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PROCESSOS DE EXCLUSÃO SOCIAL

Por:   •  19/11/2013  •  2.276 Palavras (10 Páginas)  •  528 Visualizações

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PROCESSOS DE EXCLUSÃO SOCIAL

O HOMEM SEM DIREITOS

O pensamento cientifico também se deixa envolver por modismos. Na realidade acontece em todos os campos científicos, especialmente no campo das ciências sociais. Na nossa realidade social são grandes as preocupações com os processos de exclusão social. Mas o estudo acerca do tema está longe de ter sido plenamente explorado, graças a certos reducionismos que tem o transformado em modismo. A exclusão social não é apenas fruto das marginalizações econômico-financeiras oriundas de lutas de classes. Mas estudiosos no assunto como antropólogos sociólogos, dentre outros reduziu o foco do assunto a tão somente a causa econômico-financeira. Causando com isto, falhas nos processos de análises dos fatos sociais, uma vez que toda redução causa empobrecimento ou distorção. Abordá-las de forma simplificadora é distorcê-las.

Segundo Edgmar Morin que o denomina como paradigma da complexidade, as exclusões sociais não têm apenas componentes socioeconômicos, mas também filosófico-sociais, de psicologia social e de história da cultura, que convicções definitivas não são possíveis em nenhuma área do saber humano.

O que queremos propor leitura dos processos de exclusão social que seja, a menos reducionista; uma maneira menos fragmentária de ver a problemática em consideração.

Para se saber se a questão dos processos de exclusão social é relevante em nossa época, basta um olhar atento aos sofrimentos sociais. Os altos índices de violência vão-se configurando num volume de atos que poderíamos chamar “vingança social”. Ilícitos de toda ordem (civis e penais) elevam-se verdadeiramente insuportáveis, sociologicamente mais consciente, uma prática judiciária não enrijecida no estrito cumprimento do que está legislado. Legislado, saiba criticá-lo e reivindicar aperfeiçoamentos.

NOSSAS HERANÇAS DA MODERNIDADE: O SÉCULO XIX

Somos herdeiros da modernidade do século XIX? Estamos no século XXI, de buscar conhecer peculiaridades intrínsecas ao século XX apenas. Somos o resultado de uma evolução histórica que nos esculpiu tais quais somos e vivemos.

Recebemos, da Idade Moderna, dois conjuntos doutrinários liberalismo (o mais antigo) e progressismo. Surgiu por volta da época da Reforma (no século XVI), propriamente chega ao momento de grande força teórico-prática no século XVIII – o Iluminismo com sua revolução filosófica, econômica e política. O progressismo é filho do século iluminista e tem o seu apogeu no século XIX, com isso invadindo – aliás, ambos – a presente centúria, especialmente em sua primeira metade.

Lutero, com a defesa do “livre exame” das Escrituras Sagradas contestava o magistério da Igreja, e Galileu, advogando a investigação cientifica experimental – e não aceitando autoridades, eclesiais ou outras, que pensem no lugar dos demais homens.

O momento heróico dos Grandes Descobrimentos Marítimos, invenções cientifico-tecnológicas a expansão mercantilista da Revolução Comercial, todos esses foram fatores de apoio ao desenvolvimento ideais individualistas pensamento liberal.

O liberalismo, nunca foi um corpo bem definido de doutrina filosófica, influências doutrinárias diversas.

Se, de forma esquemática, quiséssemos enunciar as reinvindicações fundamentais liberalismo, respeito às potencialidades do indivíduo, diminuição de entraves legais à acumulação de propriedade, substituição dos privilégios hereditários pelo contrato jurídico-social; principalmente, limitação da atuação governamental sobre a economia da sociedade; ideal de abolição do arbítrio, com obediência às leis estabelecidas, limitação da intervenção das religiões na vida social, finalmente, a defesa da autodeterminação nacional, forma de proteger a autonomia de grupos econômicos.

Com isso, percebemos que o liberalismo, filosofia alicerçada nas chamadas “leis naturais”, ética capitalista emergida do século XV. Constatar que as origens dos processos de exclusão social, remontam – mais especializadamente – às origens do liberalismo.

Quando, com apenas 23 anos de idade, A. Robert Jacques Turgot, Barão de L’ Aulne, pronuncia, na Sorbonne, sua histórica conferência intitulada uma revisão filosófica dos sucessivos progressos do pensamento humano, este gênio do pensamento sociopolítico e da oratória dava início à trajetória quase delirante do progressismo. O progresso, como idéia-mestra de uma época, argumenta Christopher Dawson, não é visto como uma moda intelectual e passageira; é concebido como uma verdade eterna, baseada na própria natureza das coisas dotada

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