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O ENSINO DA ARTE PARA CRIANÇAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS

Por:   •  15/10/2013  •  3.327 Palavras (14 Páginas)  •  534 Visualizações

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RESUMO

O portador de necessidades especiais, mesmo com todas as limitações inerentes à sua patologia, se trabalhado e devidamente estimulado, pode produzir arte e desenvolver práticas artísticas que, de certa forma, contribuirão para a sua independência. A arte permite a liberdade de expressão, a integração, instiga a criatividade e a busca de si mesmo. Sendo assim, diante do crescente aumento do número de crianças especiais inseridas atualmente no ensino regular, justifica-se a importância da discussão sobre o ensino da arte como mediadora no processo de inclusão deste aluno. Os benefícios do ensino da arte para crianças com necessidades educacionais especiais estão amplamente descritos na literatura pertinente. O educador, atento ao perfil de cada necessidade, deve propiciar o diálogo entre a arte e as demais disciplinas promovendo a solidificação da aprendizagem.

Palavras-chave: Necessidades Especiais; Arte; Práticas Artísticas; Liberdade de Expressão; Inclusão.

INTRODUÇÃO

Um dos desafios da educação brasileira é ofertar à criança um ensino de qualidade que a transforme em um cidadão participativo, reflexivo e autônomo.

A educação tradicional desviou seu foco para o processo de aprendizagem do aluno, não estando mais centrada apenas na transmissão de conteúdos. A inovação, resultado da ação criadora revelou a arte como objeto de conhecimento. Diante disso, buscou-se a integração entre a aprendizagem racional e a aprendizagem estética dos alunos.

Contudo, em se tratando de crianças com necessidades educacionais especiais, há que se preservar e impulsionar a dinâmica do desenvolvimento e da aprendizagem, proporcionando autonomia a esse aluno e favorecendo a integração com os demais conteúdos curriculares. Um dos agentes facilitadores dessa proposta é o ensino da arte.

O ensino da arte, visto como um importante instrumento de inclusão social propicia o diálogo entre as disciplinas e proporciona a essas crianças diferentes maneiras de entender e contextualizar os conteúdos escolares.

CRIANÇA ESPECIAL: CONCEITOS E DEFINIÇÕES

Normalmente o conceito de deficiência é acompanhado de idéias preconceituosas ou de comparação entre pessoas normais e deficientes, exacerbando as dificuldades individuais destes, sem levar em consideração as características de cada indivíduo.

Amaral (1996, pág. 41), fazendo reflexões sobre a revolução do conceito de deficiência, coloca que critérios socialmente construídos e legitimados estabelecem o “tipo ideal” e o “ser desviante”, centralizando em companhia do estigma, as conceituações/definições de deficiência e as atitudes frente a ela.

Muitos pais e profissionais têm uma visão do portador de necessidades especiais, como ser incapaz, infantil, dependente e com características qualitativamente diferentes das crianças normais.

Segundo Nunes et al (1998, pág. 36):

“Esta concepção da deficiência como uma condição patológica crônica incapacitante, que esteve presente, aberta ou veladamente, inclusive no discurso de agentes educacionais, implica em atitudes e ações em relação a estes indivíduos que reforçam ainda mais estas características estigmatizantes. Esta representação estereotipada do deficiente, é sem dúvida, um dos principais entraves à proposta de sua integração ou inclusão no sistema regular de ensino – além de outros aspectos já mencionados, como a falta de preparação dos professores para acolher estes alunos”.

Mas as áreas médica e educacional evoluíram com rapidez e contribuíram para aprimorar a educação e para quebrar limites dessas pessoas. Hoje é passivo o fato de que muitas dessas crianças podem se desenvolver e sobreviver de forma independente.

Contudo, a aprendizagem dessas crianças revela aspectos que exigem do educador muito conhecimento e paciência, já que a atenção destas é um elemento peculiar no desenvolvimento dos processos cognitivos.

A INCLUSÃO DA CRIANÇA ESPECIAL NA REDE REGULAR DE ENSINO

No Brasil, a educação inclusiva visa inserir as crianças com necessidades educacionais especiais no ensino regular e está fundamentada na Constituição Federal de 1988, que, em seu art. 5°, garante que todos são iguais, sem distinção de qualquer natureza.

Em seus artigos 205 e 206, I, a Constituição garante:

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração

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