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Críticas em Relação ao Conceito de Espaço de Descartes, Newton, Leibniz e Einstein

Por:   •  16/10/2018  •  Artigo  •  5.627 Palavras (23 Páginas)  •  55 Visualizações

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Críticas em Relação ao Conceito de Espaço de Descartes, Newton, Leibniz e Einstein.

Jussara Ferreira de Melo[1]

Resumo: Este artigo tem como objetivo expor o conceito de espaço de acordo com a filosofia de Descartes, Newton, Leibniz e Einstein. Já faz algum tempo que há um embate entre as teorias relacionadas ao conceito de espaço, tempo, lugar e movimento. É importante destacar as filosofias destes autores em relação aos conceitos supracitados, pretende-se esclarecer os pontos principais das filosofias destes, a fim de expor qual impacto essas filosofias têm no nosso atual conceito de espaço, e qual relação existe entre essas filosofias e a física atual.                          Palavras-chave: Descartes, Newton, Leibniz, Einstein, espaço, tempo, movimento e lugar.

Introdução

         A comparação entre as filosofias de Descartes, Newton, Leibniz e Einstein é um dos principais pontos deste artigo, expondo os pontos principais que levaram estes a se criticarem mutuamente. A discussão entre esses filósofos gira em torno de uma filosofia que não pode ser refutada. Durante muito tempo a filosofia newtoniana assumiu este papel, o que é reconhecido inclusive por Einstein, porém ele nos fez enxergar a filosofia de Newton como meras hipóteses.

Descartes e o Movimento

         Primeiramente, para dar início à argumentação a cerca do movimento é necessário explicar o significado de alguns termos usados por Descartes que servirão de premissa para a discussão sobre o movimento.

         Explicar o conceito de corpo á partir do pensamento de Descartes é necessário, pois é o deslocamento do corpo que gera o movimento. Segundo Descartes o corpo é constituído de extensão em comprimento, largura e altura e somente destes; ele despreza as qualidades sensíveis como a cor e o peso, por exemplo, pois independente destas qualidades o corpo continuará sendo um corpo.

         Por ter a dúvida como base para o conhecimento Descartes impõe problemas em relação à natureza do corpo, indagando se este é constituído somente de extensão, como se pode observar na seguinte passagem onde ele aponta as dificuldades a cerca do corpo: “A primeira consiste em que algumas pessoas, quando vêem de perto corpos que umas vezes estão mais rarefeitos e outras vezes menos, imaginam que um corpo tem mais extensão quando está rarefeito do que quando está condensado” (DESCARTES, 2005, p. 60).

         A extensão de um corpo de acordo com Descartes é igual quando o corpo esta mais rarefeito e quando ele está mais condensado, pois a extensão deve ser medida somente pelo corpo desprezando os intervalos, sendo assim, o que varia é o intervalo entre as partes do corpo e não sua extensão. Para comprovar este pensamento ele utiliza o exemplo da esponja que depois será criticado por Newton.

         Para Descartes o espaço possui as mesmas propriedades do corpo, a extensão em comprimento, a largura e a altura são iguais em ambos. Ao ver de Descartes o que difere o corpo do espaço é o pensamento (Res Cogitans), e que a extensão do corpo e do espaço são iguais o que diferencia um do outro é acharmos que a extensão do corpo muda de lugar junto com ele ao contrário do espaço que acredita-se que a sua extensão continua no mesmo lugar como pode-se observar na seguinte citação:

É verdade que há diferenças na nossa maneira de pensar, pois se tirarmos uma pedra do espaço ou do lugar onde estava, entendemos que retiramos a extensão desta pedra porque as consideramos inseparáveis uma da outra. Apesar de tudo, pensamos que a mesma extensão do lugar onde estava à pedra se manteve (...) (DESCARTES, 2005, p. 63).

         De acordo com a filosofia de Descartes o lugar e o espaço não são diferentes do corpo e o que nos faz diferenciar um do outro é observar como eles se localizam entre os corpos. No exemplo que será citado a seguir o movimento acontece ou não com base no referencial que foi utilizado e que é dado como fixo:

Por exemplo, se vemos um homem sentado na popa de um barco que o vento leva para fora do porto e se só fixarmos o barco, parece-nos-á que esse homem não muda de lugar, porque vemos que se mantém sempre na mesma posição relativamente às partes do barco em que está; mas de fixarmos as terras vizinhas, parece-nos-á que esse homem muda continuamente de lugar porque se afasta de uma e aproxima-se de outras. (DESCARTES, 2005, p. 64).

         Assim sendo, pode-se concluir de acordo com Descartes que não há um ponto que realmente seja fixo porque dependendo do referencial ele pode mover-se.

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