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"Manifesto Do Partido Comunista" - RESUMO

Por:   •  27/3/2014  •  2.210 Palavras (9 Páginas)  •  417 Visualizações

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“Manifesto do Partido Comunista” - RESUMO

MARX, Karl e ENGELS, Friedrich

Resumo por M. C. Barros

No Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels analisam a progressão histórica da economia mundial e a ela atribuem a dualidade entre burguesia e proletariado, classes que reproduzem em sua época os conflitos sociais que se desenvolveram no decorrer da história, nas mais variadas épocas.

A sociedade burguesa, considerada por eles revolucionária por ter sido decisiva no rompimento de parte da sociedade européia com o modo de produção feudal, é considerada, após alçar-se ao poder, como uma mera reprodução moderna das relações de poder que perduram, segundo Marx, desde a antiguidade. A “revolução” burguesa serviu simplesmente para que essa classe pudesse ascender ao poder sem, entretanto, modificar a superestrutura, mantendo, embora em mãos diversas e sob uma estrutura social um tanto diferente, a concentração de poderes sob uma pequena elite em detrimento da maioria.

De acordo com o explanado no texto, os servos feudais da Idade Média originaram os primeiros grupos burgueses, sediados nas primeiras cidades. Muitos dos eventos que contribuíram com a derrocada do sistema feudal foram implementados pela dinâmica introduzida pela burguesia na sociedade européia. A expansão ultramarina para Índia e China abriu novos mercados e fez com que o velho esquema corporativo de produção fosse substituído pelas manufaturas, mais eficientes e especializadas. Mantinha-se crescente a demanda por produtos e a produção manufatureira, em dado momento, não mais supria às crescentes necessidades por produtos dos mais diversos. A revolução do vapor incrementou incrivelmente a produção e a manufatura foi suplantada, sendo sua produção expandida para o novo mundo através do desenvolvimento nos transportes e comunicações por terra e mar. Todo o processo citado reforçou o poder burguês nas relações econômicas e sociais e “legitimou” sua supremacia pela derrocada do velho regime.

Toda a “filosofia” burguesa é difundida para os rincões mais afastados pela crescente expansão burguesa pelo livre-mercado e pela busca incessante pelo consumo de seus produtos, cada vez mais necessários para a nova sociedade.

O comunismo surge em meio à extrema exploração empregada pelos donos dos meios de produção, descrita por Marx e Engels como o fator desencadeador da revolução proletária. Neste contexto, percebe-se que cada vez mais a classe trabalhadora é destituída de dignidade e permanece sendo incorporada como uma mera unidade repetidora de engrenagens mecânicas, além de ter remuneração cada vez menor, chegando ao nível de somente poder sobreviver para retroalimentar o sistema que o massacra. As riquezas produzidas, conhecida na teoria marxista como mais-valia, fica toda concentrada nas mãos da pequena classe burguesa.

Em dado momento, a tensão gerada por esta concentração e pela extrema miséria a que o proletariado é sujeito, leva à incapacidade da classe dominante em manter o status quo, sendo então aceso o estopim da revolução.

Os operários organizam-se em níveis cada vez maiores a partir de núcleos isolados nas fábricas, e sua luta ganha dimensões internacionais, acompanhando assim a abrangência do sistema burguês, “mundializado” pelos próprios interesses burgueses.

A classe proletária é cada vez mais acrescida de setores da sociedade que foram alijados do domínio político-econômico, como os pequenos industriais sufocados pela grande indústria capitalista. Estes setores sociais passam a integrar a classe operária e a trazer instrução política ao movimento, incrementando sua organização e suas plataformas. Marx cita triunfos ocasionais da classe operária, que, embora efêmeros, resultaram na crescente união e consciência dos trabalhadores. A formação deste grande movimento resulta em concorrência entre os próprios operários, o que causa a incessante destruição do movimento, que reergue-se em seguida de forma mais consistente. Sua força acaba sendo atraente às lutas da burguesia contra outros rivais, como setores divergentes da própria burguesia, a aristocracia e as burguesias estrangeiras. O proletariado, neste contexto, é arrastado pela burguesia aos seus conflitos, o que serve de base educacional da própria classe operária.. Em suma, Marx argumenta desta forma que a burguesia é a formadora de seus algozes políticos, o proletariado.

Os conflitos internos da burguesia representaram outro fenômeno curioso: a exclusão de setores burgueses da hegemonia, setores estes que aderiam por conveniência ao movimento antiburguês operário. É o chamado lumpenproletariado, setor do movimento

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