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Conjunto de teorias desenvolvidas ao longo da idade moderna para justificar a origem da sociedade e defender determinadas formas de governo

Por:   •  25/11/2013  •  Relatório de pesquisa  •  2.690 Palavras (11 Páginas)  •  380 Visualizações

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Conjunto de teorias desenvolvidas ao longo da idade moderna para justificar a origem da sociedade e defender determinadas formas de governo.

Aspectos Comuns:

- discutem uma hipotética origem/condição natural do homem: “Estado de Natureza”.

- Demonstram vantagens e desvantagens da condição original e dos sacrifícios da vida política.

- Negam a versão Aristotélica do homem como naturalmente político: Contrato (pacto) é artificial.

Tomas Hobbes (1588-1679)

Leviatã é a sua obra principal. Em sua teoria o estado de natureza é o estado do egoísmo, da vaidade, da violência e do desejo de glorificação. É a guerra de todos contra todos, as pessoas abandonam a liberdade original. O Estado seria o poder abstrato personificado no soberano para adestrar a convivência em sociedade. Ele tem poder incomum sobre os homens. Decide o destino e a justiça. A motivação para a criação do estado é o temor da Morte violenta.

Hobbes é levado a filosofar por causa da perturbação que experimenta diante do perigo de dissolução do Estado, já que está convencido que a maior causa do mal deve ser buscada na cabeça dos homens, nas falsas opiniões sobre o que é justo e injusto, sobre os direito e deveres, respectivamente dos soberanos e dos súditos. Se contexto social denuncia a necessidade de pensar como pensou. Sua preocupações não são desmotivadas, e ganham ainda maior esforço quando se pensa nos objetivos de unificação, pacificação e reintegração da sociedade que norteavam o filósofo.

ESTADO DE NATUREZA COMO ESTADO DE GUERRA

O estado de natureza hobbesiano corresponde a situação pré-civica de convívio humano, em que a liberdade era a lei maior. Algumas características desse período: a igualdade de todos na vulnerabilidade à violência, em face da ausência de autoridade soberana para regular o uso da força, o egoísmo de cada um na busca de seus fins pessoais a fim de sobrevivência, o caráter infinito e insaciável dos apetites.

O pior mal que o homem pode infligir ao outro na busca dos seus fins é a MORTE. A plena liberdade de todos unida a plena liberdade de todos só pode dar em um conflito de liberdades, daí resultam os conflitos e tudo o que pode ser demonstrado com o principio da violência. Em resumo: prevalece a LEI DO MAIS FORTE. Ele tem uma visão negativa, pessimista da natureza humana.

Esse Estado de Natureza descrito por Hobbes não é coisa do passado, alguns lugares se vive assim ainda, segundo seus comentários, tais como a América da sua época. Ele pode ser estudado em situações presente e reais, podendo se verificar:

a) Nas sociedades primitivas, uma situação pré-estatal.

b) No caso da guerra civil, ou seja, quando o estado já existe, mas se dissolve por variadas razões, ocorrendo a passagem da sociedade civil à anarquia, situação que poderia ser chamada anti-estatal (negação do estado).

c) Na sociedade internacional onde as relações entre estados não são reguladas por um poder comum.

Embora a guerra de todos contra todos, no estado de natureza, não seja permanente, trata-se de um estado em que a paz é apenas situação passageira, tão precária e fraca, que pode ser a qualquer momento interrompida por jorros de sangue e pelo ataque de armas. Estado é o paliativo para esse males.

Onde não há poder comum não há lei, e onde não há lei não há injustiça. Nesse estado só pertence a cada homem aquilo que ele é capaz de conseguir e enquanto for capaz de conservá-lo.

O Estado é uma necessidade, um impositivo para os homens que anteriormente viviam em estado de natureza. O Estado, e somente ele, é capaz de impor a ordem, por instaurar um governo em comum, regras comuns e exercer soberanamente a justiça da sociedade. Nesse sentido, a idéia da guerra como algo abominável, de que tem de fugir, sob pena do extermínio completo de todos por todos, ressalte-se, é o que promove a propulsão acelerada do homem para a sociedade civil.

O Estado

O leviatã é o monstro legendário mencionado por Hobbes para ilustrar a figura artificial do Estado. O contrato é fundado, é iniciado artificialmente pelos homens, mas com consenso de vontades, e é firmado de forma irreversível

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