Trabalho Circuitos
Por: Andre Luis • 29/11/2025 • Tese • 426 Palavras (2 Páginas) • 2 Visualizações
Roteiro para a fala: (De quem for ler)
O Sacramento do Crisma
O Crisma é o sacramento da confirmação, o momento em que recebemos a força do Espírito Santo para vivermos como cristãos maduros e conscientes da nossa fé.
Ele completa o Batismo: no Batismo, nascemos para a fé; no Crisma, assumimos essa fé por vontade própria, confirmando diante de Deus e da Igreja que queremos segui-lo com convicção.
Na Bíblia, o Crisma tem sua origem em Pentecostes (Atos 2,1-4), quando o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos, enchendo-os de coragem, sabedoria e amor.
Eles deixaram de ter medo e começaram a anunciar Jesus com firmeza.
O mesmo acontece conosco: quando somos crismados, o Espírito Santo nos dá força interior para enfrentar as dificuldades da vida e testemunhar nossa fé com atitudes e escolhas concretas.
Durante o rito do Crisma, o bispo unge nossa testa com o óleo do Crisma, traçando o sinal da cruz e dizendo:
“Recebe, por este sinal, o dom do Espírito Santo.”
Esse gesto pode significar: ele marca o cristão como alguém que pertence a Cristo e que está pronto para agir com sabedoria, justiça e coragem.
O Espírito Santo nos concede sete dons:
sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus.
Esses dons não são apenas palavras, são forças espirituais que nos ajudam a tomar boas decisões, enfrentar tentações, agir com amor e compreender o que é justo.
Eles nos ajudam a viver bem e a fazer o bem, dentro e fora da Igreja.
Do ponto de vista filosófico, o Crisma também representa um ato de maturidade e razão.
Aristóteles dizia que a verdadeira virtude nasce quando o ser humano age por escolha livre não por imposição.
Santo Agostinho, por sua vez, dizia que “amar é o mesmo que querer o bem”, ou seja, a fé não é uma emoção passageira, mas uma decisão de agir com amor e consciência.
Assim, o Crisma não é apenas um rito religioso: é um ato de liberdade e de responsabilidade, no qual a pessoa declara:
“Eu creio, eu compreendo e eu escolho viver segundo o que acredito.”
Receber o Crisma é, portanto, aceitar o desafio de viver a fé com razão, coragem e verdade.
É decidir, todos os dias, ser coerente com o Evangelho — mesmo quando é difícil, mesmo quando o mundo diz o contrário.
O Espírito Santo não tira os nossos problemas, mas nos dá força para enfrentá-los e sabedoria para agir com justiça e amor.
O Crisma nos lembra que a fé não é herdada, é escolhida.
E quem é realmente crismado não apenas carrega um título, mas assume uma missão: ser luz, ser exemplo, ser presença de Deus onde vive.
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