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Tomas Aquino

Artigo: Tomas Aquino. Pesquise 793.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  21/5/2014  •  1.704 Palavras (7 Páginas)  •  450 Visualizações

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Conceito de filosofia:

Filosofia é uma palavra grega que significa literalmente “amor a sabedoria” no qual consiste o estudo de problemas fundamentais relacionados a existência, ao conhecimento, a verdade, aos valores morais e estéticos, a mente e a linguagem. Abordando tais problemas com ênfase em argumentos racionais, a filosofia se distingue da mitologia e da religião e por e outro lado se distingue das pesquisas cientificas, por não recorrer a procedimentos empíricos, pois em seus métodos estão a argumentação logica, analise conceptual, as experiências de pensamento e outros métodos. Desta forma, a filosofia pode ser definida como a análise racional do significado da existência humana, individual e coletivamente, com base na compreensão do ser. Apesar de algumas semelhanças com a ciência, muitas das perguntas da filosofia não podem ser respondidas pelo empirismo experimental.

A filosofia pode ser dividida em vários ramos. A filosofia do ser, por exemplo, inclui a metafísica, ontologia e cosmologia, entre outras disciplinas. A filosofia do conhecimento inclui a lógica e a epistemologia, enquanto filosofia de trabalho está relacionado a questões como a ética.

Diversos filósofos deixaram seu nome gravado na história mundial, com suas teorias que são debatidas, aceitas e condenadas até os dias de hoje. Alguns desses filósofos são: Aristóteles, Pitágoras, Platão, Sócrates, Descartes, Locke, Kant, Freud, Habermas e muitos outros.

De acordo com Platão, um filósofo tenta chegar ao conhecimento das Ideias, do verdadeiro conhecimento caracterizado como episteme, que se opõe à doxa, que é baseado somente na aparência. Segundo Aristóteles, o conhecimento pode ser divido em três categorias, de acordo com a conduta do ser humano: conhecimento teórico (matemática, metafísica, psicologia), conhecimento prático (política e ética) e conhecimento poético (poética e economia).

2.1- Biografia

Tomás de Aquino nasceu em Aquino, localizado em roccasecca (atual Lácio, na Itália) por volta de 1225 em uma família de nobres.

Enquanto os demais filhos da família seguiram carreira militar, a família pretendida que Tomas seguisse para a abadia (caminho normal na época, para o filho mais novo da nobreza sulista italiana).

Aos cinco anos de idade Iniciou seus estudos no castelo de Monte Cassino porém, depois de um conflito militar ocorrido entre o papa Gregório IX e o Imperador Frederico II na abadia, ele foi matriculado pelos pais na Studium Generale (Universidade) que havia sido criada recentemente localizada em Nápoles por volta de 1239, lá estudou artes liberais, conjunto de disciplinas de iniciação ao conhecimento filosófico e teológico, ingressando em seguida, provavelmente por influência de João de São Juliano e em contrapartida contra a vontade da família, na Ordem dos Dominicanos, aos 19 anos.

De Nápoles, a caminho de Paris, em companhia do Geral da ordem, foi sequestrado por seus irmãos, inconformados com seu ingresso no convento.

Estudou filosofia em Nápoles e depois em Paris, onde se dedicou ao ensino e ao estudo de questões filosóficas e teológicas. Estudou teologia em Colônia e, em Paris, tornou-se discípulo de Santo Alberto Magno, que o "descobriu" e se impressionou com a sua inteligência. Por esse tempo foi apelidado de "boi mudo". Dele disse Santo Alberto Magno: "Quando este boi mugir, o mundo inteiro ouvirá o seu mugido."

Foi ordenado sacerdote em 1250, e começou logo a ensinar na Universidade de Paris em 1252, no reinado de Luís IX.

Seus primeiros escritos, principalmente resumos e amplificações de suas palestras, apareceram dois anos mais tarde. Seu primeiro grande trabalho foi Scripta Super Libros Sententiarum (Escritos sobre os livros das Sentenças, 1256), Que consistiu na realização de comentários sobre um influente trabalho relativo dos sacramentos da Igreja, conhecido como o Sententiarum Libri Quatuor (Quatro livros de Sentenças), pelo teólogo italiano Pedro Lombardo.

Tendo tirado o doutoramento em teologia, em 1256, é nomeado mestre de filosofia na sua Universidade e leciona por três anos. Dois anos depois regressa a Itália onde foi nomeado professor na cúria pontifical de Roma. Ensina, durante anos, em várias cidades italianas. Em 1268, retorna a Paris, onde envolve-se numa polémica com o filósofo Siger de Brabant e de outros seguidores do filósofo islâmico Averrois. Porém continua no País e leciona até aproximadamente o ano de 1272. Pouco tempo mais tarde, Tomás deixa novamente Paris e prossegue para Nápoles, onde organizou uma nova escola dominicana.

Em 1274, convocado pelo papa Gregório X, viaja para participar do Concílio de Lyon. Adoece, contudo, durante a viagem, vindo a falecer no dia sete de Março no mosteiro cisterciense de Fossanova, aos 49 anos de idade.

Chamado de Doutor Angélico e de Príncipe da Escolástica, Tomás de Aquino foi canonizado pelo Papa João XXII em 1323 e, em 1567, é proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio V.

2.2- Provas da existência de Deus

Tomás de Aquino teve seu maior mérito com a síntese do cristianismo com a visão aristotélica do mundo.

Em suas duas summae, sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época: a Summa theologiae e a Summa contra gentiles.

Em suas duas summae, sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época. A partir delas, a Igreja tem uma Teologia (fundada na revelação) e uma Filosofia (baseada no exercício da razão humana) que se fundem numa síntese definitiva: fé e razão, unidas em sua orientação comum rumo a Deus.

As suas duas sumae sustentam as relações entre a ciência e a fé, a filosofia e a teologia. Fundada na revelação, a teologia é a ciência suprema, da qual a filosofia é auxiliar. Cabe a filosofia, procedendo de acordo com a razão, demonstrar a existência e a natureza de Deus. Sustentou que a filosofia não pode ser substituída pela teologia e que ambas não se opõem, ou seja, afirmou que não pode haver contradição entre fé e razão. Explica que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do ser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida e a essência do mal é a privação ou ausência do bem. A partir dele, a Igreja tem uma Teologia e uma Filosofia

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