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Símbolos e Significados do Gênero

Por:   •  10/9/2019  •  Ensaio  •  922 Palavras (4 Páginas)  •  10 Visualizações

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1. Apresente o argumento do texto:

Almeida (1995) busca apresentar o sistema de significados e símbolos culturais que produzem os discursos e práticas que legitimam as categorias de gênero, com ênfase na analise da masculinidade. Neste sentido, ressalta-se que o mundo é dividido em masculino e feminino, onde sua diferenciação é feita através do corpo, visto que, para o autor, sexo e gênero se sobrepõem como a mesma coisa.

No mundo das emoções e sentimentos, entende-se que masculinidade e feminilidade são vividas no dia a dia como uma série de características e comportamentos que podem ser notadas no sexo oposto, onde homens podem ter comportamentos compreendidos como femininos e vice-versa. Em contrapartida, no mundo das relações sociais a divisão sexual entre os gêneros é mais rígida, onde as meninas desde cedo aprendem a ser passivas e os homens ativos, através da incorporação nos hábitos cotidianos. As brincadeiras tidas como de meninos são geralmente ligadas a dominação das formas de vida inferiores, bem como brincadeiras em grupo que incentivam a competição por liderança, enquanto as brincadeiras tidas como de meninas estimulam a aptidão física em espaços pequenos e reprodução da vida familiar e da maternidade. Os meninos podem se sujar e estragar suas roupas em brincadeiras, porém, às meninas é negado o lugar da “selvageria”, para não serem vistas como “maria-rapaz”, estimulando-se então a vaidade e competição pela aparência.

A diferenciação dos gêneros ainda é vista, simbolicamente, no ideal de residência neo-local, onde a família é um grupo nuclear centrado em uma casa física, onde a parte do telhado é arranjada pelo homem, enquanto à mulher é posto o papel de limpar “o adro que dá para a rua ou a porção de rua correspondente à fachada, faz o fogo, cuida do jardim e chega a fazer pequenos trabalhos de manutenção.” (parágrafo 51)

De acordo com Almeida (1995), em Pardais, o conhecimento local só considera formas de evitar o feminino e favorecer o masculino. O autor percebe que estar em casa é visto pelos homens como um mal-estar, visto que a domesticidade feminiza, então se tem o café como seu espaço por excelência, para o consumo de álcool e atividades de lazer. É apenas nas cerimonias religiosas que as mulheres se apropriam da aldeia como casa simbólica, exercendo papéis relevantes e de destaque.

Insta ressaltar que a diferenciação e divisão entre masculino e feminino não é linear, pode ser transformada de acordo com a idade, classe social, relação de trabalho, acumulação ou perca de prestígio, relações sociais, entre outras coisas. Enquanto se é menino, não se é homem (no sentido masculino), precisa, para tanto, cortar a subordinação afetiva com a mãe, a casa e a família e passar a fazer “coisas de homem” (parágrafo 60) com outros jovens, como, por exemplo, o trabalho. O casamento também é visto como algo necessário para se atingir o lugar de homem adulto. Neste sentindo, entende-se que a masculinidade tende a estar sempre sendo construída e reafirmada, enquanto a feminilidade é visto como algo natural, sendo confirmada pela maternidade.

No campo da sexualidade, a norma local divide os homens e as mulheres internamente:

“A mulher mãe, virginal e protectora tem a sua antítese na mulher perdida, exclusivamente Natureza e portadora de um apetite sexual incontrolável. A ambiguidade da mulher, e a consciência de que se encontra submetida a um estatuto social inferior do qual pode querer sair através da manipulação,

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