utilização de transportes coletivos, a opção por condomínios fechados, segregando as classes. Tudo isso impossibilita a transformação do espaço urbano para algo de qualidade. Se finalizando em resultados chocantes para o brasileiro como uma simples chuva de verão pode virar um desabamento, Poluições, congestionamentos, enchentes, espaços abandonados, inspirando o medo em qualquer um. São as causa da falta da “arquitetura e urbanismo”.

E o problema de tudo isso não está nos escritórios ou na arquitetura voltada para o mercado de luxo, mas sim no conceito que só esse tipo de arquitetura é importante e reconhecida. A razão desse tipo de pensamento não é apenas dos arquitetos, mas da sociedade, pois considera importante apenas a parte “visível” da cidade, geralmente os centros e espaços nobres e exclui os bairros e periferias de propostas urbanísticas. Além disso algumas instituições de ensino passam a ter parte da culpa por levar em consideração apenas o lado da arquitetura elitista.

É apresentado nesse momento duas possibilidades: por um lado podemos descobrir uma nova forma de criar e lidar com as cidades, e por outro podemos continuar a reproduzir a barbárie urbana.

Estudos mostram que a população e o PIB das cidades médias crescem mais do que as outras cidades brasileiras, inclusive as metrópoles. Esse fenômeno está relacionado ao crescimento da classe C, que teve aumento de quase 50% em 5 anos. A realidade existente nas atuações da arquitetura brasileira em cidades, mostra desenvolvimento, acompanhando o aquecimento do mercado. Porém não consegue relevar sua atuação, provocando o domínio do mercado imobiliário com uma irrelevância a arquitetura, focada mais no lucro e não no ideal de uma cidade urbana mais humana. A chegada da modernidade em cidades médias e pequenas é fácil de enxergar, como crescimento de prédios de pobre arquitetura. Ao mesmo tempo cidades do porte de Joinville ou Guarulhos tem menos de 20% de cobertura de esgoto, predominando a impermeabilização do solo e a canalização dos córregos. Assim, apesar do esforço, a arquitetura menos prezada pelo mercado enfrenta dificuldades em impor um novo padrão de qualidade no meio urbano. O mercado imobiliário brasileiro iniciou pela primeira vez um movimento para ampliação da produção para faixas de renda mais baixas, já que a sua tradicional faixa de atuação se torna pequena para tanto crédito disponível (oferta e procura). Em 2009 foi lançado o programa de financiamento habitacional “Minha Casa Minha Vida” pelo governo federal no objetivo de construir um milhão de casas, atendendo principalmente o mercado popular.

Com um volume significativo de produção atual pode se dizer que não havia movimentação na construção civil no pais há anos. A qualidade arquitetônica e urbanística não foi incorporada à produção desse mercado popular privado. Dentro ou fora do âmbito do “Minha Casa Minha Vida” (minha casa minha divida) se vê um conjunto de habitações enormes com padrão construtivo de baixa qualidade arquitetônica, empreendimentos verticalizados, optados por tipologias em “H” pelas construtoras com pouca qualidade construtiva e arquitetônica, dando-lhes um certo “glamour” no mercado por causa das cores usadas nos revestimentos dos produtos e empreendimentos de alto padrão. Assim vendem-se apartamentos de menos de 50m² por cerca de 100 mil reais, dando à população que antes nunca imaginaria ter casa própria, a ilusão de viver com o padrão de riqueza.

As periferias, que estão muito presentes no Brasil , são um exemplo da falta do projeto urbanístico nas cidades brasileiras. O acesso à casa própria é tão restrito que muitas vezes, para o comprador, é a possibilidade de uma vida melhor, mas no Brasil paga-se muito caro para ter uma qualidade de vida. O que é predominante no país é a opção por implantações com abuso de movimentação de terra (muito impactantes ambientalmente), ou em planícies infinitas e áridas, longe da cidade, com uso somente residencial, sem oferta de serviços nem de equipamentos em quantidade e qualidade necessárias, e sempre cercadas por um grande muro. A arquitetura deveria ser parte atuante na linha de frente desse processo de urbanização, mas isso não acontece no país. Hoje a arquitetura no país é uma profunda alienação às perspectivas desafiadoras, ou seja , incapaz de responder a um déficit de seis milhões de moradias e as cidades com metade de sua população vivendo na informalidade. A arquitetura nova é definida como “o atendimento de um progresso esperado e de necessidade coletiva”, portanto deveria adiantar-se a necessidade da sociedade, refletindo e oferecendo soluções arquitetônicas e construtivas que construam o futuro. O crescimento das cidades

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